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Brasil

Mais de 24 mil crianças no Brasil são superdotadas, mostra censo

Vocabulário, criatividade e raciocínio avançado são características

Foto: Fernanda Iara Gonzalez/Arquivo pessoal

Muito prazer na leitura, nos estudos e notas altas na escola. Pensamento rápido e apurado, vocabulário amplo, talento para resolver equações, criatividade extrema, raciocínio avançado, foco e atenção preciosos e alta sensibilidade. Essas são algumas das características das crianças superdotadas, que comemoram hoje (10) o Dia Internacional da Superdotação. Habilidades incluem aptidão para atividades intelectuais, artísticas ou esportivas que parecem ser inatas, uma vez que essas pessoas apresentam tais características sem que se possa explicar como aprenderam. 

No Brasil, de acordo com o Censo Escolar 2020, há 24.424 estudantes com perfil de altas habilidades/superdotação matriculados na educação especial, mas o número real pode ser ainda maior.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que 5% da população têm algum tipo de alta habilidade ou superdotação. Segundo o Ministério da Educação (MEC), se forem considerados os mais de 47 milhões de alunos da educação básica (Censo Escolar, Inep 2020) cerca de 2,3 milhões de estudantes devem compor esse grupo.

O índice de identificação desse segmento ainda é baixo no Brasil, ou seja, acredita-se que existem muitos mais estudantes com altas habilidades ou superdotação do que o número geralmente revelado no Censo Escolar.  “Esse é o principal desafio para a área na Educação Especial: identificar precocemente esses estudantes e oferecer atendimento adequado, com serviços e recursos especializados”, informou em nota o MEC.

O teste de quociente de inteligência (QI) não é o único meio para identificar uma criança superdotada, há diferentes métodos, mas algumas caracteristicas já podem apontar altas habilidades e/ou superdotada, explica o psicólogo Alexander Bez, profissional com especializações em saúde mental nas universidades de Miami e da Califórnia. ]

“As características das crianças superdotadas são bem diferenciadas. A habilidade em aprender rápido é sempre incontestável. Elas têm facilidade em desenvolver um vocabulário mais amplo, maior interesse no aprendizado, como também em assuntos gerais”.

O teste de QI é uma escala que ajuda a avaliar e comparar a habilidade de diferentes pessoas em algumas áreas do pensamento, como matemática básica, raciocínio ou lógica, por exemplo. Crianças acima de 140 QI são superdotados e crianças acima de 180 QI são consideradas gênio.

De acordo com o especialista, outras características podem indicar alto potencial em crianças: 

Capacidade inicial de ler, aprender e compreender as coisas rapidamente

Pode ficar intensamente absorvido em tópicos de interesse, ao mesmo tempo em que fica alheio aos eventos ao redorObservação aguçada, curiosidade e tendência a fazer perguntas

Desenvolvimento precoce de habilidades motoras (por exemplo, equilíbrio, coordenação e movimento)

Capacidade de pensar abstratamente, mostrando sinais de criatividade e inventividade

Encontra alegria em descobrir novos interesses ou apreender novos conceitos

Uso inicial de vocabulário avançado

Retenção de variedade de informações

Mostra independência, autossuficiência e responsabilidade na realização de tarefas

Capacidade de visualizar situações de perspectivas variadas e explorar abordagens alternativas


No país, a Associação Paulista para Altas Habilidades/Superdotação realiza essa triagem. Outro local que também trabalha nessa identificação é a social edtech CogniSigns, com atuação alinhada aos determinantes sociais da saúde.

O Conselho Brasileiro para a Superdotação (ConBraSD) considera que testes psicométricos, como a aplicação do WISC IV para a aferição do QI, inventários de características, observação do comportamento, entrevistas com a família e professores, assim como alguns testes informais para estabelecimento de vínculo entre avaliador e avaliado, são alguns exemplos de procedimentos que podem ser adotados. Mais informações sobre superdotação estão no e-book 10 perguntas e respostas do ConBraSD. 

