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Efeitos cognitivos da depressão

A depressão é uma doença crônica e degenerativa que atinge milhões de pessoas, destarte, a mesma chega a ser uma patologia complexa para ser diagnósticada, por mais que seja feito por um profissional. Mas e você ? Sabe os efeitos cognitivos da depressão?

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Se você é familiarizado com as histórias de Harry Potter, personagem de J.K. Rowling, deve se lembrar de um tipo de criatura sombria e amedrontadora, cuja própria presença retira a alegria do ambiente e cujo principal feito é o de sugar as memórias mais felizes de uma pessoa deixando-a apática, lenta e triste. Lembrou? Essas criaturas mágicas são chamadas de dementadores. A editora-chefe da revista mente e cérebro, Gláucia Leal, numa edição exclusiva sobre a depressão, utiliza a figura dos dementadores para ilustrar esse distúrbio mental. De fato, os dementadores apresentam muitas características em comum com a depressão, como a extrema angústia, o desespero e a infelicidade que ambos trazem. No entanto, neste artigo iremos tratar de outros efeitos da depressão, os impactos cognitivos do distúrbio, ou seja, a ação da depressão sobre nossa memória, atenção e sobre nossa tomada de decisões.

Em “Harry Potter e a ordem da Fênix”, o quinto livro da saga, Duda Dursley, primo e irmão adotivo de Harry, é atacado por um dementador, porém há um detalhe, Duda é um trouxa (ou seja, ele não é um bruxo) e os efeitos do “beijo” do dementador são devastadores para o pobre colega não bruxo. Duda, além de extremamente triste e desolado, encontra-se temporariamente incapaz de falar, letárgico, com problemas de memória, inapto para tomar suas próprias decisões e impossibilitado de ter um foco de atenção duradouro chegando ao ponto de ser levado ao hospital por seus pais.

Foto:FREEPIK/stories

A depressão tem efeitos, além daqueles mais conhecidos, como a angústia profunda. Esse distúrbio do humor atinge também nossas funções cognitivas e motoras. A doutora Marcia Rozenthal, da UFRJ, relata “Várias são as queixas neurocognitivas presentes durante o estado depressivo, incluindo redução das habilidades atentiva, mnêmica e lentidão do pensamento”. Desde a atenção, a memória e até a rapidez com que se pensa podem ser prejudicadas num quadro de depressão e essas disfunções cognitivas podem se manter mesmo durante as fases assintomáticas.

No que tange às funções cognitivas, uma das mais facilmente observadas por um profissional da saúde é a atenção. Um efeito observado em todos os tipos de depressão é a alteração da atenção sustentada, ou seja, da capacidade de manter o foco de atenção. A intensidade dessas alterações varia conforme a gravidade do quadro depressivo, mas podem persistir mesmo após a diminuição dos sintomas.

Nossa memória também pode ser afetada em distúrbios do humor como a depressão. A psicóloga Patrícia Porto afirma em seu artigo “Alterações neuropsicológicas associadas à depressão” que a aquisição e a evocação de memórias estão entre os domínios cognitivos mais comumente afetados pelo quadro depressivo. A Dra. Porto também relata que os déficits de memória estão diretamente relacionados à depressão em idosos e principalmente em pacientes com histórico de depressão crônica ou recorrente.

Pessoas deprimidas geralmente têm dificuldades para tomar decisões, provavelmente pelo fato de que nossas emoções têm um papel importante nesse processo, e num indivíduo deprimido seu emocional encontra-se abalado. A tomada de decisões é mais um domínio cognitivo desequilibrado por esse distúrbio e pacientes com depressão apresentam-se mais lentos no processo de deliberação, além de ser comum a falta de confiança no seu próprio posicionamento, como é demonstrado pelo pesquisador FC Miller em seu estudo Decision making cognition in mania and depression (Cognição da tomada de decisão em mania e depressão), de 2001.

Mesmo com tamanha severidade, existem algu mas luzes no fim do túnel. Existem várias formas de tratar os déficits cognitivos advindos da depressão, desde medicamentos e exercícios cognitivos até a psicoterapia e a meditação.

Estilos de vida saudáveis, com a prática de exercícios físicos, a socialização e as dietas balanceadas podem parecer figurinhas repetidas, mas são, sim, métodos que mantêm cérebro e mente sãos. Então, não deixe de bater aquela bola com seus amigos nas tardes de domingo, sair para dançar ou de frequentar aquele clube do livro.

Por: Dr. Tiago Pereira Damaceno

IMPIInstituto de Medicina e Psicologia Integradas

RT: Dalmo Garcia Leão CRM 4453

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Comunicação emocional mais eficaz

Já parou pra pensar o quanto uma relacionamento sem comunicação faz mal? Nesse texto será debatido a importância da comunicação em relacionamentos e como usá-la da maneira correta para o valor de uma relação social/amorosa.

