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Atenção no equilíbrio psicológico

Como anda sua atenção ultimamente? A mesma tem um papel muito importante no corpo humano, pois é a base principal de nossa saúde emocional .

Foto:PEXELS/Andrea Piacquadio

A compreensão a respeito do papel da atenção no equilíbrio psicológico e emocional de todos nós vem se desenvolvendo significativamente. Ferramenta altamente flexível, a atenção atua em inúmeras operações mentais. Ela promove a compreensão, fortalece a memória, vitaliza a aprendizagem, fomenta a percepção do que sentimos e por que sentimos, auxilia na leitura das emoções dos outros e nos corrige para uma interação mais harmoniosa com o nosso ambiente cultural. Em síntese, ela se estabelece como a base principal de nossa saúde emocional. Se ela é fraca, nos saímos mal. Mas se é poderosa, nos leva a sobressair nas mais diversas áreas.

” A reflexão profunda exige de todos nós uma mente bem focada, pois quanto mais nos distraímos, mais superficiais são nossas reflexões.”

Nessa breve reflexão, procuro estabelecer o papel fundamental da atenção em nossas vidas a partir de uma tríade fundamental: o foco interno, o foco no outro e o foco externo. Uma vida realizada exige o desenvolvimento dessas três formas de atenção. Como um músculo, a atenção quando bem utilizada se expande e fortalece, quando pouco utilizada definha. Proveniente do latim attendere, ela é a nossa base de contato, nos conectando com o mundo e, ao mesmo tempo, determinando os contornos de nossa experiência. Entretanto, começamos a nos dar conta dos vários obstáculos inerentes ao ambiente tecnológico em que vivemos e que vêm produzindo um crescente subdesenvolvimento da atenção, principalmente, nas crianças de hoje. Uma tendência marcante é o fato de muitas crianças crescerem em uma nova realidade que as leva a se conectarem mais às máquinas do que às pessoas. E, por muitos motivos, isso é perturba dor, pois o circuito social e emocional do cérebro de uma criança se desenvolve por meio dos seus contatos interpessoais ao longo de sua rotina. Por conseguinte, menos tempo passado com pessoas e mais tempo em interação com a tela do computador e do celular produz significativos déficits emocionais e sociais. Nos jovens de hoje, constatamos, em escala crescente, uma dificuldade e resistência cada vez maior para a leitura. Mais motivados em checar as mensagens que lhes chegam pelos aparelhos celulares através do Instagram, do WhatsApp e Facebook, não se sentem atraídos a explorar a expansão de novas descobertas pela experiência literária. Em 1977, o visionário economista e vencedor do Nobel, Herbert Simon, atentou para esse perigo, alertando para o período em que vivemos, caracterizado pelo paradoxo do excesso de informação e empobrecimento da compreensão: “a informação consumirá a atenção de quem a recebe. Eis por que a riqueza de informações cria a pobreza da atenção”. Aliado à posição de Simon, o filósofo Martin Heidegger explanou posição semelhante de maneira profética nos idos de 1950: “A maré da revolução tecnológica cativa, enfeitiça, deslumbra e diverte de tal forma o homem que o pensamento computacional pode algum dia se tornar a única forma de pensar, o que acarretará uma perda do pensamento meditativo, tão fundamental para a essência de nossa humanidade”.

A reflexão profunda exige de todos nós uma mente bem focada, pois quanto mais nos distraímos, mais superficiais são nossas reflexões. Uma mente focada é capaz de se abstrair, intencionalmente, das distrações emocionais, o que significa que quem tem um foco aprimorado se torna relativamente imune às turbulências psicológicas, adquirindo maior capacidade de se manter calmo durante os momentos de dificuldade, mantendo-se no prumo em meio às agitações da vida emocional. A reflexão profunda exige de todos nós uma mente bem focada, pois quanto mais nos distraímos, mais superficiais são nossas reflexões.” Por isso, a capacidade de tirar a atenção de uma coisa e transferi-la para outra é essencial para o bem-estar de todos nós.

