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Enem 2020: 51,5% dos inscritos no Enem não comparecem ao exame

Do total de 5.523.029 inscritos, 2.842.332 faltaram às provas

Foto: Reprodução/Instagram

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 tem abstenção de 51,5% dos candidatos inscritos, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Do total de 5.523.029 inscritos para a versão impressa do Enem, que começou a ser aplicada hoje (17), 2.842.332 faltaram às provas.

Segundo o ministro da Educação, Milton Ribeiro, a abstenção recorde se deve principalmente ao medo da pandemia e a campanhas contrárias à realização do exame. Apesar disso, considera a aplicação vitoriosa. No ano passado, a abstenção no primeiro dia do Enem foi 23%. “Fico satisfeito com o que fizemos no meio de uma pandemia”, diz, “[Quero] qualificar o Enem no meio de uma pandemia como algo vitorioso para não atrasar mais a vida de milhões de estudantes”.  Em 2009, o segundo ano de aplicação do Enem com a maior abstenção, a porcentagem de inscritos que não compareceram foi de 37%.

Foram eliminados do exame 2.967 candidatos por não respeitarem as regras do Enem, entre elas, não cumprirem as medidas de segurança para evitar o contágio pelo novo coronavírus, como usar máscara cobrindo a boca e o nariz durante toda a aplicação. Ao todo, 69 participantes foram afetados por questões logísticas, como emergências médicas, falta de energia elétrica, entre outros. Os dados tanto de presença, quanto das eliminações, segundo o presidente do Inep, são preliminares.  

Sintomas 

Nesta edição, por conta da pandemia do novo coronavírus, participantes que apresentassem sintomas da covid-19 ou de outras doenças infectocontagiosas não deveriam comparecer ao exame. Esses participantes podem acionar o Inep e solicitar a reaplicação, que será nos dias 23 e 24 de fevereiro. Até o momento, 10.171 participantes pediram reaplicação. Desse total, o Inep aceitou o pedido de 8.180.

Quem apresentou sintomas hoje (17) ou ontem (16), pode solicitar a reaplicação, mediante a apresentação de laudo médico e documentos comprobatórios entre os dias 25 e 29 de janeiro.

O presidente do Inep, Alexandre Lopes, explica que a partir de amanhã (18), os participantes que apresentarem sintomas devem notificar o Inep e, mesmo que tenham feito a prova no primeiro dia, não devem comparecer ao segundo dia de aplicação, que será no próximo domingo (24). Eles terão direito a reaplicação. 

Reaplicação  

Estudantes relataram neste domingo que foram impedidos de entrar nos locais de aplicação porque as salas estavam cheias e seria preciso respeitar o distanciamento entre os participantes. Questionado, Lopes diz que a situação está sendo apurada. Esses participantes também terão direito a fazer a prova na data da reaplicação. Segundo o presidente, esse casos foram relatados em 11 locais de prova em Florianópolis (SC), Curitiba (PR), Londrina (PR), Pelotas (RS), Caxias do Sul (RS) e Canoas (RS). 

Também terão direito a reaplicação os 160.548 estudantes que fariam a prova no estado do Amazonas, 2.863 em Rolim de Moura (RO) e 969 em Espigão D’Oeste (RO), por conta dos impactos da pandemia nessas localidades. Ao todo, segundo o ministro da Educação, foram quase 20 ações judiciais em todo o país contrárias à realização do Enem.  

O Enem começa a ser aplicado hoje (17) na versão impressa. Os estudantes fizeram as provas de linguagens, ciências humanas e de redação. A prova segue no próximo domingo (24), quando serão aplicadas as provas de matemática e ciências da natureza. Este ano, o exame terá também uma versão online, que será aplicada nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro.

