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Família abandona avião por bebê estar sem máscara e acusa aérea de antissemitismo

Houve gritaria e a tripulação foi xingada, sob o argumento de que estavam cometendo um erro.

Foto: Reprodução/AEROIN

Uma companhia aérea americana está sendo acusada de antissemitismo após retirar uma família judaica porque seu bebê estava sem máscara. O caso aconteceu num voo da Frontier Airlines, companhia aérea de ultra-baixo-custo dos EUA, entre Miami e o Aeroporto LaGuardia, em Nova Iorque.

No fim do embarque para o voo, segundo testemunhas, parte da tripulação teria questionado um casal de judeu do porquê de o bebê não estar de máscara. O casal rebateu falando que não era obrigatório segundo a própria política da empresa, que exige máscaras apenas em crianças com mais de 2 anos, o que é recomendado pelos médicos porque os pequenos podem se sufocar com a máscara.

Uma confusão se formou, mas o casal acabou se levantando e saindo da aeronave. Outros judeus que estavam a bordo do avião começaram a questionar a tripulação sobre a atitude, momento em que a família ganhou apoio de uma parte dos viajantes.

Com a confusão aumentando, todos foram desembarcados e o voo acabou sendo cancelado. Em outro vídeo acima, um homem de origem árabe questiona o policial do porquê de todos serem desembarcados e afirma que a tripulação estava falando “coisas sujas” sobre os passageiros, enquanto eles saíam.

Testemunhas também apontaram que, após o casal sair, a tripulação teria comemorado batendo as mãos e dizendo “belo trabalho para estes judeus”.

A Frontier Airlines acabou se posicionando no Twitter e foi duramente criticada. A empresa afirma que “um grande grupo de adultos não usou máscara e força federal foi necessária para que a lei fosse cumprida e eles fossem desembarcados. O problema não foi o bebê de menos de 2 anos não ter usado a máscara”.

O Conselho de Judeus Ortodoxos dos EUA afirmou que irá processar a Frontier Airlines e também sua proprietária, a Indigo Partners.

Por: AEROIN

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Mundo

Casa Branca anuncia retirada de tropas do Afeganistão até setembro

Compromisso anterior era retirar antes de 1º de maio

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Foto: Ali Hashisho

O governo norte-americano anunciou hoje (14) que vai retirar todos os soldados norte-americanos do Afeganistão até 11 de setembro.

Os Estados Unidos tinham se comprometido com os talibãs a retirar a totalidade das tropas do Afeganistão antes de 1º de maio, mas explicou que a promessa será cumprida até 11 de setembro, prometendo mais esclarecimentos sobre o novo cronograma, nesta quarta-feira, na Casa Branca.

A data do 20º aniversário do ataque terrorista de 11 de setembro de 2001 será o marco para o cumprimento da promessa de retirada total das forças militares norte-americanas do Afeganistão.

“Iniciaremos uma retirada ordenada das forças restantes e planejamos que todas as tropas saiam do país antes do 20.º aniversário de 11 de setembro”, informou a Casa Branca em declaração aos jornalistas, garantindo que essa partida seria “coordenada” e simultânea com o das outras forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

“Dissemos aos talibãs, sem qualquer ambiguidade, que responderemos energicamente a qualquer ataque a soldados americanos, enquanto procedemos a retirada ordenada e segura”, acrescentou.

Os Estados Unidos passaram a intervir no Afeganistão após os atos terroristas em Nova Iorque e Washington, retirando os talibãs do poder em Cabul, acusando-os de terem acolhido o grupo jihadista Al-Qaeda, responsável pelos ataques, bem como ao seu líder, Osama bin Laden.

Para encerrar a guerra mais longa da história norte-americana, o governo do ex-presidente Donald Trump chegou a um acordo com os talibãs, em fevereiro de 2019, que prevê a retirada de todas as forças norte-americanas e estrangeiras do Afeganistão antes de 1º de maio, com a condição de os rebeldes, no futuro, impedirem qualquer grupo terrorista de operar nos territórios afegãos.

O Pentágono manifestou recentemente dúvidas sobre a capacidade dos talibãs de honrarem esse compromisso. Os talibãs têm tido dificuldade em chegar a um acordo com as forças governamentais de Cabul, em negociações que começaram em setembro, mas estão paralisadas.

* Com informações da RTP – Rádio e Televisão de Portugal

Por: Agência Brasil

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Mundo

Biden pede investigação sobre morte de jovem negro pela polícia

Daunte Wright foi morto em abordagem de trânsito

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Foto: Kevin Lamarque

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu nesta segunda-feira (12) que os protestos contra a morte de um homem negro de 20 anos baleado pela polícia em Minnesota sejam pacíficos, e defendeu uma investigação completa do incidente.

Um vídeo mostrou Daunte Wright sendo baleado no domingo (11) na cidade de Brooklyn Center, em Minnesota, a poucos quilômetros de onde está sendo realizado o julgamento do ex-policial de Mineápolis, também em Minesota, Derek Chauvin, acusado de assassinar outro homem negro, George Floyd, no ano passado.

“É realmente uma coisa trágica o que aconteceu, mas acho que temos que esperar e ver o que a investigação mostrará”, disse Biden a repórteres na Casa Branca. “Enquanto isso, quero deixar claro novamente: não há absolutamente nenhuma justificativa –nenhuma– para saques, nenhuma justificativa para a violência. Protestos pacíficos, compreensíveis.”

