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Mundo

Cidade que Morre, na Itália, tenta obter título de Patrimônio Mundial

Civita di Bagnoregio, que fica em um penhasco, luta para sobreviver

Foto: Jonathan Fors

Sem data exata de fundação, mas erguida no período entre 600 e 280 antes de Cristo (a.C.), a cidade italiana Civita di Bagnoregio – conhecida pelo apelido Cidade que Morre – luta para sobreviver nos dias atuais. 

Situada sobre um penhasco na província de Viterbo, a 120 quilômetros ao norte da capital, Roma, a pequena cidade de apenas 152 metros de comprimento por 91 metros de largura luta para se tornar Patrimônio Mundial da Unesco – título que pode garantir visibilidade e proteção obrigatória, garantindo a conservação local. 

“Durante três milênios a erosão regressiva praticamente reduziu Civita a um núcleo, deixando apenas a praça e poucas ruas ao redor”, explica Luca Constantini, geologista italiano que faz parte do projeto que monitora e tenta conter a destruição da Cidade que Morre.

“Nosso lema é ‘resiliência’, porque Civita foi fundada pelos etruscos, sobreviveu à era romana e a todo o período Medieval para chegar aos dias atuais”, declarou o prefeito Luca Profili, de Bagnoregio – município do qual Civita faz parte.

Séculos atrás, a cidade costumava estar conectada a outros vilarejos por estradas, mas milênios de desastres naturais, como deslizamentos de terra, terremotos e erosão, reduziram e alteraram dramaticamente o entorno de Civita di Bagnoregio. A fundação do terreno consiste em uma mistura instável de argila e rochas vulcânicas, o que torna o local frágil e suscetível a pequenas variações geológicas.

A principal fonte de renda de Civita di Bagnoregio é o turismo. Em 2019 a cidade chegou a receber cerca de um milhão de visitantes. Com a pandemia de covid-19, entretanto, a atividade econômica ficou paralisada, o que afetou também a conservação local.

Autoridades esperam que o processo de inscrição e a possível aprovação como Patrimônio Mundial traga visibilidade e mantenha Civita di Bagnoregio no topo do penhasco por mais alguns milhares de anos.

*Com informações da Reuters.

Por: Agência Brasil

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Mundo

Helicóptero Ingenuity, da Nasa, faz voo teste com êxito em Marte

Manobra era esperada com grande expectativa

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Foto: NASA/JPL-Caltech

O pequeno helicóptero espacial Ingenuity, da agência espacial norte-americana, a Nasa, subiu aos céus de Marte às 11h50 (horário de Lisboa). A manobra era esperada com grande expectativa pelos controladores da missão, devido à fina atmosfera marciana.

Os primeiros dados recebidos informavam que tudo ocorreu como previsto e pouco depois chegou a confirmação de que o teste foi executado com perfeição.

As imagens transmitidas pela Nasa mostram a equipe comemorando, depois de terem recebido as primeiras informações e um pequeno vídeo, registrado pelo rover Preserverance, revelando o pequeno voo do Ingenuity.

De acordo como a equipe da Nasa, o helicóptero fez um curto voo vertical e subiu a uma velocidade de 28 metros.

Uma entrevista coletiva dos controladores da missão está prevista para as 15h, quando eles darão mais detalhes sobre o voo teste.

* Com informações da RTP – Rádio e Televisão de Portugal

Por: Agência Brasil

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Mundo

OMS: taxa de infeção por covid-19 está próxima do valor mais alto

Situação na Índia é uma das mais preocupantes

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Foto: Denis Balibouse/Direitos Reservados

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, disse hoje (16) que o número de novos casos de covid-19 por semana, em nível mundial, quase duplicou nos últimos dois meses e está próximo do valor mais elevado registrado até agora. A situação na Índia é uma das mais preocupantes atualmente, pois o país registrou, no último mês, o maior número de casos da doença no mundo. 

