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Estilo

A coloração pessoal e suas 12 estações

A coloração pessoal é sem dúvida a parte mais esperada da consultoria de imagem e no ano pandêmico de 2020 ela ganhou lugar de destaque e ficou amplamente conhecida aqui no Brasil.

Foto: Reprodução/Enmoda.com.br

A análise da coloração pessoal, também conhecida como colorimetria, tem como objetivo descobrir quais cores realçam a beleza natural de cada um de nós. Essa descoberta ocorre após a aplicação de um teste, no qual são passados vários tecidos com cores e características diferentes. 

As cores são analisadas sob três aspectos ou dimensões, a saber: profundidade (claridade e escuridão), intensidade (opacidade e saturação) e temperatura (quente, neutra ou fria). Uma dessas características da cor prevalecerá e juntamente com a análise das demais indicará qual estação valorizará mais a beleza natural da pessoa analisada.

Esses testes já são feitos há vários e vários anos, mas do ano passado pra cá incontáveis vídeos e depoimentos de pessoas que descobriram suas cartelas inundaram a internet. O que não te contam nesses vídeos é que as diferenças dos efeitos produzidos pelos tecidos na pele não são sempre tão perceptíveis. Mas a análise correta feita por uma profissional com olhar treinado é capaz de revelar as sutilezas de cada pele.

Sim, saber sua cartela de cores é muito legal, porque tem um efeito libertador, uma vez que de repente a pessoa é capaz de perceber um mundo novo de cores que lhe caem naturalmente bem e se sente estimulada a sair do lugar comum e a usar as cores ao seu favor, melhorando não só o seu humor, mas a aparência de sua pele (porque as cores certas diminuem manchas em geral, olheiras, rugas e devolvem o viço à pele do rosto) e sua comunicação não verbal geral.

A associação das cartelas de cores com as 4 estações se deu por conta da comparação destas às variações de cores que eram percebidas na natureza durante esses períodos. No início, esse método ficou conhecido apenas como Método Sazonal e a análise era feita por contemplação, ou seja, a pessoa era observada segundo suas características pessoais e enquadrada em uma determinada estação. Surgiram várias teorias sobre quais critérios deveriam ser observados nessa análise, tais como cor dos olhos, pele, cabelos, veias, se pessoa quando exposta ao sol bronzeava ou ficava queimada, entre outros.

Com o passar do tempo, observou-se que tais critérios não eram precisos e que o método contemplativo não produzia os melhores resultados e que sobre a análise das dimensões da cor, a divisão das cartelas em 4 era insuficiente dada a variedade de características de cada pele. 

Nesse contexto, o método outrora sazonal foi ampliado levando-se em conta as dimensões da cor e passou a ser chamado de Método Sazonal Expandido. 

Houve também uma mudança substancial na forma de avaliação, que deixou de ser meramente contemplativa e levar em conta os critérios acima referidos para se pautar em uma análise comparativa, na qual se levava em conta não as características pessoais já descritas, mas as dimensões das cores em si e seus efeitos diretos nas peles analisadas.

Assim, as 4 cartelas (primavera, verão, outono e inverno) foram subdivididas e deram origem às 12 cartelas ou paletas que conhecemos hoje (primavera quente, primavera clara, primavera brilhante, verão frio, verão claro, verão suave, outono quente, outono suave, outono escuro, inverno frio, inverno escuro e inverno brilhante). E acabaram se tornando objeto de desejo de muitas mulheres, mas vejam bem, não apenas mulheres, muitos homens também tem se interessado em descobrir suas cartelas para melhor se posicionar no ambiente corporativo e no âmbito pessoal.

E você, já se deixou seduzir pelo poder das cores e se permitiu descobrir sua cartela?

Wilfa Branco

Consultora e Coach de Imagem e Estilo

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O que as cores falam por você?

As cores podem influenciar diretamente no nosso humor e na percepção que os outros tem ao nosso respeito. Quem nunca se pegou escolhendo a cor que passaria a virada do ano?