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Foto: Freepik

A COMUNICAÇÃO EMOCIONAL não violenta e o gerenciamento de conflitos têm sido temas de numerosos estudos por parte de vários cientistas da área. O Dr. Gottman chegou a duas conclusões básicas:

1- Não existem relacionamentos emocionais duradouros sem conflitos crônicos.
2- O que mais nos afeta emocionalmente é o distanciamento emocional das pessoas que amamos.

Diante de situações conflituosas, quando perdemos o controle de nossas emoções, o resultado pode ser desastroso. O Dr. Gottman define esse tipo de relação negativa como característico dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse, uma metáfora que se traduz como quatro atitudes que destroem qualquer tipo de relação (a crítica, o desprezo, o contra-ataque e o apedrejamento).

O primeiro cavaleiro, a CRÍTICA, é representado pela atitude com a qual a pessoa do outro é desqualificada. Atinge-se a pessoa e não o fato, que não é esclarecido. Por exemplo, “Você só pensa em você!”

O segundo Cavaleiro se traduz pelo DESPREZO. É o mais violento e perigoso, porque o sarcasmo magoa muito. Podemos comunicá-lo com gestos, trejeitos, causando profunda irritação no parceiro. Essa forma de comunicação inviabiliza uma solução pacífica.

Mas o que podemos fazer para resolver conflitos sem violência? O primeiro princípio da Comunicação não Violenta é substituir a CRÍTICA por uma afirmação objetiva dos fatos. Se você diz para um subordinado “Você não aprende mesmo, hein!”, “Esse relatório não está nada bom!”, A reação da pessoa é ficar na defensiva. Você pode ser objetivo dizendo: “Nesse relatório precisamos colocar três ideias para comunicar nossa mensagem e você é capaz de colocá-las”. O segundo princípio é numa conversa colocar o referencial em nós, expressando como nos sentimos naquela situação. Devemos iniciar a frase com “EU” em vez de “VOCÊ”. Ao falar apenas de mim, nem critico nem ataco o outro. Quando eliminamos a CRÍTICA e o DESPREZO, certamente a nossa comunicação se torna mais harmoniosa.

O CONTRA-ATAQUE E O APEDREJAMENTO são os 2 últimos Cavaleiros do Apocalipse (atitudes negativas no relacionamento). Se em uma situação de conflito costumamos utilizar essas atitudes, ou seja, esses cavaleiros, com certeza a nossa comunicação emocional está prejudicada. Infelizmente, nas nossas batalhas emocionais, invocamos esses guerreiros.

Quando nos sentimos atacados, geralmente CONTRA-ATACAMOS e em consequência a outra
pessoa sente-se ofendida, CONTRA-ATACANDO com mais violência. Se essa escalada prossegue, o nosso relacionamento poderá ser bastante abalado pela rejeição, pelo divórcio ou até mesmo pela agressão física violenta. Quando um CONTRA-ATAQUE é “bem-sucedido”, a ferida da parte derrotada, muitas vezes com um tapa dado pelo mais forte, aumenta e o convívio fica cada vez mais difícil.

O APEDREJAMENTO é o quarto Cavaleiro, é a quarta atitude negativa típica de homens e que tanto desagrada as mulheres. Nessa fase já caracteriza um relacionamento em desintegração, seja o casamento ou uma sociedade que, após um período de críticas, indiferenças, Ataques, Contraataques, uma das partes escolherá a fuga, abandonando o campo de batalha, pelo menos emocionalmente. Por sua vez, a outra parte, em busca de contato, busca a conversa, enquanto o outro ignora. Sem êxito, as abordagens vão ficando cada vez mais violentas, numa tentativa desesperada de volta. A retratação emocional não é eficaz para a resolução de conflitos. O APEDREJAMENTO com frequência leva a um triste final.

Avalie os seus relacionamentos emocionais! Diante de um conflito, qual desses guerreiros você costuma chamar? Ou, em qual desses estágios você se encontra na sua relação amorosa? Se as situações citadas forem uma realidade em sua vida, procure dar outro rumo a sua comunicação emocional.

Por: Dra Francisca Leão

IMPIInstituto de Medicina e Psicologia Integradas

RT: Dalmo Garcia Leão CRM 4453

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Fiocruz: síndrome respiratória aguda grave mostra tendência de queda

Boletim InfoGripe monitora casos com indicativo de covid-19

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Foto: Reuters/Direitos Reservados

O Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado hoje (24), confirma a tendência de queda dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país verificada nas últimas semanas. De acordo com a Fiocruz, desde o início da pandemia de covid-19, cerca de 99% dos casos da síndrome com identificação laboratorial de vírus respiratório dão positivo para o novo coronavírus.