Há uma relação fundamental entre atenção e intenção. A intenção é nossa força motriz, aquilo que nos move em direção a metas e alvos que passamos a definir em nossa experiência, tendo em vista a nossa realização pessoal. Se eu intenciono chegar a algum lugar, a atenção será a minha ferramenta, o meu veículo. No que se refere ao meu bem estar global, o foco interno, o foco no outro e o foco externo são fundamentais. Nesse sentido, a atenção voluntária, a força de vontade ‘atencional’ e a escolha intencional envolvem operações a partir do córtex pré-frontal, sendo a base de desenvolvimento para a autoconsciência, a reflexão, a deliberação e o planejamento. O foco intencional, portanto, oferece uma alavanca fundamental para a boa gestão do nosso cérebro. Mas, se há uma operação assertiva que, pelo foco intencional nos proporciona a autogestão de nossas experiências internas, há, ao mesmo tempo, uma operação mental errática que se desenvolve por meio das divagações.

Foto: Divulgação/Can Stock Photo

Uma pergunta que costumo fazer no consultório psicológico aos pacientes é: “ Ocorre de você se per ceber em diversos momentos fazendo uma coisa e pensando em outra?”, e sempre me respondem: “Frequentemente”. Partindo dessa pergunta, referida aos pacientes em terapia, levantamos a questão: Para onde os pensamentos divagam quando não estamos focados em nossa experiência concreta? Invariavelmente para o “eu” e suas preocupações, para aquela narrativa altamente emocional relativa tudo sobre mim, e que confere uma poderosa e ao mesmo tempo restritiva fixação no nosso ego. O ego, portanto, é a matriz de nossa mente inquieta, produzindo fixações imaginárias relativas ao seu próprio valor e que fomentam as carências, os vícios e as vulnerabilidades emocionais em todos nós. A obsessão com o “eu” promove uma permanente tensão em nossas experiências internas, pois, apegado ao seu valor, transita por circuitos obsessivos difíceis de desenganchar. Por outro lado, quando a mente encontra foco em uma atividade criativa ou construtiva, ela desenvolve o que os psicólogos que pesqui sam a criatividade chamam de flow. A mente flui e o bem-estar emocional resulta como consequência. Para a nossa autogestão, é fundamental o desenvolvimento de uma habilidade cognitiva chamada de “metaconsciência” que é basicamente a capacidade de sermos observadores neutros e desapegados dos nossos conteúdos mentais, especificamente, nossas representações emocionais alimentadas pelo nosso eu. Técnicas de meditação e mindfulness ajudam no desenvolvimento dessa habilidade e promovem o nosso foco interno. Com elas, aprendemos a nos relacionar com nossos conteúdos de forma autônoma, emancipada, integrando melhor o nosso self à realidade. São dois, portanto, os registros nos quais podemos aportar nossa experiência psicológica: o real e o imaginário. No real, a mente se alinha aos acontecimentos e à experiência desenvolvendo um foco sensível e saudável. No imaginário, ela se desalinha, envolvendo-se em turbulências emocionais que proporcionam os estados de ansiedade e depressão. Torna-se, por assim dizer, uma mente sem rumo. Ser expectador e não ator das próprias narrativas mentais é o caminho aberto para o bem-estar emocional, mas para isso há a necessidade de se desenvolver o foco interno, atento e puramente observador em relação às narrativas emocionais e imaginárias. Com o foco interno, potencializa-se a capacidade de desapego e a experiência mental desenvolve a capacidade de presença experiencial, antes sabotada pelas obsessões imaginárias.

