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Automobilismo

Covid-19 tira provas de Chile e Marrocos de calendário da Fórmula E

Categoria anuncia rodadas duplas em México, EUA, Inglaterra e Alemanha

Foto: Audi Communications Motorsport

A Fórmula E alterou o calendário da temporada 2020/2021. Segundo comunicado da categoria de carros elétricos, divulgado nesta quinta-feira (22), as etapas de Marrakesh (Marrocos), em 22 de maio, e Santiago (Chile), entre 5 e 6 de junho, deixaram a competição devido ao estágio da pandemia do novo coronavírus (covid-19) nos locais. Já a rodada dupla prevista para 19 e 20 de junho migrou da Cidade do México para Puebla (México), porque o circuito da capital (Autódromo Hermanos Rodriguez) é utilizado como hospital de campanha.

A categoria também anunciou as seis corridas que encerrarão a temporada, divididas em três rodadas duplas. A primeira será em Nova Iorque (Estados Unidos), entre 10 e 11 de junho. Depois, a Fórmula E vai para Londres (Inglaterra), com provas nos dias 24 e 25 de julho.

A sétima edição do campeonato mundial dos carros elétricos chega ao fim em Berlim (Alemanha), entre 14 e 15 de agosto. No ano passado, o Aeroporto de Tempelhof, na capital alemã, recebeu as seis provas finais da competição, em formato de bolha sanitária, em nove dias.

A temporada atual terá 15 provas, superando o recorde anterior da história da categoria (13, na edição de 2018/2019). Quatro corridas foram disputadas até o momento, após rodadas duplas em Al-Diriyah (Arábia Saudita) e Roma (Itália). As próximas etapas serão em Valencia (Espanha), no circuito Ricardo Tormo, nestes sábado (24) e domingo (25). Em seguida, a Fórmula E vai para Mônaco, com disputa única em 8 de maio.

O britânico Sam Bird, da escuderia Jaguar, lidera a temporada com 43 pontos, seguido pelo neozelandês Mitch Evans, seu companheiro de equipe, com 39 pontos. O neerlandês Robin Frinjs (Virgin), com 34 pontos, é o terceiro. O brasileiro mais bem colocado é Sérgio Sette Câmara (Dragon Penske), em 13º, com 12 pontos. Lucas Di Grassi (Audi), campeão na edição 2016/2017, está em 18º, com seis pontos.

Por: Agência Brasil

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Automobilismo

Brasileiros iniciam disputa do Mundial de Endurance neste sábado

Na classe principal, André Negrão representa o país na etapa de Spa

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Foto: Alpine

O Brasil será representado por André Negrão e Pipo Derani na divisão principal do Campeonato Mundial de Endurance (WEC, na sigla em inglês), categoria de protótipos esportivos e veículos de turismo. A temporada deste ano começa no sábado (1), às 8h30 (horário de Brasília), com as 6 Horas de Spa-Francorchamps. Apenas Negrão estará na etapa disputada na cidade de Spa (Bélgica).

Os dois paulistas competem na Hipercarros, classe de protótipos que tinha o nome LMP1 (Le Mans Prototype 1) até ano passado e que reúne os veículos de mais potência e tecnologia do Mundial. Na temporada 2019/2010, Derani disputou uma etapa do campeonato da LMP1. Nesta edição, ele dividirá um dos carros da equipe britânica Glickenhaus com o australiano Ryan Briscoe e os franceses Romaijn Dumas e Franck Mailleux.

Já Negrão estreará na divisão principal. Entre 2017 e 2020, ele correu na LMP2, a segunda principal classe do Mundial de Endurance, também de protótipos, sendo campeão na edição 2018/2019. Neste ano, o brasileiro ocupará o carro da francesa Alpine, que pertence à montadora Renault, ao lado de dois pilotos da casa: Nicolas Lapierre e Matthieu Vaxivière.

“Temos duas metas este ano: brigar pelo título mundial e tentar vencer em Le Mans. Ambas são possíveis. Os dois são um sonho para os franceses da Alpine”, disse Negrão em nota à imprensa.