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Foto: Reprodução/Thelolovivinetwork.com

Ao reconhecer que a imagem que projetamos tem poder e que a vestimenta tem papel preponderante na construção dessa imagem, não podemos ignorar a influência significativa que as cores tem na nossa comunicação não-verbal. Sabia que existem vários estudos relacionados ao tema?

A psicologia das cores se dedica a estudar a maneira pela qual as cores são percebidas pelo nosso cérebro. E esse estudo é tão significativo que a maioria das grandes marcas que conhecemos fizeram e fazem uso desse conhecimento não só para criar sua identidade visual, mas para permanecer na memória dos seus consumidores e influenciar seu comportamento. Prova disso é que basta fazer menção a uma marca conhecida pra que a gente lembre das suas cores, por exemplo: Mac Donalds, Coca Cola, Tiffany & Co. (sendo que esta tem até um tom de azul que carrega seu nome!), entre tantas outras.

É fácil concluir que escolha intencional da cor é uma ferramenta fundamental para a construção da imagem que desejamos projetar. Logicamente, essa escolha deverá levar em consideração nosso humor, a situação para a qual nos vestimos  e o significado de cada cor. Assim sendo, segue abaixo os principais significados das cores, suas simbologias:

Vermelho: energia, intensidade, impulsividade, amor, paixão, ódio, emoção, sensualidade.

Laranja: ânimo, energia (menos que o vermelho), calor, criatividade, humor, jovialidade.

Amarelo: alegria, confiança, otimismo, riqueza, sabedoria.

Verde: esperança, equilíbrio, frescor, harmonia, perseverança, renovação.

Azul: credibilidade, frieza, poder, nobreza, segurança.

Roxo: criatividade, luxo, realeza, sabedoria, sensualidade.

Rosa: delicadeza, feminilidade, inocência, romantismo.

Marrom: comprometimento, realismo, seriedade, sofisticação.

Branco: pureza, paz, limpeza, futurismo, sabedoria.

Preto: poder, seriedade, elegância, luxo.

Cinza: inovação, resiliência, sobriedade.

Dourado: luxo, sorte, riqueza.

Prata: modernidade, dinamismo vanguardismo.

Além dos significados das cores, para fazer uma escolha intencional de cor, é importante saber que cores mais intensas, escuras e/ou frias (azul, verde, roxo e suas variantes no círculo cromático) tem o poder de afastar, repelir, denotam inacessibilidade. Ao passo que cores mais suaves, claras e/ou quentes (amarelo, laranja, vermelho e suas variantes no círculo cromático) tendem a aproximar, porque dão a impressão de acessibilidade.

Agora que você já conhece um pouco sobre as diferentes mensagens que as cores transmitem, fica mais fácil fazer o bom uso delas. Quando precisar de mais energia, por exemplo, dê preferência a cores mais intensas. Se for de calma que você precisar, use cores mais claras e suaves. Se apaixonada, quem sabe o velho e bom vermelho vai te acompanhar? Agora, a pergunta que não quer mesmo calar é: qual a cor que melhor te representa hoje?

Wilfa Branco

Consultora e Coach de Imagem e Estilo

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O papel da vestimenta no desenvolvimento da autoestima

A vestimenta ocupa um papel de destaque no que comunicamos com a nossa imagem e pode ser uma poderosa aliada no desenvolvimento da autoestima.

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Foto: Lobachad/Envato


Desde o princípio, a vestimenta desenvolveu vários papéis ou funções. Quando os homens das cavernas começaram a usar a pele dos animais que caçavam para cobrir e proteger a sua própria pele do frio e do atrito com os obstáculos que encontravam no ambiente, aquela vestimenta rudimentar desenvolvia a função de proteção.


Com o passar do tempo as técnicas para a construção da vestimenta foram se aprimorando. Surgiram amarrações diversas, tecidos feitos por meio do entrelaçamento dos fios dos pelos de animais, diferentes técnicas de tingimento etc. E em meio a tantas novidades, a vestimenta começou a desempenhar outras funções.