Quanto ao foco no outro e no ambiente externo, ocorre basicamente o mesmo, pois o ego, alimentado pela mente desatenta que rumina obsessivamente sobre si própria, encontra-se incapaz de perceber com maior amplitude e profundidade tanto os outros com quem se relaciona como também o ambiente em que concretamente existe. Por ser obcecado quanto ao seu valor, o ego ocupa-se muito mais em como os outros o percebem, do que em perceber. Seu compromisso é formulado em “o que eles estão pensando a meu respeito”. Com isso perde de vista a percepção qualificada do outro e do ambiente em que se encontra, criando pontos cegos, pois não é o pensamento imaginário que potencializa nossa consciência, mas a capacidade de estarmos intencionalmente atentos ao valor do momento experimentado. Em síntese, o pensamento que reproduz as ruminações é o maior obstáculo à consciência, que se amplia a partir da boa atenção.

Resumindo, a atenção plena em direção à nossa experiência, tanto interna quanto externa, no momento presente de nossas vivências reais, é o princípio e o fim do nosso bem-estar emocional e do aprimoramento de nossa autogestão.

Por: Dr. Vitor Santiago Borges

MPIInstituto de Medicina e Psicologia Integradas

RT: Dalton Garcia Leão CRM 4453

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Orientação profissional na adolescência

Muitos adolescentes atualmente se veem perdidos no quesito profissional, porém muitos seriam mais direcionados se fossem frequentemente orientados no período mais importante de seus desenvolvimentos.

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Foto: pikisuperstar/FREEPIK

A adolescência é um período muito valorizado em nossa sociedade e está relacionada à juventude, ao conflito, ao descompromisso, à vivacidade e à contestação. É tido como um momento de grandes incertezas, pois os jovens transitam entre dois mundos, o infantil e o adulto, e não se sentem pertencentes a nenhum deles. Erickson (1972) define essa fase como uma moratória psicossocial, que são os lugares que este “ser”, que não é criança e nem adulto, pode ocupar na sociedade, e que também ainda não estão definidos, o que pode causar grandes sofrimentos.

Esse período, portanto, não deveria ser visto como uma crise pré-programada biopsicologicamente, pois assim seriam deixados de lado alguns fatores cruciais para o desenvolvimento dos jovens, como as condições sociais e culturais de cada indivíduo. Por outro lado, soma-se aos desafios do adolescente a árdua tarefa de se adaptarem às grandes transformações hormonais que ocorrem em seu organismo. Para Jeammet (2005), essa é uma função do organismo, é inerente à condição humana e se traduz, necessariamente, numa patologia.

Entre os estudiosos da adolescência, há certa divergência sobre esse período. Uns afirmam que é um período composto por crises, outros dizem que é uma construção social, porém ambos são importantes para o estudo e a compreensão dessa fase de desenvolvimento do ser humano.

A psicanálise, através das etapas do desenvolvimento da personalidade, fornece subsídios à compreensão da adolescência como sendo um ajuste psicológico em função das mudanças ocorridas no sujeito. Segundo Bloss (1985), a adolescência é uma etapa final da fase genital de desenvolvimento psicossexual em que ocorre a reedição do édipo e sua possível elaboração, e esta seria a soma de vários ajustes às novas condições interiores e exteriores enfrentadas pelo indivíduo, e que vão sendo construídas desde a primeira infância.

Aberastury (1981) concebe essa etapa como sendo um “período de contradições, confuso, ambivalente, doloroso e caracterizado por fricções no meio familiar” (p.13), portanto, é um processo normal e esperado que cada indivíduo deve experienciar. Para esta autora, o adolescente enfrenta três lutos fundamentais

nessa fase:

1 ° LUTO

o luto pelo corpo infantil perdido, base biológica da adolescência, imposta ao indivíduo que tem que sentir e viver suas mudanças como algo externo, e se encontra como um espectador impotente em relação ao que ocorre no seu próprio organismo.

2 ° LUTO

O luto do papel e da identidade infantis que o obrigam a uma renúncia da dependência e entrada em uma nova fase desconhecida.

3° LUTO

O luto pelos pais da infância, os quais persistem em retê-lo na sua personalidade, procurando o refúgio e a proteção que eles significam.

