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Brasil

Hoje é Dia: semana é marcada pelo Dia Internacional da Mulher

Confira fatos e datas na semana de 7 a 13 de março

Foto: Reprodução

Igualdade de direitos, combate à violência doméstica e discussão sobre relações profissionais são temas importantes o ano inteiro. No entanto, o Dia Internacional da Mulher (8 de março, nesta segunda-feira) é a oportunidade para acentuar e amplificar os debates relacionados à cidadania feminina durante a semana e este mês.

Confira a lista de datas aqui

Confira todas as efemérides de março de 2021 aqui

Veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) trazem no acervo, no ano inteiro, programasentrevistas e reportagens que colaboram com as reflexões sobre o tema. Entre eles, os dados de violência contra a mulher apontam que as ocorrências dentro de casa chamam a atenção.

Pesquisas apontam que sete em cada dez pessoas acreditam que as mulheres correm mais risco de sofrer violência dentro da própria casa. “Os números nos permitem dizer que temos violência doméstica em perto de 40% dos lares”, afirmou a diretora do Instituto Patrícia Galvão, Jacira Melo, em entrevista ao programa Caminhos da Reportagem em setembro do ano passado.

Confira o especial sobre violência contra mulheres

Em março do ano passado, na Semana da Mulher, os dados também apontavam nesse sentido. Como mostrou reportagem veiculada pela Radioagência Nacional, por exemplo, de acordo com um levantamento da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, havia, na ocasião, atualmente, 107 casos de feminicídio em tramitação na Justiça fluminense.

Ao todo, 97 dessas vítimas foram mortas pelos companheiros ou ex-companheiros. A Rádio Nacional mantém, desde 1981, um espaço dedicado à abordagem dos direitos femininos: é o programa Viva Maria, apresentado pela premiada jornalista Mara Regia. Dentro das temáticas, a atração prioriza o debate sobre demandas de mulheres desassistidas, com particularidades de destacar, por exemplo, moradoras da Amazônia. Inclusive, o programa, no seu 40º ano de atividades promove uma série de podcasts sobre histórias de brasileiras.

Nesse momento difícil de pandemia, as mulheres perderam espaço no mercado de trabalho, conforme mostrou pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Os dados motivaram uma série de reportagens da TV Brasil, o que eleva a atenção sobre esse problema.

Para saber mais sobre a situação das mulheres no Brasil, leia também na Agência Brasil reportagens como:

Estudo mostra que 76% das mulheres sofreram violência no trabalho

Cresce índice de mulheres que se tornam mães entre 30 a 39 anos

Mulher tem peso importante no chamado “trabalho invisível”

Mulher no cangaço

Uma mulher que entrou para a história do Brasil, coincidentemente, nasceu em um 8 de março – mas de 1911, ou seja, há 110 anos. Maria Bonita, falecida em julho de 1938, foi a primeira mulher a entrar para o cangaço. Segundo a jornalista Adriana Negreiros, autora do livro Maria Bonita – Sexo, Violência e Mulheres no Cangaço, ouvida para o programa Na Trilha da História, da Rádio Nacional, a cangaceira teve papel importante no grupo de Lampião. Saiba mais sobre essa personagem polêmica e ouça a entrevista aqui.

Lista semanal com datas, fatos históricos e feriados (7 a 13 de março de 2021):

Dia 7:

Dia do Paleontólogo – fundação da Sociedade Brasileira de Paleontologia

Alexander Graham Bell patenteia uma invenção, que ele chama de telefone (145 anos)

Dia 8:

Dia Internacional da Mulher

Nascimento da cangaceira baiana Maria Gomes de Oliveira, conhecida como Maria de Déa e, após sua morte, Maria Bonita (110 anos) – foi companheira de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, e a primeira mulher a participar de um grupo de cangaço

Nascimento da atriz catarinense Neusa Maria da Silva Borges, mais conhecida como Neusa Borges (80 anos)

Morte do compositor, trompetista e regente fluminense Paulino Sacramento (95 anos)

Dia 9:

Nascimento do militar, escritor, professor de ioga potiguar José Hermógenes de Andrade Filho, mais conhecido como professor Hermógenes (100 anos) – divulgador do hatha yoga no Brasil

Morte do acordeonista e compositor mineiro Antenógenes Honório da Silva (30 anos)

Nascimento do violonista e músico paraibano Francisco Soares de Araújo, o Canhoto da Paraíba (95 anos)

