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Mundo

Bangladesh: militares tentam ajudar milhões de pessoas isoladas

Equipes levam comida e água potável aos que não têm como sair de casa

Anuwar Hazakira

Em pequenos barcos, militares entregavam material de socorro nesta segunda-feira (19) em cidades e vilarejos inundados em Bangladesh, depois que mais de 9 milhões de pessoas ficaram isoladas no país e na vizinha Índia após fortes chuvas, disseram autoridades.

Pelo menos 32 pessoas morreram em Bangladesh desde o fim da semana passada, após chuvas de monção que provocaram inundações catastróficas na divisão administrativa de Sylhet, no nordeste, deixando cerca de um quarto de sua população de 15 milhões de pessoas presa em meio a águas que sobem rapidamente e a rios transbordando.

“As enchentes são as piores em 122 anos na região de Sylhet”, disse à Reuters o diretor-geral do Departamento de Gerenciamento de Desastres de Bangladesh, Atiqul Haque. Ele acrescentou que uma dúzia de distritos no norte e nordeste foi inundada.

“As operações de resgate e socorro foram intensificadas, com oficiais do Exército e da Marinha chegando a mais pessoas isoladas pelas enchentes”, disse Haque.

Militares em barcos chegavam com água potável e comida para as pessoas que se abrigavam nos andares superiores dos edifícios, mostraram imagens da televisão local.

As autoridades governamentais estão tentando entregar 1.720 toneladas de arroz e 58 mil pacotes de alimentos secos para as comunidades atingidas pelas enchentes, além de comprimidos de purificação de água e medicamentos.

A situação em Bangladesh foi agravada pelas águas que descem das colinas circundantes do estado indiano de Meghalaya, incluindo algumas das áreas mais úmidas do mundo, como Mawsynram e Cherrapunji, que receberam mais de 970 milímetros de chuva no domingo, segundo dados do governo.

Em Bangladesh, cerca de 300 mil pessoas foram transferidas para abrigos em Sylhet, mas mais de 4 milhões de pessoas estão presas perto de suas casas. “A situação ainda é alarmante”, disse à Reuters, por telefone, o administrador-chefe da divisão Sylhet, Mohammad Mosharraf Hossain.

Por Agência Brasil

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Mundo

Peru: incêndio florestal coloca Machu Picchu em perigo

Chamas já alcançaram área equivalente à Cidade do Vaticano

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PCM/Handout/Latin Americana News

Bombeiros peruanos têm lutado contra o tempo para apagar um incêndio florestal que coloca em perigo um dos locais arqueológicos mais importantes do mundo. O incêndio encontra-se perto das ruínas incas de Machu Picchu e continua a fazer estragos nos Andes peruanos.

De acordo com a Reuters, as chamas já alcançaram área equivalente à cidade do Vaticano e começaram na última terça-feira (28), depois de agricultores locais terem ateado fogo para queimar erva e preparar novas colheitas. Em apenas um dia, mais de 20 hectares arderam. O presidente da Câmara de Cuzco seguiu todas as operações.

As chamas estão cada vez mais perto de um dos locais mais importantes e visitados no mundo, Machu Picchu, um complexo arqueológico de estruturas em pedra que foi construído há mais de 500 anos pelos incas, qundo o império dominava o que hoje corresponde aos territórios do Equador e do Chile central.

Devido à dificuldade de acesso a muitas áreas dos Andes, os bombeiros têm tido dificuldade em apagar as chamas.

“Estamos lutando contra este incêndio há mais de dois dias e não tem sido possível controlá-lo, dado que a área é inacessível”, explicou aos meios de comunicação Roberto Abarca, diretor do Gabinete de Segurança e Gestão de Risco de Cuzco.

Machu Picchu, que foi considerada uma das sete maravilhas do mundo, continua em perigo com os bombeiros locais a tentarem levar a melhor sobre as chamas. No entanto, o Ministério da Cultura do Peru informou no Facebook que especialistas avaliam estragos em outro local de interesse arqueológico, o monumento de Llamakancha.

Por – Agencia Brasil

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Mundo

Rússia mata 19 com mísseis perto de Odessa, após abandonar ilha

Kremlin nega ter atacado civis

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Sputnik/Sergey Guneev

A Rússia fez chover mísseis perto da cidade portuária ucraniana de Odessa, no Mar Negro, nesta sexta-feira (1º), atingindo um prédio de apartamentos e um resort e matando pelo menos 19 pessoas. A informação foi dada por autoridades ucranianas, horas depois que tropas russas foram expulsas da Ilha da Serpente, que fica nas proximidades.

