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Cérebro: a máquina mais poderosa do corpo humano

O corpo humano pode desempenhar diversas funções, no entanto possúimos um orgão que é o mais importante do sistema nervoso, o cérebro, pois ele controla o corpo todo.

Foto:FREEPIK/user5121831

O CÉREBRO

o cérebro humano é realmente incrível. Se você ganhasse um real para cada neurônio em seu encéfalo você seria bilionário. Dentro de nossos crânios, habitam cerca de cem bilhões de neurônios vivos, ativos e que se comunicam. Todas essas células foram organizadas e conectadas com uma complexidade nunca antes testemunhada no Universo, resultando em seres igualmente inéditos. É certo que nós, seres humanos, somos mais uma espécie de animais em meio a muitas outras. Somos vertebrados como os calangos, mamíferos como as onças-pintadas e primatas assim como os saguis ou os macacos-pregos. No entanto, certamente não somos apenas isso. Afinal de contas, onde já se viu macacos construindo arranha-céus, ou onças pintadas recitando poemas ou até mesmo calangos indagando “Ser ou não ser?Eis a questão”? Tais feitos, e muito outros, são únicos à espécie humana.

“Algumas funções do cérebro humano a linguagem me vem à mente são tão poderosas que eu chegaria ao ponto de afirmar que elas produzem uma espécie que transcende a condição simiesca no mesmo grau em que a vida transcende a química e a física triviais””

– Dr. V. S. Ramachandran

Foto:FREEPIK/k_e_n

Nosso cérebro nos capacita para a realização de obras espetaculares e isso faz dele um órgão singular e sem precedentes. Porém, mesmo sendo único, ele também é mais um órgão em meio a vários outros, assim como nós somos mais uma espécie entre várias outras, e como tal possui suas fragilidades, seus limites e suas necessidades para se manter saudável.

Componente principal de nosso sistema nervoso central, nosso cérebro consome aproximadamente 20% de toda a energia produzida pelo organismo, chegando a utilizar 25% do oxigênio inspirado. Mesmo dispondo de tamanhas reservas energéticas, o poderoso cérebro está sujeito a doenças, transtornos, distúrbios e múltiplas disfunções. Não é à toa que a doença denominada de “Mal do século XXI” é um distúrbio mental, a depressão.

Impactos fortes na cabeça, altos níveis de estresse, o abuso de álcool, uma dieta inadequada e vários outros fatores podem prejudicar o cérebro, gerando distúrbios mentais dos mais variados. Por exemplo, você sabia que não é tão raro, nos consultórios de psiquiatria do SUS, o aparecimento de pessoas que sofreram um acidente de moto, bateram a cabeça, e desenvolveram um transtorno psicológico denominado de agnosia, em que elas perdem a capacidade de reconhecer objetos de uso comum, como um relógio. A pessoa até sabe a função e a aparência, mas ao ser questionada quanto ao nome do objeto ela se mostra incapaz de responder, memo estando com sua fala intacta.

No entanto, os distúrbios que afligem, em massa a população brasileira, e até mesmo a população mundial, são os distúrbios de humor, como a ansiedade e a depressão. Para tais doenças, não se faz necessário um acidente de trânsito; elas não discriminam por cor, credo, poder aquisitivo ou localidade. Em todo o mundo, qualquer tipo de pessoa pode ser acometida por esses transtornos em algum momento de sua vida.

Essa fragilidade que nosso cérebro apresenta possui um lado positivo. Diante de todas essas doenças, a raça humana se encontra profundamente movida a buscar maneiras de prevenir, tratar e curar esses problemas. Há, atualmente, um empreendimento em nível mundial para melhorarmos nossa saúde cerebral e, assim, alcançarmos mentes saudáveis. A consciência para o cuidado do cérebro aumenta cada vez mais, nos dando boas expectativas para o futuro de nosso bem-estar mental.