“Os casos de infeção e as mortes continuam a aumentar a uma velocidade preocupante”, alertou Tedros Adhanom Ghebreyesus, em entrevista coletiva nesta sexta-feira.

No último relatório, divulgado no dia 13 de abril, a OMS informou que o número de casos de covid-19 no mundo aumentou pela sétima semana consecutiva, com mais de 4,5 milhões de novos registros na última semana. O número de óbitos também aumentou pela quarta semana consecutiva, alta de 7% em relação à semana anterior, com mais de 76 mil mortes notificadas.

Os maiores aumentos de novos casos ocorreram na Índia (873.296 novos casos, alta de 70%), Estados Unidos (468.395, aumento de 5%), no Brasil (com 463.092 novos casos, redução de 8%), na Turquia (353.281, avanço de 33%) e na França (265.444, alta de 9%).

Toda semana surgem, em território europeu, mais de 1,6 milhão de novos infectados, apesar das restrições impostas pelos vários países e da campanha de vacinação em curso.

Índia 

A situação na Índia é uma das mais preocupantes atualmente, já que o país teve o maior número de casos de covid-19 no mundo no último mês. A Índia voltou a registrar, nesta sexta-feira, um recorde de novas infecções por covid-19, impulsionado pelas aglomerações em eventos religiosos e comícios eleitorais.

O país notificou 217.353 novos casos hoje, o que marca o oitavo dia consecutivo de aumento diário recorde. A Índia é o segundo país, em nível mundial, com o maior número de casos, cerca de 14,3 milhões. Registra ainda um total de 174.308 mortes desde o início da pandemia.

Enquanto luta contra uma segunda onda da pandemia de covid-19, com novas restrições impostas em Mumbai, Nova Delhi e outras cidades, aumentam os apelos para que as autoridades acelerem o programa de vacinação, já que os hospitais estão superlotados

Até agora, a Índia já administrou 115 milhões de doses de vacinas, o terceiro maior número no mundo, depois dos Estados Unidos e da China. No entanto, esse número de doses administradas cobre apenas uma pequena fração dos seus 1,35 bilhão de habitantes. A desaceleração na vacinação justifica-se pela falta de vacinas no país, que até agora foi um grande exportador.

Por: Agência Brasil

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Especialista da defesa diz que George Floyd morreu de doença cardíaca

Legista aposentado afirma que inalação de fumaça pode ter contribuído

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Foto: Reprodução/Internet

Um especialista médico que depôs para a defesa do ex-policial Derek Chauvin, da cidade norte-americana de Mineápolis, disse ao júri nesta quarta-feira (14) que acredita que a morte de George Floyd durante uma prisão foi resultado de uma doença cardíaca que fez seu coração bater de forma errática, o que se conhece como arritmia cardíaca súbita.

O doutor David Fowler, que foi o principal legista de Maryland até se aposentar em 2019, disse que a fumaça do escapamento do carro de polícia perto do qual Chauvin pressionou Floyd no chão também pode ter influenciado a morte de Floyd em maio de 2020.

Fowler pareceu contestar ao menos parte das conclusões do doutor Andrew Baker, o principal legista do condado de Hennepin, que declarou a morte de Floyd um homicídio causado por Chauvin e outros policiais que contiveram Floyd de uma maneira que privou seu corpo de oxigênio.

Fowler disse crer que a forma da morte poderia ser considerada um homicídio sob certa ótica e um acidente sob outras, e que por isso a teria declarado “imprecisa.”

Chauvin, que é branco, declarou-se inocente das acusações de assassinato e homicídio culposo. Ele foi visto ajoelhado sobre o pescoço de Floyd – um homem negro que estava algemado – durante nove minutos em um vídeo gravado por um observador, o que causou protestos globais contra a brutalidade policial.

Fowler disse que a arritmia cardíaca de Floyd foi resultado de uma “doença cardíaca aterosclerótica e hipertensa”, termos médicos que descrevem o estreitamento dos vasos sanguíneos e problemas cardíacos causados pela pressão alta.

Por: Agência Brasil

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