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Esportes

Campeonato Carioca: Fluminense e Vasco jogam clássico em Volta Redonda

Partida nesta terça terá transmissão da Rádio Nacional, às 21h

Foto: Divulgação Prefeitura de Volta Redonda

Em razão das restrições sanitárias por conta da pandemia do novo coronavírus (covid-19) na cidade do Rio de Janeiro, o Maracanã não será o costumeiro palco do clássico Fluminense e Vasco. A partida vai acontecer nesta terça-feira (30) no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. As duas equipes vêm de tropeços no Campeonato Carioca e tentam se reabilitar nesta sétima rodada de um total de onze para definir os semifinalistas da competição.  A Rádio Nacional transmite a partida a partir das 21h (horário de Brasília).

“Será um grande jogo, praticamente um divisor de águas”, aposta o meio campista tricolor Martinelli, acreditando que o vencedor vai ser decidido por detalhes. O Jogador de 19 anos lembrou que o Vasco é um time em reconstrução e disse que o Flu não vai repetir os mesmos erros na derrota por 3 a 2 para o Volta Redonda em Bacaxá. “Vamos ter uma postura diferente, explorar nosso lado forte, nos impor e tentar sair com um resultado positivo”.

Pelo lado vascaíno, a ordem é superar a vitória que escapou diante do Madureira. Após estar ganhando por 2 a 0 no placar, o Cruz-Maltino cedeu o empate para o Tricolor Suburbano, levando dois gols em menos de cinco minutos em lances de bola parada. “A gente se descontrolou. Fica a boa performance e vamos seguir evoluindo”, analisa o treinador Marcelo Cabo, que já ganhou cinco reforços para a temporada. O último deles apresentado nesta segunda (29): Morato. O atacante de 28 anos, assim como Léo Jabá, ainda precisa ser preparar fisicamente e ainda não entra em campo. Contundido, o recém-contratado zagueiro Ernando também deve ficar de fora. Diferentemente do lateral Zeca e do meia Marquinhos Gabriel que já estrearam com a camisa vascaína, marcaram gols e provavelmente vão estar entre os 11 titulares.

Com seis pontos, o Vasco ocupa a oitava colocação da tabela. Já o Fluminense soma 9 pontos na quinta posição do campeonato. “É um clássico de muita tradição e os dois times passam por um momento de transição”, avalia Waldir Luiz, que vai estar nos comentários da Rádio Nacional ao lado de André Luiz Mendes (Narração) e Bruno Mendes (Plantão). “A tendência é ser empate, mas arriscar qualquer prognóstico é muito difícil. Não há favoritos, porquê nestas ocasiões os times se superam”.

Há 16 anos…

Esta é a segunda vez que tricolores e vascaínos duelam em Volta Redonda. No Campeonato Brasileiro de 2005, com o Maracanã fechado para obras, o Fluminense levou o jogo para o Raulino e venceu por 3 a 2.  

Por: Agência Brasil

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Esportes

Aída dos Santos relembra participação na Olimpíada de 1964, no Japão

Brasileira brilhou no salto em altura na 1ª edição dos Jogos de Tóquio

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Foto: Ivo Lima/ME

Por 32 anos, de 1964 a 1996, o melhor resultado de uma atleta brasileira em uma edição de Olimpíada foi o quarto lugar de Aída dos Santos, no salto em altura na primeira edição dos Jogos realizada em Tóquio. Naquela ocasião, a carioca nascida no Morro do Arroz, em Niterói, alcançou a marca de 1,74 metro (m) e ficou a apenas dois centímetros da medalha de bronze. Esta quarta posição olímpica só veio a ser superada, na história do esporte brasileiro, pela medalha de ouro da dupla Jacqueline e Sandra Pires, no vôlei de praia nos Jogos de 1996 (Atlanta).

Faltando pouco para a cerimônia de abertura da edição 2020 dos Jogos de Tóquio, a Agência Brasil conversou nesta quinta-feira (22) com a ex-atleta para lembrar detalhes de uma aventura realizada em um contexto bem diferente do encontrado pela atual geração de atletas que está no outro lado do mundo representando o Brasil.

Antes da Olímpiada, Aída competiu no Troféu Brasil daquela temporada, realizado em São Bernardo do Campo, em São Paulo. E neste evento alcançou o índice com a marca de 1,65 m. Porém, ela ainda precisou passar por mais cinco classificatórias para se garantir nos Jogos. “A Maria da Conceição Cypriano e eu tivemos de participar de várias provas ao redor do Brasil para ver quem conseguia a melhor marca. Foi algo estranho. Antes da última prova, no complexo do Maracanã, lembro que precisei ajudar muito a minha família com algumas tarefas domésticas. Estava tão cansada que não queria mais ir aos Jogos. Foi meu técnico quem me incentivou. Saltei 1,65 m e a Cypriano, 1,60 m. Foi assim que ganhei a vaga”, diz a única mulher da delegação brasileira naquela edição dos Jogos de Tóquio.