Acompanhe a entrevista completa:https://www.youtube.com/embed//GYpjg4j2gQI

matéria atualizada às 22h49 para complemento de informação

O presidente do Inep, Alexandre Lopes e o  ministro da Educação, Milton Ribeiro, participam da entrevista coletiva sobre o primeiro dia de provas do Enem
O presidente do Inep, Alexandre Lopes e o ministro da Educação, Milton Ribeiro, participam da entrevista coletiva sobre o primeiro dia de provas do Enem – Marcello Casal JrAgência Brasil

Por: Agência Brasil

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Odontologia para Todos: conheça Izalci Lucas e sua trajetória na vida política

Veja entrevista exclusiva com o senador do Distrito Federal

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Natural de Araújos, município de Minas Gerais, Izalci ingressou no ramo da política em 1998, quando se candidatou a deputado distrital pelo PSDB e assumiu a primeira suplência. A partir daí, as conquistas na vida política não pararam mais.

Nas eleições seguintes, o mineiro conquistou uma vaga na Câmara Legislativa, eleito pelo Partido da Frente Liberal (PFL), mas pediu licença do cargo para tornar-se titular na Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia.

Em 2006, Izalci ficou na primeira suplência do cargo de deputado federal e, em 2007, voltou a assumir a Secretaria de Ciência e Tecnologia. Em 2010 e 2014, elegeu-se como deputado federal.

Aos 62 anos de idade, em 2018, Izalci conquistou uma cadeira no Senado Federal, eleito no primeiro turno com  403.735 votos.

Foto: O Panorama / Rayra

Em entrevista exclusiva dada ao quadro do O Panorama, Odontologia para Todos, apresentado pelo cirurgião dentista Ricardo Paulin, o mineiro revela detalhes de sua vida pessoal e trajetória no cenário político brasileiro. 

“Cheguei aqui em Brasília com 13 anos de idade em 1970. A minha família veio em um caminhão, meus pais e mais sete filhos”.

Em dado momento da entrevista, o senador revela que teve uma infância dura e que desde pequeno sempre trabalhou bastante para conseguir ajudar os familiares. Ao chegar em Brasília, conta que logo os pais conseguiram um emprego e que não demorou muito para que começasse a trabalhar também.

“Meu pai começou a trabalhar como vigia na casa do chá na Esplanada e minha arrumou um emprego de merendeira na escola pública do Guará. E logo, logo também comecei a trabalhar, em uma banca de revista. De manhãzinha eu estava lá na 503 vendendo jornal”.

Confira o restante da entrevista em nosso canal no YouTube e fique por dentro de tudo que acontece no Brasil e no mundo seguindo nosso Instagram (@OPanoramaOficial).

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Distrito Federal

Movimento “Lockdown no DF Não” acusa o GDF de não ajudar os pequenos empresários

O movimento foi criado para pedir o término das duas medidas restritivas na capital, em vigor até o dia 29

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movimento "lockdown no DF Não"
Foto: Jorge Luís/O Panorama

Em meio aos decretos de Lockdown e do Toque de Recolher no DF, a população se vê cada vez mais dividida entre estar favorável ou contra às medidas editadas pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Um dos movimentos criados na capital foi o “Lockdown no DF Não”. Formado por empresários e representantes de comércios, o movimento tem como objetivo a derrubada do decreto de lockdown imediatamente.

Um dos líderes do grupo, Tiago de Paiva contou à equipe do O Panorama que o lockdown no DF tem cunho apenas político visto que, de acordo com ele, a circulação de pessoas em Brasília não diminuiu após a decisão do governador.

O decreto que impôs o Toque de Recolher e o Lockdown no DF tinha validade para até a última segunda-feira (22), porém, foi prorrogado por mais uma semana, acabando no dia 29 deste mês e podendo ser prorrogado novamente. Na justificativa, Ibaneis contou que a taxa de transmissão do novo coronavírus no DF diminuiu após a implementação das duas restrições à população. No entanto, a principal reclamação dos comerciantes foi a falta de subsídio para manter os negócios funcionando, visto que o pagamento de funcionários e tributos permanecem mesmo com o lockdown.