Ao longo dos séculos, a vestimenta passou de mera proteção térmica a verdadeira declaração de status e de poder. Na Antiguidade, os egípicios, por exemplo, presavam a limpeza, tinham o hábito de tomar muitos banhos (o que não era comum naquela época), raspavam a cabeça para evitar piolhos e usavam perucas com vários adornos, além de roupas branquíssimas. Na Roma antiga, as cores das vestimentas separavam a sociedade em espécies de castas. Nas monarquias as cores e os tecidos das roupas também simbolizavam riqueza e poder. Havia cores que só a realeza podia usar.


Diversos são os exemplos que poderiam ser citados aqui ao falar da evolução do vestuário, mas o que importa por ora é demonstrar o papel fundamental que a roupa tem na construção e desenvolvimento da imagem e da autoestima.


Dizer que nossa imagem é pura comunicação não verbal e ignorar o papel relevante que a roupa tem nesse contexto seria, no mínimo, contraditório. Ouso dizer que a roupa, ou a ausência dela, é quem primeiro comunica, porque suas cores e texturas impactam primeiro o olhar. Os demais elementos que compõem a nossa imagem chegam em seguida, como um complemento, que podem ou não estar de acordo.


A roupa que escolhemos vestir comunica muito sobre nós, nosso humor, temperamento, status, aspirações e tantas outras coisas. E para quem vive em sociedade o ato de se vestir é praticado diariamente. Em um contexto normal, não há ato social que não esteja precedido da vestimenta. Nossa roupa é capaz de provocar aproximação ou de repelir pessoas. Pensem em quantas vezes vocês já se viram nessa situação. Em quantas vezes já se afastaram ou prejulgaram alguém pela roupa que a pessoa vestia?


Para além da comunicação externa, porém, a roupa tem o poder de elevar ou diminuir nossa autoestima. E esse para mim é o ponto mais relevante de todos! Sabe aqueles dias que a gente passa o dia todo de pijama, que a gente não tem vontade de nada? Também tem aqueles dias que a gente veste qualquer coisa, não arruma o cabelo. E do ano passado pra cá, que temos a realidade do home office? Quem aqui não se vestiu pelo menos uma vez da cintura pra cima?


Todos conseguimos nos enxergar em uma dessas situações com alguma frequência. Agora, reflitam o quão produtivos conseguimos ser nesses dias. Não estou aqui dizendo que não podemos ter um day off. Claro que não só podemos, como devemos! Mas o que gostaria que ficasse claro aqui é que esse padrão não deve ser o desejado. Devemos ter uma rotina de cuidados diários com a nossa imagem, porque isso impacta diretamente na maneira como nos vemos e como nos comportamos.


O padrão de comportamento é mais ou mesmos assim: se eu me sinto mal comigo tendo a cuidar menos de mim, a me olhar menos no espelho, a me vestir de qualquer jeito, adoto uma postura e um discurso que vão acabar com minha autoestima. E é a imagem de uma pessoa derrotada que eu vou passar, porque é assim que estarei me sentindo.


E é exatamente contra esse padrão que devemos lutar! A receita é simples, mas não necessariamente fácil de ser executada. Devemos nos cuidar! Não vou dizer aqui a hora que você tem que acordar! Cada um tem sua realidade. Mas, ao despertar, especialmente nos dias em que não nos sentimos bem, devemos racionalmente seguir uma rotina que começa com o autocuidado. Um bom banho pra acabar de acordar, os cuidados com pele e cabelos e, claro, a escolha da roupa! Neste ponto faça uma escolha consciente! Você verá que vai fazer toda a diferença! Se estiver precisando de ânimo, experimente usar uma peça com uma cor mais vibrante e enérgica! Está agitada, ansiosa, use cores que acalmam e promovem o relaxamento. Feliz e apaixonada? Use as cores do amor! Para cada modo há uma cor que vai contribuir para transmitir ou “curar” o sentimento.