Nascimento do escritor norte-rio-grandense José Bezerra Gomes (110 anos) – sua obra aborda temática regionalista nordestina e em sua homenagem foi criada uma fundação de apoio à cultura, a Fundação Cultural José Bezerra Gomes, na sua cidade natal, Currais Novos, no Rio Grande do Norte

Dia 10:

Dia do Telefone

Dia Mundial de Combate ao Sedentarismo

Morte do jogador fluminense de basquetebol Zenny de Azevedo, mais conhecido como Algodão (20 anos)

Morte do pianista e compositor britânico Keith Noel Emerson (cinco anos) – mundialmente conhecido depois de fundar a banda Emerson, Lake & Palmer (ELP), um dos primeiros supergrupos de rock, em 1970

Morte do rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves João Maria José Francisco Xavier de Paula Luís António Domingos Rafael de Bragança, o Dom João VI (195 anos)

Dia 11:

Morte do jurista, educador e escritor baiano Anísio Teixeira (50 anos)

Nascimento do bandoneista e compositor argentino Astor Pantaleón Piazzolla (100 anos)

Nascimento do jurista e poeta fluminense António Cândido Gonçalves Crespo (175 anos) – filho de mãe escrava, fixou-se em Lisboa aos 14 anos de idade e estudou Direito na Universidade de Coimbra

Dia Mundial do Rim – a data, idealizada pela International Society of Nephrology (ISN), é comemorada anualmente na segunda quinta-feira do mês de março (data móvel)

Dia 12:

Dia do Bibliotecário

Nascimento do humorista, apresentador de televisão, roteirista e produtor fluminense Carlos Alberto de Nóbrega (85 anos)

Nascimento da atriz e cantora estadunidense Liza Minnelli (75 anos)

Nascimento do baixista, compositor britânico Steve Harris (65 anos) – conhecido por ser coprodutor e fundador da banda britânica de heavy metal Iron Maiden

Nascimento do cantor e compositor fluminense Áureo Campagnag de Sousa, o Aurinho da Ilha (90 anos) – no ano de 1967, pertencendo à Ala de Compositores do Salgueiro, compôs o samba-enredo História da Liberdade no Brasil, que classificou a escola em terceiro lugar no Grupo 1 no desfile daquele ano. No ano seguinte, o Salgueiro desfilou com outro samba-enredo de sua autoria, Dona Beja – Feiticeira do Araxá, classificando-se em terceiro lugar do Grupo 1 no desfile daquele ano

No Japão, um reator da Central Nuclear de Fukushima I derrete, explode e libera radioatividade na atmosfera um dia após um sismo (dez anos)

Dia 13:

Nascimento do cineasta, ator, roteirista paulista José Mojica Marins, o Zé do Caixão (85 anos)

Nascimento do cantor e compositor pernambucano Francisco de Assis França, o Chico Science (55 anos)

Por: Agência Brasil

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Brasil

Covid-19: 1,5 milhão de brasileiros estão com segunda dose atrasada

Queiroga orienta essas pessoas a procurar um posto de vacinação

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Foto: Rayra Paiva Franco/O PANORAMA

Cerca de 1,5 milhão de brasileiros estão com a segunda dose da vacina contra a covid-19 atrasada. O dado foi divulgado nesta terça-feira (13) pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante um café da manhã com jornalistas, em Brasília. Segundo o ministro, a pasta vai divulgar uma lista, por estado, de pessoas que estão com a segunda dose atrasada. 

A complementação do esquema vacinal, ressaltou, será feita com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Aos que estão com a segunda dose atrasada, o Ministério da Saúde orienta que não deixem de ir a um posto de vacinação para completar a imunização.

Intervalos

Desde que começou a vacinação da população contra a covid-19, duas vacinas são aplicadas no Brasil: a da farmacêutica CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, em São Paulo, e a da farmacêutica AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, produzida pela Fundação Oswaldo Cruz, Fiocruz. No caso da CoronaVac, estudos apontam melhor eficiência quando a segunda dose é aplicada num intervalo de 21 a 28 dias. Já a vacina da AstraZeneca deve ter a segunda dose aplicada em intervalo maior, de três meses.

Veja na TV Brasil


Medida provisória

Ainda no café da manhã com os jornalistas, ao dizer que o programa de vacinação é a prioridade número um do ministério, Queiroga adiantou que o governo deve publicar nos próximos dias uma medida provisória para criar uma secretaria específica para ações contra a covid-19. A atual coordenadora do Programa Nacional de Imunização, Franciele Francinato, deverá comandar a nova secretaria.