Na tarde desta quarta-feira (24) o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciou um auxílio financeiro à população carioca para diminuir o impacto causado durante o período em que a região estiver enfrentando medidas mais restritivas. No DF, não há nenhuma previsão de auxílio financeiro à população até o momento.

Lockdown no DF

Na rodoviária do Plano Piloto, um dos líderes do movimento “Lockdown no DF Não”, Tiago de Paiva denuncia que não há a disponibilização de álcool em gel por parte do Governo do Distrito Federal (GDF) e que não chegou a ver nenhum ônibus sendo higienizado ao longo do dia.

“Simplesmente fechar, GDF, não é a solução. Nós temos sim que dar condições, nós precisamos ter condições de trabalho porque o trabalhador quer trabalhar e ele precisa para poder colocar alimento à mesa. O governador precisar dar condições para que o empregador consiga ainda pagar os seus funcionários porque não vamos aguentar um mês fechados”, afirma Tiago de Paiva.

No Twitter, Ibaneis Rocha explicou a prorrogação das medidas no DF em edição extra do Diário Oficial. No tweet ele ressaltou que as decisões tomadas para o comércio no futuro próximo vão depender dos números da covid-19 no DF até domingo (28).

Os comerciantes no DF permanecem de portas fechadas ou funcionando apenas como delivery. Apesar de continuar operando com as restrições, os empresários afirmam que as medidas impostas pelo GDF não deram qualquer retorno ou subsídio para que o comércio local continue operando de forma satisfatória.

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Mulheres têm participação tímida, embora crescente, no setor musical

Relatório foi divulgado pela União Brasileira de Compositores

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Para garantir a diversão em tempos de COVID-19, a R2 Produções preparou evento intimista com direito a show de Marília Mendonça em Brasília.
Foto: Reprodução Instagram

O relatório “Por Elas Que Fazem a Música”, relativo a 2020 e divulgado hoje (8), no Dia Internacional da Mulher, pela União Brasileira de Compositores (UBC), mostra que embora a participação das mulheres na entidade tenha se mantido no mesmo patamar de 2019, com 15%, quando se consideram somente os novos associados no ano passado, as representantes do sexo feminino participaram com 17%. “O crescimento está vindo devagar, mas está chegando”, disse à Agência Brasil a gerente de Comunicação da UBC, Vanessa Schutt.

O levantamento da participação da mulher na música tem como referência a base de dados da UBC, que é a entidade responsável por 56% da distribuição de direitos autorais no país. No primeiro relatório, lançado em 2018, com base em dados de 2017, eram associadas à UBC 14% de mulheres. Atualmente, a entidade tem 40 mil titulares, entre homens e mulheres.

Vanessa Schutt destacou que desde o primeiro relatório até a virada para 2021, o crescimento do número de mulheres associadas atingiu 68%. A ideia é continuar trabalhando para garantir a elevação das mulheres entre os associados. “O que a gente pretende é fazer com que o assunto seja mais discutido e as mulheres comecem a ter mais referências uma das outras, para ter cada vez mais compositoras e intérpretes na UBC. Falando sobre o assunto, a gente acredita que pode fazer a cena ir mudando aos poucos”.

Mais jovens

As mulheres na faixa etária de 18 anos a 40 anos de idade são maioria entre as associadas da UBC, dividindo-se 27% entre 18 e 30 anos e 29%, entre 31 e 40 anos de idade. Para a gerente de Comunicação, esse dado confirma que está havendo uma renovação na música, não só no Brasil, mas em todo o mundo. “Culturalmente, era diferente. Quando meninas, as mulheres iam fazer balé e os meninos, bateria. A idade da maioria das associadas demonstra que esse quadro está mudando e o pessoal mais jovem está investindo na música desde pequeno. É um dado muito bom, na minha opinião”.