O chefe da polícia de Brooklyn Center, Tim Gannon, afirmou na segunda-feira que o incidente pareceu ter sido uma “descarga acidental” de uma policial que sacou sua arma em vez do taser (dispositivo não-letal) durante uma discussão após uma blitz de trânsito.

Biden disse que uma investigação será necessária para esclarecer os fatos. Ele acrescentou a repórteres que não tinha falado com a família de Wright, mas estendeu suas orações a eles e disse que entendia a raiva, a dor e o trauma na comunidade negra por causa dos incidentes repetidos de assassinatos por policiais.

Recursos federais estão sendo disponibilizados para ajudar a manter a paz e a calma, declarou Biden.

O incidente ocorreu no momento em que o governo Biden desistiu de uma promessa de campanha de criar rapidamente uma comissão de supervisão da polícia dos EUA, depois que uma autoridade sênior disse que o governo concluiu que o melhor seria uma lei para punir os policiais que usam força excessiva.

Manifestações

Os tumultos em Brooklyn Center ocorreram horas antes do reinício do julgamento do ex-policial Derek Chauvin. As manifestações foram reprimidas pela polícia local, que disparou gás lacrimogêneo e balas de borracha nos manifestantes que protestavam contra a morte de Wright, enquanto estes lançaram pedras, sacos de lixo e garrafas de água contra a polícia.

O prefeito ordenou um toque de recolher até as 6h e o superintendente de escolas local disse que o distrito recorreria ao ensino virtual nesta segunda-feira “por excesso de zelo”.

O governador do Minnesota, Tim Walz, disse em um comunicado que está monitorando os tumultos “enquanto nosso Estado lamenta mais uma vida de um homem negro tirada pelas forças da lei”.

A mãe da vítima, Katie Wright, disse a repórteres que o filho lhe telefonou na tarde de domingo para dizer que a polícia o havia parado por ter desodorizadores pendurados no espelho retrovisor, o que é ilegal no estado de Minnesota. Ela disse que pôde ouvir um policial falar ao filho para que saísse do carro.

“Ouvi uma briga, e ouvi policiais dizendo ‘Daunte, não corra'”, contou ela, em prantos. A ligação terminou, e quando ela ligou de volta, a namorada do filho atendeu e disse que ele estava morto no banco do motorista.

Em um comunicado, a polícia disse que os policiais pararam um homem por uma infração de trânsito pouco antes das 14h e descobriram que ele tinha um mandado de prisão pendente.

Quando a polícia tentou prendê-lo, ele voltou para o carro. Um policial atirou no homem, que não foi identificado no comunicado. O homem dirigiu vários quarteirões antes de atingir outro veículo e morrer no local.

* Com informações da Reuters

Por: Agência Brasil

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Mundo

Equador: banqueiro tem vitória sobre socialista

Guillermo Lasso vence Andrés Arauz no 2º turno da eleição

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Foto: Maria Fernanda Landin/Reuters

O banqueiro Guillermo Lasso obteve uma vitória surpreendente sobre o economista socialista Andrés Arauz no segundo turno da eleição presidencial do Equador nesse domingo (11). A conquista foi bem recebida por investidores, tensos com as promessas de grandes gastos sociais de Arauz, tendo em vista as finanças estatais frágeis.

Lasso, que toma posse em 24 de maio, enfrentará a tarefa desafiadora de ressuscitar uma economia que passa apertos desde o surto brutal de covid-19 no ano passado e que disparou nos últimos meses à medida que os esforços de vacinação travaram.

“É um dia no qual todos os equatorianos decidiram seu futuro”, disse Lasso. “Eles usaram seu voto para expressar a necessidade de mudança e o desejo de dias melhores”, acrescentou.

Lasso conquistou 52,5% dos votos, e Arauz 47,5%, de acordo com o Conselho Eleitoral Nacional, que não vai declarar o vencedor formalmente antes de uma revisão de relatórios das urnas.

Arauz reconheceu a derrota rapidamente, em um discurso muito diferente do tom aguerrido que adotou em campanha.

“Este é um contratempo eleitoral, mas de maneira nenhuma uma derrota política ou moral, porque nosso projeto é para toda a vida”, disse ele, que cumprimentou Lasso.

A terceira candidatura presidencial de Lasso parecia improvável em uma nação cansada de medidas de austeridade econômica penosas e inicialmente cativada com as promessas de Arauz, de pagamentos de US$ 1.000 para famílias pobres.

Lasso, de 65 anos, descartou sua imagem conservadora no segundo turno, prometendo avanços em questões como direitos animais e ambientais e esforços maiores para deter a discriminação contra a orientação sexual.

Nota do Itamaraty

O Governo brasileiro felicitou o povo equatoriano pela realização do segundo turno das eleições presidenciais e cumprimentou Guillermo Lasso (presidente) e Alfredo Borrero (vice-presidente) pelo resultado. A nota foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) nesta segunda-feira.

“Ao salientar o clima de harmonia e tranquilidade em que transcorreu a consulta popular, o Governo brasileiro aproveita a oportunidade para saudar o papel dos observadores eleitorais independentes, em especial da Missão de Observação da OEA, que contribuíram para assegurar a legitimidade do sufrágio”, diz o Itamaraty.

*Com informações de Alexandra Valencia e Brian Ellsworth – Repórteres da Reuters

*Matéria atualizada às 12h08 para inclusão de nota do Ministério das Relações Exteriores do Brasil

Por: Agência Brasil

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