Transporte

No encontro com os jornalistas, o ministro da Saúde cobrou disciplina e uso de máscaras por quem utiliza transporte público, como forma de evitar ainda mais a disseminação do novo coronavírus. Queiroga informou que haverá uma campanha nacional para prevenir a contaminação, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Regional, mas lembrou que cabe às prefeituras disciplinar regras para trens e ônibus. Segundo o secretário executivo da pasta, Rodrigo Cruz, uma portaria conjunta com o Ministério do Desenvolvimento Regional deverá ser apresentada na próxima quinta-feira (15).

Lockdown

Sobre um possível lockdown nacional, o ministro da Saúde descartou a hipótese e disse que “uma medida homogênea para o país inteiro não vai funcionar”. Ele acrescentou que tomará medidas “para evitar que o país chegue a cenários extremos”.

Vacinas

Ainda em relação a vacinas, Queiroga disse que falou ontem com o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, e a previsão é manter o calendário de vacinação. “Quando a Fiocruz e o Instituto Butantan receberem mais matéria-prima para fabricarem vacinas, a situação vai melhorar “, garantiu. O ministro lembrou que o governo brasileiro investiu R$ 150 milhões no consórcio Covax Facility para receber vacinas e admitiu que esperava mais doses. “Temos buscado com o diálogo. Estou procurando diminuir a temperatura da fogueira para avançar”, disse.

Ao falar da aprovação de imunizantes e medicamentos que possam ajudar no tratamento do novo coronavírus, o ministro avaliou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem feito o trabalho dela “de maneira apropriada”. Queiroga garantiu que o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que não vai faltar dinheiro para a saúde.

Por: Agência Brasil

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Brasil

Coleção “Os Primeiros Brasileiros” tem exposição virtual

Mostra será lançada nesta terça-feira pelo Museu Nacional

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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O Museu Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), lança nesta terça-feira (13), às 18h, a primeira exposição virtual da coleção “Os Primeiros Brasileiros”. A coleção não foi atingida pelo incêndio que devastou o equipamento, no dia 2 de setembro de 2018, porque estava, na ocasião, sendo apresentada no Memorial dos Povos Indígenas, em Brasília. Depois de várias exposições físicas no Brasil e no exterior, onde foi vista por mais de 250 mil pessoas, a coleção será visitada pela primeira vez no formato online.

A última mostra física ocorreu em 2019, no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, mas, devido à pandemia de covid-19, acabou sendo suspensa. “Agora, ela volta totalmente online, disse o diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner.

Ele afirmou que a instituição precisa se aproximar do seu público, a despeito da pandemia. “Nós entendemos e, naturalmente, temos que ter responsabilidade social neste momento difícil que vivemos e não incentivamos nada presencial até pela questão de saúde, enquanto todos não tiverem sido vacinados. Dentro desse contexto, já vamos atuar para novas exposições virtuais. O caminho é esse. Para este ano, mais uma ou duas nós queremos fazer”, disse Kellner. Uma das próximas mostras é sobre mineralogia, adiantou.

O diretor do Museu Nacional, professor Alexander Kellner, durante entrevista coletiva, sobre as doações recebidas pelo Museu Nacional no último ano, as obras realizadas e sobre o conceito do novo Museu Nacional que será construído

O diretor do Museu Nacional, professor Alexander Kellner, em entrevista – Tânia Rêgo/Agência Brasil

Alexander Kellner afirmou que o fundamental, dentro deste contexto de pandemia, é que as pessoas entendam que o Museu Nacional está vivo e que é importante transmitir o conhecimento científico. “E nada melhor do que falar sobre os primeiros brasileiros que estavam aqui muito antes da gente”. A exposição virtual é inteiramente gratuita.

Mergulho

A coleção Os Primeiros Brasileiros faz um “mergulho histórico” no Brasil e na participação dos índios no país. “E faz isso por meio dos índios do Nordeste, que foram os primeiros tocados pela colonização”, destacou o antropólogo João Pacheco de Oliveira, do Museu Nacional, que idealizou a mostra em parceria com a Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme). Potiguares e tupinambás estão entre as etnias que participaram do primeiro momento da colonização no Brasil. “São povos que estão na história desde o início”, observou o antropólogo.