Porém, esta confirmação da vaga veio apenas em setembro, e os Jogos estavam previstos para outubro. Ou seja, o tempo para organizar a viagem era muito curto, e Aída não recebeu praticamente nenhum incentivo. “Não tinha nem uniforme. Acabei usando um dos Jogos Ibero-americanos, dos quais tinha participado. Acabei indo com a delegação do vôlei masculino. Paramos uma semana na França, para alguns amistosos, e na sequência partimos para Tóquio. Quando vi, estava sozinha lá do outro lado do mundo. Foi muito difícil. Chorei demais. Tive vontade até de retornar ao Brasil sem competir. Não tinha material, não tinha técnico, nada mesmo”, recorda.https://platform.twitter.com/embed/Tweet.html?creatorScreenName=agenciabrasil&dnt=false&embedId=twitter-widget-0&features=eyJ0ZndfZXhwZXJpbWVudHNfY29va2llX2V4cGlyYXRpb24iOnsiYnVja2V0IjoxMjA5NjAwLCJ2ZXJzaW9uIjpudWxsfSwidGZ3X2hvcml6b25fdHdlZXRfZW1iZWRfOTU1NSI6eyJidWNrZXQiOiJodGUiLCJ2ZXJzaW9uIjpudWxsfX0%3D&frame=false&hideCard=false&hideThread=false&id=1415822289510096898&lang=pt&origin=https%3A%2F%2Fagenciabrasil.ebc.com.br%2Fesportes%2Fnoticia%2F2021-07%2Faida-dos-santos-relembra-participacao-na-olimpiada-de-1964-no-japao&sessionId=7c08ade30b27dae97882e0129842a0b5ca7eb723&siteScreenName=agenciabrasil&theme=light&widgetsVersion=82e1070%3A1619632193066&width=550px

Para treinar em Tóquio, ela precisou contar com apoio de representantes de delegações estrangeiras: “Dentro da Vila Olímpica, tinha um local de treinos. Vi algumas atletas treinando com os técnicos. Acabei pedindo ajuda para um japonês, e ele me emprestou o material. Às vésperas da competição, um colega cubano me ajudou a conseguir os sapatos para o salto. Era um par para atletas dos 100 m rasos. Totalmente diferente do que eu precisava, mas era aquilo ou saltar com os pés descalços”.

No dia da prova, Aída teria que alcançar 1,70 m para ir à disputa das medalhas. “No Brasil, não conseguia passar de 1,68 m. Fiquei mais de seis meses sem ultrapassar essa altura. Mas estava com tanta raiva pela falta de apoio que aquilo acabou se transformando em determinação, e eu saltei 1,70 m. Porém, acabei torcendo o pé durante as eliminatórias. Era mais uma dificuldade. Só consegui disputar a final por causa da ajuda da cubana Miguelina Cobian para enfaixar o meu pé”, afirma.

Na final, a brasileira saltou 1,76 m e ficou a dois centímetros da conquista da medalha de bronze. O ouro foi da romena Iolanda Balas, com 1,90 m, a australiana Michele Brown foi medalhista de prata com 1,80 m e a russa Taisiya Chenchik faturou o bronze com 1,78 m. “Já não tinha mais condições físicas, estava muito desgastada. Além disso, eu era a única que não tinha técnico. Talvez, se tivesse alguém para me orientar, poderia ter chegado ao pódio”, lamenta a carioca, que participou também dos Jogos de 1968 (Cidade do México).

“O resumo da minha história naquela Olimpíada de Tóquio é a palavra superação. Lembro muito bem que, quando estava no aeroporto para começar a viagem, algumas pessoas falaram que eu não passaria das eliminatórias, que nunca chegaria à final. Mas eles não sabiam que eu sou movida a desafios. Fui lá e mostrei o meu talento, superando todas as adversidades. Espero que os atletas que agora estão em Tóquio possam fazer o mesmo, e que representem muito bem o Brasil”, encerrou Aída.

Por: Agência Brasil

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Brasil

Pira Olímpica Rio 2016 é acesa em homenagem aos Jogos de Tóquio

Duas crianças acenderam o monumento

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Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A cidade do Rio de Janeiro, sede dos Jogos Olímpicos 2016, teve hoje cerimônia de reacendimento da Pira Olímpica Rio 2016, próximo a Igreja da Candelária, centro da capital.

O evento contou com as presenças do prefeito Eduardo Paes, do cônsul-geral do Japão, Ken Hashiba, e do vice-cônsul, Takashi Goto. 

A pira olímpica ficará acesa durante todo período dos Jogos de Tóquio, que começam oficialmente amanhã e vão até 8 de agosto.