Além das cores, o corte das roupas também transmite informações! Roupas com o corte mais reto e estruturadas (comuns no guarda roupa masculino) transmitem mensagens de poder e distanciamento. Já as roupas leves, fluidas, com linhas curvas, comunicam abertura e proximidade.


Pense em qual mensagem você quer ou precisa transmitir e escolha a vestimenta de forma assertiva! E lembre-se que a mudança desejada na sua vida começa por você! Invista em você, porque não conseguimos demonstrar ser algo que não somos na essência. Na vida pessoal ou profissional, vista-se para os objetivos que você quer alcançar!

Wilfa Branco
Consultora e coach de imagem e estilo

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O poder da imagem

A imagem é primeira forma pela qual nos comunicamos com o mundo e ela diz muito sobre nós. O que a sua imagem comunica?

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Foto: Vladdeep/Envato

Falar da imagem, para algumas pessoas,  pode parecer algo banal ou superficial, mas quando se entende que ela é a primeira forma de comunicação com o mundo, seja no âmbito pessoal ou profissional, essa perspectiva muda. A imagem é uma poderosa, senão a mais poderosa, forma de comunicação não verbal.

Nossa imagem comunica muito e a todo momento sobre quem somos, nossos valores, crenças  e aspirações, pessoais e profissionais. E essa comunicação pode ou não ser condizente com o nosso desejo de imagem, com aquilo que queremos projetar.

É importante que possamos ser capazes de perceber de que forma a nossa imagem interfere na comunicação com o mundo a nossa volta. E isso requer uma boa dose de autoconhecimento e senso crítico.

É fundamental analisar se existe, ou não, um distanciamento entre a forma que nos apresentamos e a mensagem que queremos transmitir, quem somos e o que aspiramos.

Diz-se que não há ruído na comunicação quando a imagem está alinhada ao modo de ser, a essência. O contrário acontece com muita frequência, quando a imagem está desalinhada da essência, o discurso, por melhor que seja, não é captado com a mesma clareza, nesse caso há o que se chama de ruído na comunicação.

Julgamos e somos julgados pela imagem a todo momento. E isso não nos transforma, necessariamente, em pessoas ruins. É o que fazemos com esse pré-julgamento que faz a diferença nesse aspecto. Negar a realidade de que nossa imagem comunica seria muita ingenuidade. Vivemos cercados de estereótipos. Se vamos a uma palestra, por exemplo, temos uma ideia pré-concebida de como os palestrantes devem se apresentar, e até mesmo os espectadores! Qualquer fuga desse estereótipo gera um desconforto, um estranhamento, que interfere na qualidade da comunicação.

Temos uma tendência a escolher como profissionais, pessoas cuja imagem seja condizente com o âmbito que ela atua. É como se a fuga desse estereótipo diminuísse ou invalidasse seu conhecimento. E isso é absolutamente normal! O mundo é estereotipado! Devemos, porém, estar atentos e fazer oposição a esse tipo de pensamento.

Os exemplos do cotidiano nos mostram o poder e o potencial da imagem pessoal e profissional. Tomar ciência disso nos permite interferir de forma positiva e assertiva na nossa imagem, no que comunicamos através dela. 

E nossa vestimenta tem um papel muito importante nessa comunicação. Ela simplesmente impacta! Normalmente, a primeira coisa que chama atenção em alguém é a forma que ela se veste, depois se os outros elementos se encaixam. Observamos as roupas, cabelo, acessórios, postura, fala etc, e desejamos inconscientemente que tudo esteja harmônico. E todos esses elementos juntos são a marca que deixamos no mundo, nossa imagem é nossa marca pessoal e deve ser valorizada.

Uma vez entendido o poder e importância da imagem pessoal, cabe perguntar: o que a sua imagem diz sobre você?

Wilfa Branco

Consultora e Coach de Imagem e Estilo

@wilfabranco

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