Bohoslavsky (1998) define a crise da adolescência como algo que morre e algo que nasce, por tanto, se relaciona com a noção de desestruturação e reestruturação da personalidade, em que o adolescente está em crise, pois se encontra neste processo.

Outeiral (2003) afirma que o final da adolescência poderia ser caracterizado pelo estabelecimento de uma identidade estável, por uma aceitação da sexualidade, com a consolidação do papel sexual adulto, pela independência dos pais e pela escolha profissional.

A entrada no mundo profissional é exigência do fim da adolescência, o que obriga os jovens estarem em permanente formação, pois as mudanças rápidas que acontecem no mundo capitalista levam a uma acirrada competição, tanto na entrada como na permanência, pois o mercado de trabalho é altamente competitivo e exigente.

Foto: rawpixel.com/FREEPIK

Segundo Lehman (2005) o mercado de trabalho, que está em constante mudança, incentiva o indivíduo a investir cada vez mais na educação como forma de ascender e se sobressair na carreira e, com isso, faz com que o indivíduo adquira a responsabilidade pelo seu êxito, ou pelo fracasso no mundo empresarial; e assim, nesse momento, o adolescente-adulto, repleto de incertezas sobre qual mundo transitar, precisa criar sua identidade ocupacional.

Segundo Sparta (2003), para que as novas funções exigidas pelo mercado fossem desempenhadas, cursos de especialização e formação surgiram, tendo como objetivo o aumento da produtividade e possibilitar o acesso das pessoas ao mercado de trabalho. Nesse contexto surgiu a Orientação Profissional para auxiliar os indivíduos nas suas escolhas.

Levenfus (1997) considera a Orientação Vocacional Ocupacional um processo mais abrangente, que diz respeito não somente à informação das profissões, mas a toda uma busca de conhecimento a respeito de si mesmo, das características pessoais, familiares e sociais do orientando, promovendo o encontro das afinidades do mesmo com aquilo que ele pode vir a realizar em forma de trabalho. Classifica, portanto, como uma abordagem psicológica, ou psicopedagógica, que visa a buscar uma identidade profissional.

A Orientação Profissional consiste em possibilitar ao adolescente o seu autoconhecimento, e a identificação de seus interesses, a influência familiar e a definição de seu projeto de vida. É papel do Orientador Profissional também esclarecer situações, conscientizar e vincular a problemática do adolescente, frente à escolha de seu futuro, com o contexto histórico e as situações locais onde essa escolha se dá. Para tanto, o Orientador Profissional deve levar em consideração a etapa de vida em que o adolescente se encontra, as influências dos amigos e familiares, além das vivências que cada jovem traz de todo o seu desenvolvimento.

A finalidade da Orientação Vocacional é avaliar, analisar, esclarecer e informar o examinando suas áreas de interesses, aptidões específicas e gerais, que se apresentam inseridas em suas possibilidades. Revela, também,tendências e habilidades em área ou campos de trabalho. O objetivo da Orientação Vocacional é associar esses campos e sugerir caminhos ou tendências profissionais, que possam estar mais próximas das possibilidades, capacidades e dos interesses do examinando, é poder proporcionar ao examinando uma forma de resolver o “dilema” diante desse momento de decisão.

Por: Dr.Sueli da Rocha Gonçalves

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Estudo: anticorpos de quem teve covid-19 não protegem contra variante

Testes em laboratório mostram que variante Gamma não é neutralizada

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Foto: Arte licenciada/O Panorama

Estudo internacional com participação de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) revela um mecanismo que explica o motivo pelo qual ocorrem as reinfecções de covid-19. Testes em laboratório mostraram que a variante Gamma, anteriormente conhecida como P.1, originada no Brasil, é capaz de escapar dos anticorpos neutralizantes que são gerados pelo sistema imunológico a partir de uma infecção anterior com outras variantes do coronavírus.