Educação Especial

Características que podem apontar para um alto potencial em crianças

Características que podem apontar para um alto potencial em crianças – Daniel Dresch/ Arte Agência Brasil

A composição do público da educação especial encontra-se definida em diversos marcos legislativos, entre os quais a Lei de Diretrizes e Bases (Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, Art. 58).  Entende-se por educação especial a modalidade oferecida preferencialmente na rede regular de ensino para educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. Por meio de recursos e serviços especializados, a educação especial promove ações que visam a atender às demandas de seu público, bem como apoiar os sistemas de ensino no atendimento educacional especializado. 

Segundo informou o Ministério da Educação, as altas habilidades ou superdotação são evidenciadas em qualquer lugar, mas, no caso dos estudantes que apresentam características na escola, são consideradas suas habilidades acima da média, o envolvimento com a tarefa, sua criatividade, o ritmo de aprendizagem, a qualidade dos produtos que apresentam para evidenciar a aprendizagem, assim como o modo como se relacionam interpessoalmente.

O processo de identificação geralmente é feito pela escola, contando com a participação dos técnicos da educação especial, que atuam na sala de recursos, dos demais profissionais da escola, das equipes multiprofissionais e dos técnicos do Núcleo de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação (NAHHS), quando o sistema de ensino tem a disponibilidade desse núcleo.

O processo começa com a indicação das altas habilidades ou superdotação do aluno, quando são percebidas pela família, pelos professores, pelos colegas ou pelo próprio estudante.

A avaliação é feita por equipe multidisciplinar e compreende aspectos cognitivos, acadêmicos, sociais e emocionais, entre outros. O processo de identificação tem duração variável, podendo chegar até mesmo a um ano; ao final, é emitido um relatório comprovando a identificação e referenciando as áreas de altas habilidades ou superdotação do estudante.

Segundo informou a pasta, “espera-se que o estudante seja inserido em programas oferecidos pelo próprio sistema de ensino, como o atendimento em sala de recursos ou mesmo no Núcleo de Altas Habilidades. Há também localidades que dispõem de programas oferecidos por iniciativa da sociedade civil ou por instituições de ensino superior, para atendimento a esse público”. 

A família pode buscar fora da escola o processo de identificação por meio de profissionais especializados. Ao ser identificado, o estudante deverá receber o acompanhamento com recursos e serviços de educação especial, a fim de que o seu potencial seja valorizado e para que não se sinta desmotivado em sua trajetória acadêmica. 

Na opinião do psicólogo Alexandre Bez, estudar em uma escola especial não é necessário para esses estudantes, embora seja estimulante. “Uma criança superdotada geralmente vai atrás de seus objetivos. Mas, psicologicamente, possuir pares equivalentes sempre confere uma qualidade a mais para que estímulos específicos possam ser desencadeados. As crianças superdotadas são intelectualmente diferenciadas. Dessa forma, ter pares especiais com o mesmo talento nato ajuda a aumentar os desafios, impulsionando os talentos naturais que elas já possuem”.

Superdotado

Os pais do estudante Pedro, hoje com 9 anos, tiveram ajuda da escola em que o garoto estudava para confirmar sua inteligência avançada. “Pedro sempre demonstrou interesse pelos estudos, aprendeu a ler e escrever aos 4 anos de idade, ainda na educação infantil. Quando ele tinha 7 anos, fui convidada a participar de uma reunião com os pedagogos e professores da escola para conversarmos a respeito da inteligência avançada do Pedro”, contou a mãe, a pedagoga Fernanda Iara Gonzalez.

A escola indicou um auxílio oferecido pela prefeitura São José dos Campos (SP), onde mora a família, para crianças com traços de autodidata. “Porém, com o início da pandemia não conseguimos esse acompanhamento”, lamentou Fernanda.

Atualmente, Pedro não está em uma escola especial para superdotados, mas os pais  o transferiram para outra instituição. “Mudamos ele de escola para melhor aproveitamento e acompanhamento. Ele estudava em escola municipal, hoje estuda em ensino particular”, acrescenta.

Desvantagens

Dependendo do universo em que a criança vive e sua diferenciação, eventuais manifestações depressivas podem ser recorrentes, alerta o psicólogo. “Sem ter um preparo especial, essa criança pode ter problemas também de colocação profissional, por isso é importante o apoio familiar. Sem apoio, ela pode ficar desmotivada e perder o interesse em certas coisas, como também por ser superdotada – pode haver incongruências nas amizades, principalmente no que tange à faixa etária e ao grupo social em que vive”.

