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Mundo

Especialistas da ONU criticam lei de segurança de Hong Kong em carta aberta à China

Foto: REUTERS/Tyrone Siu

Especialistas em direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) disseram à China que a nova lei de segurança de Hong Kong “infringe certos direitos fundamentais” e expressaram temores de que possa ser usada para processar ativistas políticos da ex-colônia britânica.

Em uma carta conjunta rara divulgada nesta sexta-feira, 48 horas depois de ser enviada ao governo chinês, também disseram que cláusulas da nova lei parecem minar a independência dos juízes e advogados de Hong Kong e o direito à liberdade de expressão.

“Esta é a primeira avaliação abrangente da ONU sobre a lei”, disse Fionnuala Ni Aolain, relatora especial da ONU para a proteção dos direitos humanos no combate ao terrorismo, à Reuters.

“É a primeira avaliação e análise legal que examina se a China está ou não cumprindo as obrigações internacionais de direitos humanos. E não está, em (nossa) opinião”, disse.

As autoridades chinesas acusaram o recebimento da carta, acrescentou.

A “carta aberta” examinou a lei de segurança nacional imposta a Hong Kong no dia 30 de junho, já criticada pela ONU antes mesmo de sua adoção.

A lei permite que tudo que a China vê como subversivo ou secessionista, ou como terrorismo e conluio com forças estrangeiras, seja punido até com prisão perpétua. Autoridades de Pequim e do centro financeiro dizem que ela é necessária para garantir a estabilidade e a prosperidade de Hong Kong.

Críticos dizem que a legislação erode ainda mais as liberdades amplas prometidas à cidade quando esta voltou ao controle chinês, em 1997, sob a fórmula “um país, dois sistemas”.

À época, a China concordou em respeitar o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos de Hong Kong – um tratado histórico que assinou, mas não sancionou em seu território continental.

“Existe uma série explícita de obrigações mais sérias que cabem à China em Hong Kong em relação a direitos como expressão, reunião, julgamentos justos que, por razões óbvias, não existem na China continental, mas existem em Hong Kong”, disse Ni Aolain.

“Não é mais teórico”.

A carta de 14 páginas, assinada por sete especialistas da ONU, não contém comentários sobre casos ou prisões específicas feitas de acordo com a nova lei.

Em vez disso, os sete expressaram o receio de que a legislação “carece de precisão em aspectos centrais, (e) infringe certos direitos fundamentais”.

A lei “não deveria ser usada para restringir ou limitar liberdades fundamentais protegidas, incluindo os direitos de opinião, expressão e reunião pacifica”, disseram.

Por Stephanie Nebehay – Reuters

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Mundo

Passageiro abre porta e cai de avião momentos antes da decolagem

Homem que embarcou normalmente e abriu uma outra porta, sem autorização, foi atendido no pátio do Aeroporto Pearson, de Toronto, Canadá

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Um incidente incomum e perigoso ocorreu na noite de segunda-feira no Aeroporto Internacional Pearson de Toronto, quando um passageiro de um voo da Air Canada para Dubai abriu a porta da cabine e caiu na pista, sofrendo ferimentos e atrasando a partida do avião por quase seis horas.

Segundo a Air Canada, o passageiro, que não teve sua identidade revelada, embarcou normalmente na aeronave, um Boeing 777, mas em vez de ir para o seu assento, ele abriu a porta da cabine do lado oposto ao da porta de embarque. A altura da queda foi de cerca de 6 metros.

O passageiro foi socorrido pelos serviços de emergência e pelas autoridades, que foram acionadas imediatamente. A Air Canada informou que o voo AC056, que levaria 319 passageiros, foi adiado e só decolou mais tarde, após a inspeção da aeronave e a reorganização dos passageiros.

A companhia aérea afirmou que seguiu todos os seus procedimentos aprovados de embarque e operação de cabine e que está investigando o incidente. A Autoridade dos Aeroportos da Grande Toronto (GTAA) também confirmou que está ciente do ocorrido e que prestou apoio à Air Canada, à Polícia Regional de Peel e ao Peel EMS.