O monumento, que estava inoperante havia anos, foi revitalizado pela prefeitura. Pouco depois das 18h30, Eduardo Paes chegou ao local com uma tocha olímpica de 2016, que passou para o cônsul japonês. Em seguida, o diplomata a entregou para duas crianças de vilas olímpicas, que aguardavam em cima de uma grua. Ambas foram elevadas à altura da pira olímpica e reacenderam o monumento.

O prefeito elogiou, em seu discurso, a organização feita por Tóquio nos jogos, em meio à pandemia, e deu ênfase ao legado que os Jogos de 2016 deixaram para o Rio de Janeiro.

*Sob a supervisão de Mario Toledo

Por: Agência Brasil

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Esportes

Olimpíadas de Tóquio: Douglas Souza e Rayssa Leal são os atletas que estão fazendo sucesso na web

Da noite pro dia, os atletas do vôlei e do skate, que tem carreira promissora em suas modalidades, viraram fenômenos nas redes sociais.

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Foto: Reprodução/ Instagram

O período pré-olímpico no Brasil foi marcado por grande polêmica envolvendo o surfista Gabriel Medina. Sem sucesso, o atleta tentou aprovação do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), para levar sua companheira, a modelo Yasmin Brunet aos Jogos de Tóquio. Já na  capital do Japão, quem tem roubado a cena desde que se instalaram na Vila Olímpica,  foram os atletas Douglas Souza e Rayssa Leal. 

Com uma carreira promissora, cada um em sua modalidade, os atletas têm dado show de carisma e conquistado milhares de seguidores nas redes sociais e uma nova torcida. Inicialmente, cada um viralizou de uma forma. Rayssa, de apenas 13 anos e carinhosamente apelidada de fadinha do skate, ganhou visibilidade após internautas compararem sua maturidade com o surfista Gabriel Medina, de 27. 

Medina reclamou diversas  vezes em suas redes sociais por não poder levar sua companheira para as Olimpíadas. Rayssa, por sua vez, teve uma foto compartilhada pelo “Time Brasil” desembarcando sozinha no Japão com o skate nos pés. Para muitos, a menina mostrou muita maturidade sendo tão jovem e carregando uma grande responsabilidade. 

Tamanha admiração dos internautas pela garota não é à toa! A skatista, é a atleta brasileira mais jovem da história a disputar os Jogos Olímpicos e, apesar da pouca idade, nas pistas de skate ela compete igual gente grande, mostrando ser um verdadeiro prodígio da modalidade. Em junho, no Mundial de Skate Street, em Roma, na Itália, Rayssa foi medalha de bronze e garantiu seu lugar para as Olimpíadas Tóquio. 

Aos 11 anos, Rayssa já havia sido vice-campeã mundial da categoria e aos 12, foi indicada ao Prêmio Laureus, conhecido como o ‘Oscar do esporte’, na categoria melhor atleta de ação. Com muita simpatia e alegria, a atleta maranhense abriu uma conta no Twitter e não para de crescer nas redes sociais. Só no Instagram, já são quase 1 milhão de seguidores com os quais a atleta divide sua rotina de treino e mostra situações do dia a dia como a Vila onde os atletas estão hospedados.

Outro atleta brasileiro que também viralizou na internet, conquistando uma legião de fãs, é o jogador de vôlei Douglas Souza. Com muita espontaneidade e bom humor, da noite pro dia, o atleta paulistano de 25 anos viu um boom acontecer em seu perfil no Instagram, o jovem foi de 230 mil seguidores para quase 2 milhões de seguidores em menos de uma semana.

Foto: Reprodução/ Instagram

Tudo começou quando Douglas, de forma muito autêntica e divertida, começou a mostrar nas redes os bastidores dos treinos e da Vila Olímpica dos jogos de Tóquio. Seja brincando com os colegas de time, desfilando dentro de quadra durante os treinos, ou ouvindo Pabllo Vittar dentro do quarto, o rapaz sempre traz garante posts divertidos, entre eles, o momento em que pula e samba na cama disponibilizada para os atletas da Vila Olímpica.

Nas quadras, o jogador que iniciou a prática de atividade  devido a questões de saúde também chama atenção. Aos 14 anos, mudou-se para São Paulo e deu início a sua trajetória no vôlei, já passou pela Seleção Brasileira de base, pelo time Pinheiros, São Bernardo, Sesi, hoje atua como ponteiro do Taubaté e como jogador da Seleção Brasileira. 

Foto: Reprodução/ Instagram

Pela equipe principal da Seleção, Douglas ajudou a conquistar os títulos da Copa do Mundo, Copa dos Campeões, Liga das Nações e no ouro Olímpico nos jogos Rio-2016. Homossexual assumido, o ponteiro é o primeiro jogador da Seleção a falar sobre sua orientação sexual e utiliza da visibilidade alcançada para defender a igualdade e se posicionar contra o preconceito.

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