Além disso, o perfeccionismo pode trazer componentes emocionais negativos à vida da criança. “A pressão em lidar com as expectativas dos pais pode ser bem contraproducente. Eles também podem ter intensa sensibilidade, pela falta de amigos compatíveis com a sua esfera intelectual, o que pode gerar dificuldade ao se agrupar socialmente. Essa situação pode gerar conduta de autoisolamento. Outros pontos podem ser timidez excessiva e dificuldade para relacionamentos íntimos-conjugais”, diz Bez. 

Segundo os pais de Pedro, com o início da pandemia o garoto ficou mais ansioso. “Ele já era uma criança extremamente ansiosa, teve seu quadro intensificado e, em alguns momentos, tivemos muita dificuldade para ajudá-lo. Mostrou também dificuldade de lidar com seus próprios sentimentos e emoções. Por sorte, ele é muito tranquilo, amoroso e educado, o que ajuda bastante a dialogarmos”.

A família tem dado muito apoio à criança. “Além da mudança de escola, Pedro, eu e o pai [o supervisor de produção Rafael Mariano Nogueira] fazemos acompanhamento com terapeuta, o que tem nos ajudado bastante a compreender a diferença de raciocínio e o tempo dele em relação a tudo. Assim conseguimos ajudá-lo com mais consciência nesse processo de autoconhecimento, para que consiga ter maior domínio em relação às expectativas e descobertas, já que ele tem apenas 9 anos”, afirma Fernanda. 

Apoio familiar

Ao ter uma criança diagnosticada com superdotação, a compreensão da família é necessária para proporcionar todo o apoio e atenção. “O apoio da família é essencial. Não se escolhe ser gênio ou superdotado diferenciado, se nasce. Esse apoio familiar será altamente motivador, coibindo todas e quaisquer frustrações que poderiam aparecer”, reforça o psicólogo.

Nesse sentido, a presença da família, em especial, as ações do pai e da mãe, têm que ser sempre incentivadoras e motivacionais, como também apoiadoras. “A prevalência da harmonia no lar é fundamental para a criança ter uma ambiente saudável, sem estresse”, diz o especialista. 

Mesmo com apenas 9 anos, Pedro já diz qual carreira pretende seguir. “Ele sempre demonstrou interesse e facilidade pela área de informática e engenharia. Mesmo sendo muito novo, fala que essas são suas opções para seguir carreira”, conta a mãe.

PNEE

O governo federal lançou em 2020 a nova Política Nacional de Educação Especial para ampliar o atendimento educacional especializado a mais de 1,3 milhão de educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. 

Por meio da PNEE, os sistemas de ensino estaduais e municipais poderão receber apoio para instalar salas de recursos multifuncionais ou específicas, dar cursos de formação inicial ou continuada de professores, melhorar a acessibilidade arquitetônica e pedagógica nas escolas, e ainda criar ou aprimorar centros de Serviço de Atendimento Educacional Especializado. A adesão de estados e municípios é voluntária.

Decreto nº 7.611/2011  estabelece que os sistemas de ensino que tenham estudantes com altas habilidades ou superdotação, matriculados em classes comuns e em salas de recursos, onde participam do atendimento educacional especializado no contraturno, já recebem duplamente o valor relativo ao financiamento da educação, por meio do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). 

Outro programa fundamental é a Formação Continuada de Professores e Profissionais de Educação na área da educação especial. O MEC constantemente desenvolve cursos, em parceria com instituições federais de ensino, envolvendo as diversas áreas, inclusive as altas habilidades ou superdotação visando à formação continuada de docentes da educação básica. O MEC também apoia técnica e financeiramente estados, o Distrito Federal (DF) e municípios para a oferta de cursos de formação continuada de professores, por iniciativa dos entes federados, no âmbito do Plano de Ações Articuladas, em busca das metas pactuadas no Plano Nacional de Educação.