UM ORGÃO A SER CUIDADO

Por mais incrível e complexo que seja, o cérebro também é finito e frágil. Também precisa de oxigênio, água, sais minerais, açúcares, enfim as necessidades comuns a qualquer órgão humano. No entanto, a noção de que o cérebro é mais um órgão e que precisa de cuidados, assim como o coração, não é tão presente em nossa população. Por exemplo, em 2015, o Brasil possuía cerca de 13 mil médicos especialistas em cardiologia, porém, em neurologia, eram apenas 4 mil, quase dez mil médicos a menos, conforme a demografia médica no Brasil, realizada pela USP. Tal fator reflete uma possível falta de consciência tanto populacional quanto governamental sobre os cuidados que devemos tomar com nossa saúde cerebral.

Foto: FREEPIK/user6447541

Somente em nível de exemplo, nos Estados Unidos, onde existem fortes campanhas em prol da consciência da saúde cerebral – as Brain Awareness weeks, por exemplo – foram investidos 6 bilhões de dólares somente em pesquisas nas áreas da neurociência, enquanto que o investimento em pesquisas das doenças do coração foram de 1,3 bilhões, segundo dados do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (o NIH). Demonstrando assim que a saúde cerebral é, sim, prioridade.

Entre as funções cerebrais mais afetadas em todo o mundo estão as funções cognitivas, pois elas estão entre os principais alvos de várias doenças mentais e cerebrais mais comuns. Os distúrbios de humor, como a depressão e ansiedade, as demências, como a doença de Alzheimer e os déficits de atenção, como o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), já são problemas bem conhecidos de toda população brasileira e todos afetam a cognição.

A ansiedade e a depressão podem ser causadas por fatores endógenos, como uma deficiência nutricional, baixa de vitamina B12 ou ácido fólico, por exemplo. Fatores exógenos também podem acarretar esses distúrbios de humor, como situações adversas constantes, que geram altos níveis de estresse para o indivíduo. Tais distúrbios afetam várias funções cerebrais, desde as emoções, sensações e percepção até os níveis cognitivos superiores como o raciocínio e a memória. Tudo isso reduz a expectativa de vida saudável dos brasileiros em quase dez anos, conforme um indicador do Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde (IHME) da Universidade de Washington, EUA, realizado em 2015.

Podemos e devemos cuidar da saúde de nosso cérebro. Em sua carta para a comunidade da cidade de Filipos, na Grécia, S. Paulo fez uma declaração interessante. Ele demonstrou sua preocupação pela saúde emocional e cognitiva – percepção e intelecto – de seus amigos ao afirmar:

” Esta é a minha oração: que o amor de vocês aumente cada vez mais em conhecimento e em toda a percepção, para discernirem o que é melhor, a fim de serem puros e irrepreensíveis até o dia de Cristo.”

Filipenses 1:9-10. NVI.

SEU CERÉBRO SAUDÁVEL

No documentário “O cérebro”, do canal History Channel, a seguinte frase é citada “Aprendemos mais sobre ele (o cérebro) nos últimos cinco anos do que nos últimos cinco mil anos”. Uma frase um tanto quanto forte, porém verdadeira. Estudar o cérebro não é algo fácil, você consegue imaginar como se pode acessar as características mais complexas do cérebro humano? Como podemos quantificar emoções? Localizar anatomicamente as memórias? Ou entendermos as bases orgânicas do que chamamos de consciência?

Se você pensou em tecnologias de ponta e equipamentos de acesso neural que mais parecem ter vindo de filmes de ficção científica, você acertou, em parte pelo menos. Existem várias metodologias psicológicas que conciliam a complexidade cerebral com tratamentos surprendentemente simples e que não necessitam de maquinários tecnológicos avançados, permitindo assim um acesso indireto às funções neurais. No entanto, atualmente, diferentemente de outras épocas, nós temos em mãos não somente os mais incríveis aparatos de acesso neural, como temos também uma gama de profissionais especializados no cérebro.