Parte de um prédio de nove andares foi completamente destruída por míssil à 1h. As paredes e janelas de um prédio vizinho, de 14 andares, também foram danificadas pela onda de explosão. Moradores estavam ajudando equipes de resgate a vasculhar os escombros.

“Viemos aqui para o local, avaliamos a situação junto com os socorristas e moradores, e ajudamos aqueles que sobreviveram. E os que infelizmente morreram, ajudamos a carregá-los”, disse Oleksandr Abramov, que mora na região e correu para o local quando ouviu a explosão.

Autoridades ucranianas disseram que pelo menos 16 pessoas foram mortas no bloco de apartamentos na localidade de Serhiivka, e mais três, incluindo uma criança, em ataques que atingiram resort de férias próximo.

O Kremlin negou atacar civis: “Gostaria de lembrá-los das palavras do presidente de que as Forças Armadas russas não trabalham com alvos civis”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a repórteres.

Milhares de civis foram mortos desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro, o que a Ucrânia diz ser uma guerra de agressão não provocada. A Rússia chama a invasão de “operação especial” para erradicar nacionalistas perigosos.

Um dia antes, a Rússia retirou suas tropas da Ilha da Serpente, ponto estrategicamente importante que conquistou no primeiro dia da guerra e usou para controlar o noroeste do Mar Negro, onde bloqueou Odessa e outros portos.

Em seu discurso noturno em vídeo, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, saudou o que descreveu como vitória estratégica.

“Ainda não garante a segurança. Ainda não garante que o inimigo não voltará”, disse ele. “Mas isso limita significativamente as ações dos ocupantes. Passo a passo, vamos empurrá-los de volta do nosso mar, da nossa terra e do nosso céu.”

No Leste da Ucrânia, onde a Rússia está realizando sua principal ofensiva terrestre, as forças ucranianas estavam resistindo na cidade de Lysychansk, embora autoridades tenham dito estar sob feroz ataque de artilharia.

Em Kiev, parlamentares ucranianos aplaudiram de pé quando a bandeira da União Europeia foi carregada pela câmara para ficar ao lado da própria bandeira da Ucrânia, um símbolo do status formal de candidatura da Ucrânia à UE,ana passada.

O ataque a Odessa, usando mísseis de longo alcance, ocorre depois que a Rússia intensificou os ataques pela Ucrânia, longe das linhas de frente, incluindo um na segunda-feira que matou pelo menos 19 pessoas em um shopping.

Moscou diz que está atacando alvos militares. Kiev chama os ataques de crimes de guerra. Um general ucraniano afirmou nessa quinta-feira que a Rússia pode estar tentando atingir alvos militares, mas está matando civis ao disparar mísseis obsoletos e imprecisos em áreas populosas.

Por: Agência Brasil

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Mundo

Rússia está aberta a diálogo sobre não proliferação nuclear, diz Putin

Líder russo voltou a acusar Ucrânia de “crimes contra a humanidade”

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Grigory Sysoyev

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta quinta-feira (30) que seu país está aberto a um diálogo sobre estabilidade estratégica e não-proliferação nuclear.

Apesar da invasão russa da Ucrânia, tanto Moscou quanto Washington enfatizaram a importância de manter a comunicação sobre a questão das armas nucleares. Os dois países são de longe as maiores potências nucleares do mundo, com uma estimativa de 11 mil ogivas nucleares entre eles.

“A Rússia está aberta ao diálogo para garantir a estabilidade estratégica, preservando regimes de não-proliferação de armas de destruição em massa e melhorando a situação no campo do controle de armas”, disse Putin em comentários a um fórum legal em sua cidade natal, São Petersburgo.

Ele disse que os esforços exigiriam “um trabalho conjunto meticuloso” e iriam no sentido de evitar uma repetição do “que está acontecendo hoje em dia em Donbas.”

O líder russo disse que Moscou invadiu a Ucrânia para proteger os russos étnicos e os russófonos da região de Donbas, no leste da Ucrânia, da perseguição de Kiev. Ele repetiu essas afirmações na quinta-feira, acusando a Ucrânia de “crimes contra a humanidade”.

A Ucrânia e o Ocidente dizem que a invasão russa de seu vizinho foi um ato de agressão não provocado, com o objetivo de confiscar o território ucraniano e derrubar o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy.

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