Há também o Programa Sala de Recursos Multifuncionais, cujo principal objetivo é a aquisição de materiais didáticos e pedagógicos, equipamentos de tecnologia para as salas de recursos (atualmente são mais de 31 mil salas), para atender às especificidades pedagógicas dos estudantes da Educação Especial, matriculados nas escolas públicas das redes estaduais, do DF e municipais. No ano de 2020 foram destinados R$ 254 milhões para compor novas salas de recursos ou equipar as existentes.

Também o Programa Escola Acessível, implementado no âmbito do Programa Dinheiro Direto na Escola, busca promover condições de acessibilidade não apenas ao ambiente físico, mas, aos recursos didáticos e pedagógicos e à comunicação e informação nas escolas públicas de ensino regular. Em 2021, o aporte previsto é de R$100 milhões, que serão empenhados para beneficiar cerca de 4.500 escolas.

Brasil

Risco de covid-19 grave é até 6 vezes maior em pacientes com Alzheimer

Estudo identificou doença como fator de risco

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Foto: Toby Melville

Pesquisadores brasileiros identificaram que o Alzheimer é um fator de risco para quem contrai a covid-19, independentemente da idade. O estudo foi publicado na revista Alzheimer’s & Dementia, periódico da associação que pesquisa a doença e que tem sede em Chicago (EUA). Foram usados dados do sistema de saúde britânico, reunindo informações de 12.863 pessoas maiores de 65 anos.

O trabalho mostrou que quando um paciente era internado e já tinha Alzheimer, o risco de desenvolver um quadro mais grave por conta do vírus da covid-19, o Sars-CoV-2, foi três vezes maior na comparação com quem não tinha a doença. No caso de pacientes com mais de 80 anos, o risco é seis vezes maior. A doença não aumentou o risco de internações ao ser comparado com outras comorbidades.

“Os pacientes internados infectados por covid-19, se tiverem um quadro de Alzheimer, é um fator significativamente agravante de internação”, aponta Sérgio Verjovski, doutor em biofísica e liderança científica do Laboratório de Parasitologia do Instituto Butantan. O estudo também envolveu pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Os dados dos participantes foram divididos em três grupos: 66 a 74 anos (6.182 pessoas), 75 a 79 anos (4.867 pessoas) e acima de 80 anos (1.814 pessoas). Dessa amostragem inicial, 1.167 pessoas estavam com covid-19. Verjovski explica que o banco inglês foi usado por ter o histórico de mais de 10 anos dos pacientes, além disso possui o sequenciamento genômico da maior parte dos indivíduos.

Atenção rápida

O pesquisador destaca que essa descoberta revela a importância de uma atenção rápida a esses pacientes, considerando as chances de agravamento. “Tudo isso aponta para o fato de que esses pacientes necessitam de uma intervenção mais imediata. Pacientes com 65 a 70 anos tinham risco aumentado em quase quatro vezes de terem complicações e irem a óbito”, exemplificou.

Algumas hipóteses podem explicar essa relação e Verjovski destaca que estudos ainda estão sendo feitos. Contudo, um dos mecanismos possíveis é que quando o SARS-CoV-2 infecta o organismo, o corpo responde com um processo inflamatório para combater o vírus.

“Sabe-se que Alzheimer envolve inflamação de vasos do cérebro e é uma possibilidade que essa inflamação diminua a barreira hematoencefálica, que é uma barreira que permite que o cérebro receba nutrientes, receba a circulação, mas não deixa passar fatores de infecção. No caso da inflamação, que leva à degeneração pelo Alzheimer, pode estar diminuindo essa barreira hematoencefálica e aumentando a chance da infecção pelo vírus”, explica.

Fatores genéticos

Verjovski disse que o grupo busca agora relações entre os fatores genéticos de propensão da doença de Alzheimer e o agravamento da covid-19. “A gente agora está tentando associar os dados clínicos com os dados de variantes genéticas envolvidas com Alzheimer para ver se aponta, entre os genes causadores Alzheimer, algum que aumenta também nitidamente a gravidade da covid e que pode apontar para um mecanismo genético.”