Oliveira disse que a partir desse mergulho na história do Brasil, a exposição revela que, dentro de sua concepção original, esses indígenas foram muito ricos, bonitos e felizes. “E depois, a situação se torna mais difícil, com a chegada de formas muito duras da colonização. É um momento do índio dentro da colonização”. Numa terceira fase, começa a se ver a história dos índios atuais, com apresentação de peças da cultura indígena. A última parte relata os indígenas mais contemporâneos, o que estão fazendo hoje e o que pensam também.

Abertura da exposição Índios: Os Primeiros Brasileiros, no Memorial dos Povos Indígenas, em Brasília. As imagens e documentos expostos permitem que o público viaje pela história do Brasil e dos povos indígenas.

Exposição Índios: Os Primeiros Brasileiros, no Memorial dos Povos Indígenas, em Brasília – Valter Campanato/Arquivo Agência Brasil

As memórias da formação do Brasil, bem como da participação do índio na atualidade, são apresentados em painéis históricos e por meio de músicas, filmes e fotografias, que registram a diversidade e as narrativas dos povos indígenas nacionais. A grande maioria é formada de imagens tiradas de quadros que estão no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) e em outros equipamentos do Brasil e do exterior.

Há também muitas gravuras, mapas, personagens históricos e, inclusive, charges, contou João Pacheco de Oliveira. As condições de vida, a ambientação nos diversos biomas retratam como eram os primeiros brasileiros que habitavam desde parte de Minas Gerais até o Maranhão. Cerca de 180 imagens de materiais históricos e contemporâneos, 12 trilhas sonoras e cinco filmes compõem os ambientes. Há ainda maior espaço dedicado a narrativas e representações indígenas da atualidade, por meio de depoimentos em vídeos ou galerias com imagens dos diversos povos.

Guia

A exposição oferece também um Guia Didático para Educadores, com referenciais teóricos e sugestões de atividades práticas, que poderão ser desenvolvidas em salas de aula físicas ou digitais. Segundo o professor João Pacheco de Oliveira, trata-se de um guia muito rico para os professores trabalharem neste mês, quando se comemora o Dia do Índio, em 19 de abril, e se fala muito na temática indígena. “É um guia temático preparado especialmente para ajudar os professores a fazer visitas virtuais com seus alunos e a preparar exercícios a partir disso. Esse guia está muito interessante, tem muito material e abrange os índios do Nordeste, que são menos conhecidos do que outros”, acrescentou o antropólogo.

Essa primeira edição virtual tem apoio do Projeto Museu Nacional Vive, que é uma cooperação técnica entre a UFRJ, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e o Instituto Cultural Vale. Após o lançamento, a exposição estará disponível à visitação pelo público que, ao final da experiência, poderá avaliar, sugerir novos temas e colaborar com as futuras exposições do Museu Nacional.

O lançamento da mostra, a partir das 18h, pode ser acompanhado no canal do Museu Nacional/UFRJ no Youtube . Em seguida, estará acessível em www.osprimeirosbrasileiros.mn.ufrj.br

Por: Agência Brasil

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Brasil

Queiroga faz apelo para que vacinados não deixem de tomar segunda dose

Em entrevista, ministro pediu que pessoas não desperdicem imunização

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Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fez um apelo hoje (12), em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, para que pessoas que foram imunizadas com a primeira dose da vacina contra covid-19 não desobedeçam a prescrição do medicamento e tomem, dentro do prazo recomendado, a segunda dose do imunizante.

Questionado sobre o suprimento de vacinas e o andamento da campanha de imunização nacional, Queiroga reafirmou sua meta de aplicação de 1 milhão de doses de vacina por dia. Segundo o ministro, a articulação do governo federal para a aquisição de mais vacinas é constante e busca aprimorar o fluxo já existente. “Podemos fazer mais? Sim, podemos. Mas precisamos de mais doses e isso é um esforço diário dos ministérios com os países que produzem vacinas”, afirmou.

Gripe

O ministro falou também sobre a campanha de vacinação contra a gripe iniciada nesta segunda-feira, ajudará no descongestionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) em virtude da pandemia de covid-19. Segundo o médico, a vacinação contra a gripe deverá ajudar a reduzir a ocupação de unidades de terapia intensiva (UTIs). “No contexto da pandemia de covid-19, com o sistema de saúde pressionado, vacinar contra a gripe pode ser um ativo importante para reduzir o número de pacientes que precisam de terapia intensiva, reduzindo os óbitos – que é o nosso objetivo.”