Hoje podemos estimular grupos específicos de neurônios do córtex cerebral utilizando campos magnéticos, com uma metodologia high-tech chamada de estimulação magnética transcraniana (cuja sigla vem do inglês, e é TMS). Podemos, assim, potencializar a atenção sustentada, ou então simplesmente estimular uma região do córtex que irá ajudar a pessoa a relaxar e descansar. Podemos também examinar níveis de ansiedade, depressão ou propensões a disfunções mentais, mensurando parâmetros biológicos como a frequência cardíaca, a resposta fisiológica e até mesmo a predominância das ondas cerebrais de cada indivíduo, permitindo assim um tratamento altamente personalizado e preciso.

No IMPI, nossa equipe tem em mãos, além de outras metodologias, as tecnologias citadas acima. Temos também um leque de profissionais especializados no cérebro e na mente. Desde médicos, psicólogos e psiquiatras até fonoaudiólogos, psicopedagogos, nutricionistas, neuropsicólogos e fisioterapeutas, todos capacitados para tratarem de forma meticulosa nossa mente e cérebro, tendo resultados que estendem -se também a todo o organismo.

No IMPI, nossa equipe tem em mãos, além de outras metodologias, as tecnologias citadas acima. Temos também um leque de profissionais especializados no cérebro e na mente. Desde médicos, psicólogos e psiquiatras até fonoaudiólogos, psicopedagogos, nutricionistas, neuropsicólogos e fisioterapeutas, todos capacitados para tratarem de forma meticulosa nossa mente e cérebro, tendo resultados que estendem se também a todo o organismo.

Lembre-se que seu cérebro é mais um órgão. E é, sim, incrível, complexo e poderoso em suas funcionalidades, mas também possui necessidades e uma saúde a ser cuidada. Mantenha-se saudável, não somente em seu coração, seus pulmões ou seus rins, mas também em sua mente, seu espírito e em seu cérebro.

Por: Francisca Sampaio Leão

IMPIInstituto de Medicina e Psicologia Integradas

RT: Dalmo Garcia Leão CRM 4453

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CPI terá dia dedicado a ouvir parentes de vítimas da covid-19

em meio a divergências, votação do relatório fica para semana que vem

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Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Às vésperas do fim dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia do Senado, o gramado em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, ganhou, nesta segunda-feira (18), um grande varal com 600 lenços brancos. A instalação, feita pela organização não governamental (ONG) Rio de Paz, simboliza os mais de 600 mil mortos pela covid-19 no Brasil. Os mesmos lenços foram expostos na Praia de Copacabana, Rio de Janeiro, no início deste mês.

Cronograma da CPI

Com uma nova mudança na programação do colegiado, a data escolhida para a ação coincide com o dia que será dedicado exclusivamente a depoimentos de sete vítimas diretas e indiretas da covid-19 no colegiado. Durante o fim de semana, os senadores decidiram cancelar a oitiva de Nelson Mussolini, do Conselho Nacional de Saúde (CNS), que seria ouvido hoje. Mussolini integra a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), órgão consultivo do Ministério da Saúde. Ele seria cobrado a dar explicações sobre a última reunião da Conitec que retirou de pauta um documento que pretendia vetar o uso de medicamentos ineficazes no tratamento contra a covid-19 no Sistema Único de Saúde (SUS).

A mudança na programação fez com que outro depoimento previsto para hoje, o de Elton da Silva Chaves, representante do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), que também integra a Conitec, fosse reagendado para amanhã (19). Com isso, a leitura do relatório do senador Renan Calheiros (MDB-AL) passou para quarta-feira (20). Para evitar questionamentos na Justiça e garantir tempo suficiente para os senadores analisarem o texto, o presidente do colegiado, senador Omar Aziz (PSD-AM), remarcou a votação do parecer para a próxima semana, na terça-feira (26).