Le Mans, a que ele se refere, é a cidade francesa que recebe as 24 Horas de Le Mans, considerada a prova mais importante do Endurance. Ela é disputada desde 1923 e faz parte do Mundial da categoria há nove temporadas. Negrão ganhou a corrida duas vezes, em 2018 e em 2019, na LMP2. Nunca um brasileiro venceu na classe principal. José Carlos Pace (1973), Raul Boesel (1991), Lucas di Grassi (2014) e Bruno Senna (2020) estão entre os que chegaram mais perto.

“Se você imaginar que Le Mans é a corrida de Endurance mais importante do mundo, é fácil perceber que efetivamente tem um efeito nas vendas de esportivos, especialmente no mercado europeu (e é isso o que faz uma fábrica entrar no esporte). Se pensar que se trata de uma corrida disputada na França, o quintal da Renault, dá para entender como uma vitória na categoria principal em Le Mans pode ser importante para eles. Sou o único piloto não-francês do time. Estou balançado só de pensar nessa possibilidade. É muita responsabilidade”, destacou.

A corrida em Le Mans está marcada para os dias 21 e 22 de agosto e será a quarta da temporada do WEC. Antes, além da etapa de Spa-Francorchamps, estão previstas as 8 Horas de Portimão (Portugal), em 13 de junho, e as 6 Horas de Monza (Itália), em 18 de julho. As provas finais serão as 6 Horas de Fuji (Japão), em 26 de setembro, e as 8 Horas do Bahrein, em 20 de novembro.

Outros quatro brasileiros competem no WEC nas disputas entre carros de turismo. Daniel Serra pilotará um dos veículos da AF Corse, equipe da italiana Ferrari, na classe LMGTE Pro (Le Mans Grand Touring Endurance Pro). Os demais estão na divisão abaixo, a LMGTE: Felipe Fraga (TF Sports, do Reino Unido), Augusto Fargus e Marcos Gomes (ambos NorthWest, do Canadá). As duas equipes têm carros da construtora britânica Aston Martin. Ao todo, são cerca de cem pilotos no Mundial, com 27 países representados.

Por: Agência Brasil

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Formula E tem quarto vencedor diferente em quatro corridas

Belga Stoffel Vandoorne conquistou triunfo em Roma

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Foto: Audi Communications Motorsport/Direitos reservados

Na segunda prova do fim de semana realizada em Roma, na Itália, o piloto belga Stoffel Vandoorne foi o grande vencedor da quarta etapa do campeonato da Fórmula E. De quebra, Vandoorne, que corre pela equipe Mercedes-EQ, também registrou a volta mais rápida da corrida, somando mais um ponto e subindo do 15º para o quarto lugar na disputa pelo título da temporada.

O belga largou na quarta posição neste domingo (11), mas ao longo da prova superou os adversários e conseguiu segurar a posição, mesmo depois de uma última volta emocionante na sequência da saída do safety car da pista. O pódio foi completado com o britânico Alexander Sims, da Mahindra Racing, em segundo e o alemão Pascal Wehrlein, da Porsche, em terceiro.Com o resultado, Stoffel Vandoorne foi o quarto piloto diferente a ganhar uma prova nesta temporada, em quatro corridas. Nyck de Vries, Sam Bird e Jean-Éric Vergne (neste sábado, na primeira corrida em Roma) foram os outros vencedores.

O brasileiro Lucas Di Grassi, pela segunda prova seguida, não conseguiu terminar a corrida. Depois de abandonar por problemas mecânicos quando era líder no sábado, desta vez ele foi tocado pelo suíço Sébastien Buemi e teve a frente do carro destruída, ficando impossibilitado de seguir.

“Fizemos um grande esforço para tornar o carro competitivo. E conseguimos, ontem e hoje. Mas infelizmente os dois dias terminaram por motivos fora de nosso controle. Mas tempos difíceis fazem as pessoas mais fortes”, disse Lucas, que corre pela Audi Sport.

O outro brasileiro da categoria, Sérgio Sette Câmara, da Dragon/Penske, terminou na 12ª posição, ou seja, fora da zona de pontuação.

Após quatro etapas, o campeonato é liderado por Sam Bird, da Jaguar Racing, seguido pelo companheiro de equipe, o australiano Mitch Evans e pelo holandês Robin Frijns, da Envision Virgin Racing.

As próximas duas corridas serão disputadas em Valência, na Espanha, no fim de semana dos dias 24 e 25 de abril.