O ministro afirmou que a campanha de vacinação contra a gripe obteve resultados positivos em outros anos e espera que uma grande parcela da população seja vacinada. “No passado, em 2020 e já na pandemia, conseguimos vacinar 90% do público-alvo”, disse.

CPI da Covid

Sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da covid-19, Queiroga afirmou que “se preocupa mais com CTIs do que com CPIs” – em alusão aos centros de terapia intensiva, que estão sobrecarregados em diversas regiões do país.

“Não cuidamos de política na saúde, mas de políticas de saúde. Se for o caso, vamos prestar os esclarecimentos devidos para que fique claro o que tem sido feito para apoiar o povo brasileiro na pandemia”, disse o ministro. 

Queiroga afirmou ainda que há preocupação em aprimorar a capacidade do ministério em relação aos bancos de dados da pandemia e da saúde em geral e que é importante que haja transparência nos números apresentados à população.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, participa do programa Sem Censura,  na TV Brasil
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse no programa Sem Censura que a categoria dos caminhoneiros será incorporada ao grupo prioritário- Marcello Casal JrAgência Brasil

Atendimento precoce

Sobre falas em relação a tratamentos precoces no tratamento da covid-19, Queiroga voltou a afirmar que a experiência e o conhecimento médico são soberanos e que não houve qualquer manifestação por parte do governo federal para validar protocolos de tratamento precoce – termo que Queiroga fez questão de diferenciar do que chama de atendimento precoce.

“O presidente Bolsonaro apenas disse que os médicos devem ter autonomia. Autonomia médica é algo milenar. A medicina se rege por princípios bioéticos próprios, como o princípio da beneficência, o princípio da autonomia. O uso de medicamentos off label [uso que não é descrito em bula] é uma prática comum, já que é uma doença nova. Mesmo para medicamentos em que há aceitação e estudos randomizados, ainda não temos no bulário essa indicação”, explicou.

Questionado sobre discussões anteriores à sua gestão, como a do uso de cloroquina, Queiroga afirmou que o que importa para os pacientes é ter atendimento especializado de qualidade, com médicos treinados para atender ao sintoma mais grave da evolução da covid-19, a chamada tempestade de citocina – reação autoimune do organismo que inunda os vasos pulmonares com estruturas de defesa que acabam atrapalhando o funcionamento saudável do órgão. 

“Eu não vim para o ministério para discutir cloroquina. Vim para organizar e ser eficiente não só no tratamento da pandemia, como de outras doenças”, disse.

Grupos prioritários

Queiroga afirmou que há várias solicitações do chamado “fura-fila da vacina” – situação caracterizada pela solicitação de grupos e classes profissionais que pedem prioridade na imunização. Para o ministro, a solução viável é ampliar o estoque e fortalecer a campanha de maneira a agilizar a vacinação integral dos brasileiros.

Na oportunidade, Queiroga revelou que a categoria dos caminhoneiros será incorporada ao grupo prioritário. O ministro disse que o anúncio oficial e os detalhes serão revelados em breve pela pasta.

Vacina, frascos contendo CoronaVac, vacina da Sinovac contra coronavírus
Ministro Marcelo Queiroga reafirmou sua meta de aplicação de 1 milhão de doses de vacina por dia – REUTERS/Amanda Perobelli/Direitos Reservados

Congresso Nacional

Sobre os pedidos dos presidentes da Câmara e do Senado, deputado Arthur Lira (Progressista-AL) e senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), de doses de vacina para organismos e entidades internacionais, Queiroga disse não estar incomodado, pelo contrário. Para o ministro, a articulação conjunta de autoridades brasileiras é essencial para que o quadro emergencial de saúde interna do país seja priorizado. “São ações que se somam para buscar mais vacinas. Estamos atuando em conjunto, de maneira harmônica. Fico agradecido a esses dois homens públicos.”

Queiroga falou também sobre reformas e fortalecimento do SUS e do sistema de distribuição e produção de insumos de saúde no Brasil. O ministro disse que é necessário repensar a formação médica e mudar a forma como acontece a assistência hospitalar especializada – tanto pública quanto suplementar.

Em suas considerações finais, o cardiologista e ministro da Saúde afirmou que é necessário encarar as mudanças com responsabilidade social e que é dever de cidadania observar os cuidados necessários com a covid-19. “O fato é: vamos ter que conviver com o que convencionamos chamar de novo normal.”

Por: Agência Brasil

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