A análise é feita com base nos dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe). No boletim são considerados os dados de até 20 de setembro.

O relatório aponta que apenas Espírito Santo, Piauí e Rondônia apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo, que considera as últimas seis semanas, até a Semana Epidemiológica 37, que compreende o período de 12 a 18 de setembro.

A tendência de queda foi verificada em 12 estados: Amazonas, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

Do total, seis unidades federativas – Amapá, Amazonas, Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro e Tocantins – apresentam sinal de crescimento apenas na tendência de curto prazo, que considera as últimas três semanas. Apenas o Rio de Janeiro ainda não atingiu valores inferiores aos observados em 2020.

Segundo o coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, ao contrário do que ocorreu em outros países, a disseminação da variante Delta no Brasil não levou a um aumento exponencial dos indicadores da epidemia. “Mesmo o Rio de Janeiro, principal fonte de preocupação nos últimos meses, já interrompeu essa tendência e registrou queda em semanas recentes”, disse.

O pesquisador destaca que a variante Delta pode não ter avançado no país por causa da proximidade em relação aos picos extremamente altos em março e maio, o que pode ter elevado o número de pessoas ainda com algum nível de imunidade, além do avanço gradual da vacinação. Porém, apesar do cenário positivo, para Gomes não é possível garantir ainda que “o pior já passou”.

Idades

Na análise por faixas etárias, o boletim indica queda sustentada desde a segunda quinzena de agosto nos casos de SRAG entre crianças e adolescentes, de zero a 19 anos, após um período de estabilização. Apesar da boa perspectiva, a Fiocruz ressalta que as estimativas estão em valores próximos ao registrado no pico de julho de 2020, com 1.000 a 1.200 casos por semana.

Nas faixas de 20 a 59 anos, o número de internações por síndrome retornou ao patamar de baixa verificado em outubro de 2020. Porém, a Fiocruz destaca que o nível para aqueles com mais de 60 anos continua alto.

“Enquanto a redução expressiva no número de casos de SRAG na população adulta é reflexo do impacto da campanha de vacinação escalonada, que permitiu proteger essa população durante o aumento na transmissão nos meses de abril e maio, a estabilização em valores relativamente mais altos na população mais jovem é reflexo da manutenção de transmissão elevada na população em geral”, diz o boletim.

Os indicadores da Fiocruz para a transmissão comunitária do novo coronavírus apontam que a maioria das capitais estão em macrorregiões de saúde com nível alto ou superior, “embora diminuindo gradativamente”.

Das 27 capitais, São Luís está com classificação de saúde em nível epidêmico. Aracaju, Belém, Boa Vista, Cuiabá, Fortaleza, João Pessoa, Macapá, Maceió, Manaus, Natal, Palmas, Porto Alegre, Porto Velho, Recife, Rio Branco, Salvador, Teresina e Vitória estão em nível alto. Já Campo Grande, Curitiba, Florianópolis, Rio de Janeiro e São Paulo estão em nível muito alto; e Belo Horizonte, Brasília e Goiânia estão em nível extremamente alto.

Por: Agência Brasil

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Ministro da AGU é diagnosticado com a covid-19

Ministro cancelou a agenda e está em quarentena

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Foto: Marcos Corrêa/PR

O ministro da Advocacia-Geral da União, Bruno Bianco, confirmou, hoje (24), que foi contaminado pela covid-19. Agora, já são três o número de ministros contaminados pela doença. Além de Bianco, foram diagnosticados a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina; e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Diante da constatação da doença, tanto Tereza Cristina como Bianco cancelaram a agenda e encontram-se isolados. No caso de Queiroga, a doença foi diagnosticada em meio à viagem com a comitiva do presidente Jair Bolsonaro a Nova York, nos Estados Unidos, onde participaram da 76ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). Ele permanece nos EUA, onde faz quarentena.

Outro integrante da comitiva presidencial diagnosticado positivo para a covid-19 foi o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Ele confirmou a doença via redes sociais. No post, o deputado reiterou críticas ao passaporte sanitário, documento que prova que seu titular encontra-se imunizado contra a covid-19, podendo viajar sem risco de transmitir o vírus entre fronteiras.

“Tomei a 1ª dose de Pfizer e contraí COVID. Isso significa que a vacina é inútil? Não creio. Mas é mais um argumento conta [contra] o passaporte sanitário. Estudos sobre efeitos colaterais e eficácia estão ocorrendo agora”, disse o deputado.

Por: Agência Brasil

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