Originalmente, o laboratório liderado por Verjovski pesquisa genes de câncer. Com a pandemia, no entanto, o trabalho foi reorientado. “Temos um financiamento para pesquisa que nos permitiu usar esses bancos. Temos pessoal capacitado em fazer as análises, equipamentos e, embora o nosso trabalho não seja voltado para Alzheimer, nem pra covid-19, a gente se associou ao Sérgio Ferreira [doutor em biofísica e professor da UFRJ] e usou nosso knowhow de análise de genética em larga escala”.

Por: Agência Brasil

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Brasil

Comunicação emocional mais eficaz

Já parou pra pensar o quanto uma relacionamento sem comunicação faz mal? Nesse texto será debatido a importância da comunicação em relacionamentos e como usá-la da maneira correta para o valor de uma relação social/amorosa.

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Foto: Freepik

A COMUNICAÇÃO EMOCIONAL não violenta e o gerenciamento de conflitos têm sido temas de numerosos estudos por parte de vários cientistas da área. O Dr. Gottman chegou a duas conclusões básicas:

1- Não existem relacionamentos emocionais duradouros sem conflitos crônicos.
2- O que mais nos afeta emocionalmente é o distanciamento emocional das pessoas que amamos.

Diante de situações conflituosas, quando perdemos o controle de nossas emoções, o resultado pode ser desastroso. O Dr. Gottman define esse tipo de relação negativa como característico dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse, uma metáfora que se traduz como quatro atitudes que destroem qualquer tipo de relação (a crítica, o desprezo, o contra-ataque e o apedrejamento).

O primeiro cavaleiro, a CRÍTICA, é representado pela atitude com a qual a pessoa do outro é desqualificada. Atinge-se a pessoa e não o fato, que não é esclarecido. Por exemplo, “Você só pensa em você!”

O segundo Cavaleiro se traduz pelo DESPREZO. É o mais violento e perigoso, porque o sarcasmo magoa muito. Podemos comunicá-lo com gestos, trejeitos, causando profunda irritação no parceiro. Essa forma de comunicação inviabiliza uma solução pacífica.

Mas o que podemos fazer para resolver conflitos sem violência? O primeiro princípio da Comunicação não Violenta é substituir a CRÍTICA por uma afirmação objetiva dos fatos. Se você diz para um subordinado “Você não aprende mesmo, hein!”, “Esse relatório não está nada bom!”, A reação da pessoa é ficar na defensiva. Você pode ser objetivo dizendo: “Nesse relatório precisamos colocar três ideias para comunicar nossa mensagem e você é capaz de colocá-las”. O segundo princípio é numa conversa colocar o referencial em nós, expressando como nos sentimos naquela situação. Devemos iniciar a frase com “EU” em vez de “VOCÊ”. Ao falar apenas de mim, nem critico nem ataco o outro. Quando eliminamos a CRÍTICA e o DESPREZO, certamente a nossa comunicação se torna mais harmoniosa.

O CONTRA-ATAQUE E O APEDREJAMENTO são os 2 últimos Cavaleiros do Apocalipse (atitudes negativas no relacionamento). Se em uma situação de conflito costumamos utilizar essas atitudes, ou seja, esses cavaleiros, com certeza a nossa comunicação emocional está prejudicada. Infelizmente, nas nossas batalhas emocionais, invocamos esses guerreiros.

Quando nos sentimos atacados, geralmente CONTRA-ATACAMOS e em consequência a outra
pessoa sente-se ofendida, CONTRA-ATACANDO com mais violência. Se essa escalada prossegue, o nosso relacionamento poderá ser bastante abalado pela rejeição, pelo divórcio ou até mesmo pela agressão física violenta. Quando um CONTRA-ATAQUE é “bem-sucedido”, a ferida da parte derrotada, muitas vezes com um tapa dado pelo mais forte, aumenta e o convívio fica cada vez mais difícil.

O APEDREJAMENTO é o quarto Cavaleiro, é a quarta atitude negativa típica de homens e que tanto desagrada as mulheres. Nessa fase já caracteriza um relacionamento em desintegração, seja o casamento ou uma sociedade que, após um período de críticas, indiferenças, Ataques, Contraataques, uma das partes escolherá a fuga, abandonando o campo de batalha, pelo menos emocionalmente. Por sua vez, a outra parte, em busca de contato, busca a conversa, enquanto o outro ignora. Sem êxito, as abordagens vão ficando cada vez mais violentas, numa tentativa desesperada de volta. A retratação emocional não é eficaz para a resolução de conflitos. O APEDREJAMENTO com frequência leva a um triste final.