Por: Agência Brasil

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Automobilismo

Carioca quer seguir roteiro vitorioso de brasileiros na F3 Britânica

Aos 17 anos, Roberto Faria disputa 1ª temporada completa na categoria

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Foto: Jakob Ebrey

Ver brasileiros “invadindo” autódromos britânicos e sendo vitoriosos não é novidade. Pilotos do calibre de Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna são alguns que tiveram esse gostinho na trajetória que os levou para brilhar no topo da Fórmula 1. Eles foram campeões da Fórmula 3 Britânica, uma das categorias de acesso ao automobilismo europeu e que, por muitos anos, foi a principal porta de entrada ao mais importante campeonato à motor do mundo.

Aos 17 anos, Roberto Faria inicia a segunda temporada dele (a primeira completa) na F3 Britânica entre os dias 22 e 23 de maio. Até o momento, ele é o único brasileiro confirmado na competição, que terá oito etapas e segue até outubro. Ele chegou nesta quinta-feira (18) na Inglaterra, onde iniciará os treinos a partir do próximo dia 28, em Silverstone.

“Mesmo sendo um dos mais novos, quero brigar pelo título. Acredito que a gente tem bastante chance, por ter mais experiência com o carro. No ano passado, fiz metade [da temporada] na Fórmula 4 [Britânica] e metade na F3 e fui melhorando. Fiquei em segundo na última corrida [de 2020, pela F3]”, disse o piloto carioca, da escuderia Fortec Motorsports, em entrevista à Agência Brasil.

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Até o momento, Roberto Faria, é o único brasileiro confirmado na F3 Britânica, que começa entre os dias 23 e 24 de abril – Jakob Ebrey/Direitos reservados

lockdown pelo qual passou a Inglaterra no início do ano, devido à segunda onda da pandemia do novo coronavírus (covid-19), adiou o retorno do piloto carioca, que acabou se aventurando brevemente na Fórmula 3 Asiática, entre janeiro e fevereiro, nos Emirados Árabes Unidos. Foram 15 provas em menos de um mês. “Vários pilotos de alto nível participaram, inclusive alguns da Fórmula 2 [como o chinês Guanyu Zhou, que foi o campeão], como forma de preparação”, disse Farias, que terminou o evento em 18º lugar.

Roberto iniciou no kart em 2014, viajando cerca de 90 quilômetros, sempre que precisava treinar, do Rio de Janeiro até o kartódromo de Guapimirim (RJ). Foram cinco anos competindo no Brasil até se mudar para a Inglaterra e passar a correr na Fórmula 4 Britânica. Na primeira temporada, foi o 11º na classificação geral e o terceiro melhor entre os iniciantes. Na segunda, antes de migrar para a F3, o carioca subiu duas vezes ao pódio e brigou pelas cinco primeiras colocações.

“Em 2019, eram 30 mil pessoas para assistir às corridas da Fórmula 4 todo fim de semana. [O Reino Unido] É o polo do automobilismo mundial, com muitas equipes tradicionais. Eu podia ter continuado no Brasil, no kart ou até mesmo alguma categoria de base, mas a gente colocou na balança e viu que era muita a diferença na qualidade do equipamento, pistas e infraestrutura”, contou o jovem, que vive e estuda em Hastings, a cerca de duas horas de trem de Daventry, onde fica a sede da equipe.

Tradição

A Fórmula 3 Britânica surgiu nos anos 50 e foi disputada regularmente até 2014. A crise financeira vivida pela categoria na década de 2000 e o surgimento da F3 Europeia, que afastou montadoras e pilotos, interromperam o campeonato, que já não ocorreu em 2015. Além de Fittipaldi, Senna e Piquet, outros nove brasileiros foram campeões nesse período: José Carlos Pace, Chico Serra, Maurício Gugelmin, Rubens Barrichello, Gil de Ferran, Mario Haberfeld, Antônio Pizzonia, Nelsinho Piquet e Felipe Nasr. Somente o Reino Unido teve mais títulos.

Em 2016, o Clube Britânico de Pilotos de Corrida (BRDC, sigla em inglês) assumiu a realização do campeonato. O primeiro título da “nova” F3 Britânica foi justamente de um brasileiro: Matheus Leist, que superou, entre outros rivais, o inglês Lando Norris, atualmente na McLaren, na Fórmula 1.

Por: Agência Brasil

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