Até o momento, não se sabe o que motivou o passageiro a abrir a porta da cabine, nem qual é o seu estado de saúde.

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Rajadas de vento fazem arranha-céu balançar nos EUA

O arranha-céu, que tem 325 m de altura e 74 andares

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Um fenômeno impressionante foi registrado na noite de ontem (10/1) em Nova York, nos Estados Unidos. Uma forte tempestade, com ventos que chegaram a quase 100km/h, provocou a oscilação de um dos maiores edifícios da cidade, o Brooklyn Tower.

O arranha-céu, que tem 325 m de altura e 74 andares, fica em Downtown Brooklyn, na Avenida DeKalb. Ele foi inaugurado em 2023 e é considerado um dos mais modernos e luxuosos da região.

As imagens capturadas em time-lapse revelam o movimento da estrutura, que parece se inclinar para os lados. Segundo especialistas, esse é um mecanismo de segurança para evitar o colapso do prédio em situações extremas.

Veja o vídeo abaixo:

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Tecnologia

Google demite centenas de funcionários em todo o mundo

A gigante das buscas disse que vai desligar pessoas em sua unidade de assistente de voz, realidade aumentada e de hardware; dois executivos estão deixando a empresa.

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A Alphabet, empresa-mãe do Google, anunciou na última quarta-feira (10) um corte de centenas de empregos em várias áreas, incluindo assistente de voz, realidade aumentada e hardware. A medida faz parte de uma reestruturação organizacional que visa reduzir custos e focar na tecnologia de inteligência artificial (IA) generativa, que permite criar conteúdo original a partir de dados.

De acordo com a Reuters, o Google confirmou que as demissões afetam principalmente a unidade de assistente de voz (Google Assistente), que compete com a Alexa da Amazon e a Siri da Apple, a equipe de realidade aumentada, que desenvolve produtos como o Google Glass e o Google Lens, e a equipe de hardware, que produz os celulares Pixel, os alto-falantes inteligentes Nest e os relógios inteligentes Fitbit.

O Google não informou o número exato de funcionários desligados nem o impacto das demissões no Brasil, mas disse em nota que “alguns times continuam a fazer mudanças organizacionais, que incluem a eliminação de alguns cargos globalmente”.

A decisão da Alphabet também levou à saída dos cofundadores da Fitbit, James Park e Eric Friedman, que venderam a empresa de monitoramento de saúde e condicionamento físico para o Google por US$ 2,1 bilhões em 2019. Apesar da aquisição, o Google continuou a lançar versões de seu Pixel Watch, um produto que concorre com alguns dos dispositivos da Fitbit e também com o Apple Watch.

A reorganização de algumas equipes ocorre em um momento em que gigantes da tecnologia como a Microsoft, a Meta (antiga Facebook) e o Google investem na crescente adoção da IA generativa, que ganhou destaque com o sucesso do ChatGPT, um modelo de conversação desenvolvido pela OpenAI, uma organização sem fins lucrativos apoiada por personalidades como Elon Musk e Peter Thiel.

No ano passado, o Google anunciou planos para adicionar recursos de IA generativa ao seu assistente virtual, que permitiriam ao assistente ajudar as pessoas a planejar uma viagem ou colocar os e-mails em dia e, em seguida, fazer perguntas de acompanhamento.

Em janeiro de 2023, a Alphabet anunciou planos para cortar 12 mil empregos, o equivalente a 6% de sua força de trabalho global. Em setembro de 2023, ela tinha 182.381 funcionários em todo o mundo.

O que diz o Google Brasil

“Como já dissemos, temos investido de maneira responsável nas maiores prioridades de nossa companhia e nas oportunidades significativas à frente. Para melhor nos posicionar para essas oportunidades, diversos times fizeram mudanças na segunda metade de 2023 para se tornarem mais eficientes, alinhando recursos às suas principais prioridades. Alguns times continuam a fazer essas mudanças organizacionais, que incluem a eliminação de alguns cargos globalmente. Continuamos a oferecer suporte aos funcionários impactados para que eles possam buscar novas posições dentro e fora do Google“.

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