Divergências

As alterações no calendário da CPI foram motivadas por divergências entre o chamado G7 – grupo de senadores independentes ou de oposição que tem maioria na comissão. As divergências são relacionadas a pedidos de indiciamentos no relatório. “Acho muito bom o adiamento, pois nós teremos mais tempo para discutir. A CPI foi uma investigação complexa, feita à luz do dia, com aderência social e que reuniu caminhões de provas. Preciso pacificar essas divergências no grupo após o vazamento [de informações do relatório]. Esse grupo é heterogêneo e é natural que haja divergência em algum ponto”, avaliou Calheiros.

Por: Agência Brasil

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Governo sanciona lei que cria autoridade de segurança nuclear

A lei foi publicada hoje no Diário Oficial

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Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O governo federal sancionou a lei que cria a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN). O texto, assinado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, foi publicado na edição de hoje (18) do Diário Oficial da União.

A nova estrutura, que tem sede no Rio de Janeiro, será responsável por monitorar, regular e fiscalizar as atividades e instalações nucleares no país. Segundo a Presidência da República, a ANSN surgiu a partir de um desmembramento da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), a qual agora ficará responsável pelos trabalhos de pesquisa e desenvolvimento do setor.

De acordo com a presidência, a ANSN usará estrutura e pessoal atualmente previstos para a Cnen e, por isso, não causará impacto no Orçamento da União.

Entre as atribuições da nova autarquia estão definir regras sobre segurança nuclear, proteção radiológica, segurança física das atividades e das instalações nucleares; regular e controlar estoques e reservas de minérios nucleares; e conceder licenças e autorizações para usinas nucleares, operadores de reator, pesquisas, e para o comércio interno e externo de minerais e minérios.

“A criação da ANSN tem o objetivo de separar a pesquisa da regulação e, com isso, atender exigências de gestão e também obter mais celeridade nas atividades. Exigência da Convenção de Viena aderida pelo Brasil, a ANSN veio para cumprir o requisito de independência da autoridade nuclear, separando atividades que estavam sendo acumuladas pela Cnen. Além disso, permitirá que os setores de pesquisa e desenvolvimento e regulação atuem de forma separada com interlocutores distintos, trazendo benefícios para ambas as autarquias”, informa nota da presidência.

Por: Agência Brasil

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Saúde investirá R$ 14 milhões para qualificar atendimentos de urgência

Governo cria programa SOS de Ponta

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Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O Ministério da Saúde anunciou hoje (18) que investirá R$ 14 milhões na criação de 10 mil vagas para o Programa SOS de Ponta, visando à qualificação de profissionais da saúde para realizarem atendimentos de urgência e emergência em suas unidades de saúde.

“Vivemos hoje situação de emergência na saúde pública internacional. Nosso país teve mais de 600 mil óbitos decorrentes da covid-19. A grande lição dessa pandemia é o fortalecimento do sistema de saúde no Brasil”, disse o ministro Marcelo Queiroga durante a cerimônia de lançamento do Programa SOS de Ponta-Capacitação nas Urgências e Emergências do Brasil.

Segundo ele, o sistema de saúde tem, atualmente, “posição confortável” para atender aqueles que, com síndrome respiratória grave, necessitam de unidades de terapia intensiva (UTIs). “Hoje trazemos essa ação SOS de Ponta porque sabemos que, nas urgências e emergências, é que existe o risco maior de morte, e precisamos qualificar melhor aqueles que estão na ponta para atende a essas situações”, disse o ministro.

Médicos pelo Brasil

Queiroga antecipou que, até o final do ano, sua pasta lançará o Médicos pelo Brasil, programa que, segundo ele, “terá edital para a contratação dos médicos de uma maneira diferente da do passado, que inclusive traziam cidadãos de outros países, em regime muito impróprio para trabalhar em nosso país. Queremos mudar esse cenário”.

O ministro classificou como “ativo precioso” os profissionais da saúde que vêm atuando na linha de frente para o combate à pandemia, e reforçou a importância da relação de confiança entre médicos e pacientes. Segundo Queiroga, “telesaúde e e telemedicina nunca vão substituir, mas reforçar, as relações médico-paciente, ampliando acessos”.

Por: Agência Brasil

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