Avalie os seus relacionamentos emocionais! Diante de um conflito, qual desses guerreiros você costuma chamar? Ou, em qual desses estágios você se encontra na sua relação amorosa? Se as situações citadas forem uma realidade em sua vida, procure dar outro rumo a sua comunicação emocional.

Por: Dra Francisca Leão

IMPIInstituto de Medicina e Psicologia Integradas

RT: Dalmo Garcia Leão CRM 4453

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Brasil

Fiocruz: síndrome respiratória aguda grave mostra tendência de queda

Boletim InfoGripe monitora casos com indicativo de covid-19

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Foto: Reuters/Direitos Reservados

O Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado hoje (24), confirma a tendência de queda dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país verificada nas últimas semanas. De acordo com a Fiocruz, desde o início da pandemia de covid-19, cerca de 99% dos casos da síndrome com identificação laboratorial de vírus respiratório dão positivo para o novo coronavírus.

A análise é feita com base nos dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe). No boletim são considerados os dados de até 20 de setembro.

O relatório aponta que apenas Espírito Santo, Piauí e Rondônia apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo, que considera as últimas seis semanas, até a Semana Epidemiológica 37, que compreende o período de 12 a 18 de setembro.

A tendência de queda foi verificada em 12 estados: Amazonas, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

Do total, seis unidades federativas – Amapá, Amazonas, Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro e Tocantins – apresentam sinal de crescimento apenas na tendência de curto prazo, que considera as últimas três semanas. Apenas o Rio de Janeiro ainda não atingiu valores inferiores aos observados em 2020.

Segundo o coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, ao contrário do que ocorreu em outros países, a disseminação da variante Delta no Brasil não levou a um aumento exponencial dos indicadores da epidemia. “Mesmo o Rio de Janeiro, principal fonte de preocupação nos últimos meses, já interrompeu essa tendência e registrou queda em semanas recentes”, disse.

O pesquisador destaca que a variante Delta pode não ter avançado no país por causa da proximidade em relação aos picos extremamente altos em março e maio, o que pode ter elevado o número de pessoas ainda com algum nível de imunidade, além do avanço gradual da vacinação. Porém, apesar do cenário positivo, para Gomes não é possível garantir ainda que “o pior já passou”.

Idades

Na análise por faixas etárias, o boletim indica queda sustentada desde a segunda quinzena de agosto nos casos de SRAG entre crianças e adolescentes, de zero a 19 anos, após um período de estabilização. Apesar da boa perspectiva, a Fiocruz ressalta que as estimativas estão em valores próximos ao registrado no pico de julho de 2020, com 1.000 a 1.200 casos por semana.

Nas faixas de 20 a 59 anos, o número de internações por síndrome retornou ao patamar de baixa verificado em outubro de 2020. Porém, a Fiocruz destaca que o nível para aqueles com mais de 60 anos continua alto.

“Enquanto a redução expressiva no número de casos de SRAG na população adulta é reflexo do impacto da campanha de vacinação escalonada, que permitiu proteger essa população durante o aumento na transmissão nos meses de abril e maio, a estabilização em valores relativamente mais altos na população mais jovem é reflexo da manutenção de transmissão elevada na população em geral”, diz o boletim.

Os indicadores da Fiocruz para a transmissão comunitária do novo coronavírus apontam que a maioria das capitais estão em macrorregiões de saúde com nível alto ou superior, “embora diminuindo gradativamente”.

Das 27 capitais, São Luís está com classificação de saúde em nível epidêmico. Aracaju, Belém, Boa Vista, Cuiabá, Fortaleza, João Pessoa, Macapá, Maceió, Manaus, Natal, Palmas, Porto Alegre, Porto Velho, Recife, Rio Branco, Salvador, Teresina e Vitória estão em nível alto. Já Campo Grande, Curitiba, Florianópolis, Rio de Janeiro e São Paulo estão em nível muito alto; e Belo Horizonte, Brasília e Goiânia estão em nível extremamente alto.

Por: Agência Brasil

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