Os pesquisadores destacam, no entanto, que os resultados foram obtidos in vitro, ou seja, em laboratório. Além disso, o estudo não inclui outros tipos de resposta imune do organismo, como imunidade celular. “É fundamental entender que pessoas infectadas podem ser infectadas novamente”, aponta William Marciel de Souza, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, primeiro autor do artigo. O trabalho foi publicado como artigo na revista científica The Lancet em 8 de julho.

Foram analisadas amostras do plasma de pacientes que tiveram a doença, e também de pessoas imunizadas pela vacina CoronaVac. “A pesquisa mostra que pessoas que foram vacinadas ainda estão suscetíveis à infecção, se você tomou a vacina continue usando máscara, continue com distanciamento social, continue usando as medidas de higiene para evitar a transmissão para outras pessoas”, aconselha o pesquisador.

Souza lembra que os estudos clínicos mostram a eficiência da CoronaVac contra formas graves da doença, reduzindo internações e mortes. “A vacina não é contra infecção, infecção pode acontecer a qualquer momento, com qualquer vacina, o objetivo da vacina é contra a doença, a forma grave, da pessoa morrer, ter sequelas graves.”

Outros estudos

O pesquisador citou outro estudo que analisou casos de covid-19 em idosos moradores de um convento e uma casa de repouso. Ele aponta que, embora os locais fossem pouco movimentados, o vírus entrou nessas moradias e infectou as pessoas com mais 70 anos que estavam vacinadas. “Mesmo com idade bem avançada quase todos foram assintomáticos ou com sintomas leves, não precisaram de hospitalização. Isso mostra a importância das vacinas.”

Sobre a variante Delta, Souza aponta que os estudos também vêm demonstrando a proteção contra formas mais graves da doença. “Mesmo locais com alta taxa de vacinação, por exemplo os Estados Unidos, em que hoje a Delta é a linhagem mais dominante, o número de mortes e hospitalizados não aumentou mesmo com a introdução dela.”

Por: Agência Brasil

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Receita libera consulta a terceiro lote de restituição do Imposto de Renda

Lote será o maior da história em número de contribuintes

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A partir das 10h de hoje (23), o contribuinte que entregou a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física até meados de maio poderá saber se acertou as contas com o Leão. A Receita Federal liberará a consulta ao terceiro dos cinco lotes de restituição de 2021.

Esse será o maior lote de restituição da história em número de contribuintes. Ao todo, 5.068.200 contribuintes receberão R$ 5,8 bilhões.  Do total, 4.913.343 contribuintes entregaram a declaração até 18 de maio.

O restante tem prioridade legal, sendo 13.985 contribuintes idosos acima de 80 anos, 95.298 contribuintes entre 60 e 79 anos, 8.987 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave e 36.616 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério.

O dinheiro será pago em 30 de julho. A consulta pode ser feita na página da Receita Federal da internet. Basta o contribuinte clicar no campo Meu Imposto de Renda e, em seguida, Consultar Restituição. A consulta também pode ser feita no aplicativo Meu Imposto de Renda, disponível para os smartphones dos sistemas Android e iOS.

A consulta no site permite a verificação de eventuais pendências que impeçam o pagamento da restituição – como inclusão na malha fina. Caso uma ou mais inconsistências sejam encontradas na declaração, basta enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes.

Calendário

Inicialmente previsto para terminar em 30 de abril, o prazo de entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física foi encerrado em 31 de maio por causa da segunda onda da pandemia de covid-19. Apesar do adiamento, o calendário original de restituição foi mantido, com cinco lotes a serem pagos entre maio e setembro, sempre no último dia útil de cada mês.

A restituição será depositada na conta bancária informada na Declaração de Imposto de Renda. Se, por algum motivo, o crédito não for realizado, como no caso de conta informada desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil.

Neste caso, o cidadão pode reagendar o crédito dos valores de forma simples e rápida pelo Portal BB, ou ligando para a Central de Relacionamento BB por meio dos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

Por: Agência Brasil

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