Vanessa relatou que na edição 2021/2020 do levantamento, os percentuais de mulheres por região se mantiveram similares aos do ano anterior, com exceção do Centro-Oeste, que cresceu de 7% para 8%. A Região Sudeste concentrou 64% das mulheres associadas; o Nordeste, 14%; o Sul, 9%, e o Norte, 2%. A gerente observou que o fato de o Sudeste concentrar a maior parte de mulheres associadas se justifica porque a sede da UBC fica no Rio de Janeiro e a maior filial está em São Paulo. “É um reflexo da sociedade como um todo”, acrescentou.

Em comparação à edição anterior 2020/2019, houve expansão de 12% no cadastro de obras feito por autoras e versionistas. Já em relação aos fonogramas, o cadastro com participação de intérpretes femininas aumentou 9%, de músicas executantes cresceu 8% e de produtoras fonográficas, 21%. “Isso demonstra que as mulheres estão produzindo, pagando os custos de sua própria gravação”. Vanessa explicou que hoje em dia, intérpretes independentes que não têm uma gravadora por trás delas, uma grande maioria, são suas próprias produtoras fonográficas. “Elas pagam o estúdio, os custos daquela gravação, sem depender do homem para fazer isso por elas”.

Entre os 40 mil titulares associados à UBC atualmente, as mulheres representam 29% dos versionistas, 15% dos intérpretes, 8% de autores, 7% de produtores fonográficos e 6% de músicos executantes. “Antigamente, elas eram mais intérpretes e cantavam músicas de homens. Hoje, elas estão compondo também”.

Valores

Pelo lado do valor recebido, as mulheres continuam representando 9% do total, o que significa que a cada R$ 100 distribuídos, as mulheres recebem R$ 9. Por categoria, os rendimentos das mulheres em 2020 foram distribuídos 69% para autoras, 25% para intérpretes, 4% para produtoras fonográficas, 2% para música acompanhante e 1% para versionista.

Vanessa Schutt lembrou que levando em conta os maiores arrecadadores da UBC no exterior, 12 são mulheres. Foi a primeira vez que foram medidos os rendimentos vindos do exterior. “Nós temos contratos com as sociedades pelo resto do mundo. Então, se as músicas nossas tocam lá fora, elas recolhem e pagam para a gente”. Vanessa não tinha disponível, contudo, qual foi o valor total distribuído a essas 12 mulheres.

Em termos de renda, o cenário no ano passado se manteve equivalente ao de 2019, com destaque para a rubrica digital, em que as mulheres tiveram aumento de 3%, alcançando 7%. Nas demais rubricas, o cenário se manteve estável, com 20% da renda advinda do rádio, 15% da TV aberta, 14% de shows e 12% da TV fechada. “A gente percebeu que houve um crescimento no digital”. A conclusão veio do fato de que, com a pandemia de covid-19, não foram realizados eventos presenciais. “Então, acabam sendo feitos no meio digital mesmo”.

Analisando a participação por gênero nas rubricas, observamos que o cenário relativo ao total distribuído em 2020 ainda é desfavorável às mulheres, que detiveram 10% contra 90% dos homens, na rubrica digital; 14% contra 86% no rádio; 8% contra 92% em shows; 6% contra 94% na TV aberta; 7% contra 93% na TV fechada; e 13% contra 87% em outras rubricas.

UBC

A União Brasileira de Compositores é uma associação sem fins lucrativos, dirigida por autores, que tem como objetivo principal a defesa e a promoção dos interesses dos titulares de direitos autorais de músicas e a distribuição dos rendimentos gerados pela utilização das composições, bem como o desenvolvimento cultural. Fundada em 1942 por grandes nomes da música nacional, a UBC é a mais antiga das sociedades brasileiras e representa no Brasil e no exterior mais de 25 mil associados.

Os rendimentos citados são oriundos da distribuição de direitos autorais de execução pública feita pela UBC aos seus associados.


Por: Agência Brasil

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