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Saúde

Conheça 6 mitos conjugais que podem destruir uma relação

“Minha experiência clínica, na qual atendi centenas de casais, mostra que esse assunto merece atenção”, diz Dra Francisca Leão

Foto: Freepik

A maioria dos fracassos ou da infelicidade no casamento se deve a mitos, que vão passando de geração em geração, através dos contos de fadas, das músicas, da mídia.

Por causa desses mitos, os relacionamentos podem se tornar fontes de insatisfação, ódio, raiva, stress. A minha experiência clínica, na qual atendi centenas de casais, mostra que esse assunto merece atenção.

1° MITO – MITO DO AMOR ROMÂNTICO

A maioria dos problemas no casamento surge porque os cônjuges não se sentem seres inteiros, têm uma autoimagem fragmentada e acreditam que dependerão de uma outra pessoa para completá-los e fazê-los felizes. Essa crença está embasada no Mito do Amor Romântico. Trata-se de uma narrativa bastante antiga, baseada na mitologia grega. De acordo com o mito, éramos andróginos, tínhamos, no mesmo corpo, ambos os sexos. Os homens possuíam quatro mãos e quatro pernas, dois órgãos sexuais. Eram ágeis, corajosos, externavam grande poder e ousaram desafiar os deuses. Diante disso, Zeus decidiu castigá-los, dividindo-os em duas metades. Assim os condenou a viver eternamente em busca da sua outra metade.

Até hoje esse mito vem influenciando nossos relacionamentos amorosos. O ideal para um casamento feliz seria que o processo do casamento ocorresse primeiro dentro de nós mesmos, nos tornando seres inteiros. Só após esse processo, poderíamos nos casar com um outro ser inteiro, compartilhando a nossa vida de forma mais saudável e feliz. O Mito do Amor Romântico precisa ser quebrado. Não podemos acreditar que o outro seja a única fonte de felicidade. Vários fatores são importantes, como, por exemplo, ampliar a consciência pelo autoconhecimento, aprender mais sobre nosso funcionamento, estar mais atento ao momento presente, procurar sentir prazer nas pequenas coisas do cotidiano e quebrar paradigmas que nos impedem de viver de forma autônoma emocionalmente.

2° MITO – O CASAL TEM QUE FAZER TUDO JUNTO

Conhecer alguns mitos conjugais limitantes e quebrá-los é fator essencial para vivermos uma vida amorosa mais prazerosa. O ideal num casamento é este ocorrer entre dois seres inteiros, no qual a intersecção entre esses inteiros é espaço do casamento. Nesse espaço comum, o casal constrói patrimônio, cria os filhos, faz escolhas e estabelece metas comuns. Mas cada um dos cônjuges precisa de um espaço seu, individual, para viver experiências nem sempre compartilhadas com a pessoa amada, tais como trabalho, esporte, amigos, hobby, não significando que eventualmente esses momentos não possam ser vividos a dois. O que nos impede de viver assim? Um mito: O casal tem que fazer tudo junto. Isso empobrece a relação, pois ambos deixam de viver suas individualidades.

O que nos atrai é justamente a singularidade e, se somos influenciados por esse mito, deixamos de ser nós mesmos para sermos um pedaço do outro. Um exemplo: deixamos de visitar um parente ou amigo porque o outro não poderá ir, temendo desagradá-lo ou dar motivo para que ele faça o mesmo. Então, aprisionamo-nos nessa relação, perdendo a nossa identidade e o resultado é insatisfação, raiva, medo, culpa, apego, posse, cobrança.

3° MITO – ACREDITAR QUE A CHAVE DA FELICIDADE É O CASAMENTO

Outro mito que limita nossas relações amorosas: acreditar que a chave da felicidade é o casamento. Aprendemos com as histórias infantis, os romances, filmes, que final feliz é o casamento: “E eles vive- ram felizes para sempre” Tudo terminou bem. Mas sabemos que os problemas começam aí. São duas pessoas com valores e atitudes diferentes, e o pior é que cada um quer impor seus valores e suas ati- tudes, vistos como melhores. É natural todos querermos ganhar; aí vêm os conflitos e, com eles, a frustração.

Cada cônjuge pensa que estar com a pessoa amada é suficiente para estar completo, feliz. Aos poucos, descobre-se que não é bem assim e vem a sensação de que se foi enganado, que o outro é uma farsa. O casamento é como construir uma casa. Se o alicerce não é sólido, o indivíduo passa muito tempo levantando paredes, colocando telhado, portas e um vento mais forte destrói tudo.

Por outro lado, o difícil em ser solteiro é que a sociedade foi preparada para casais. Quando alguém, até por escolha, não se casa, é cobrado; e várias pessoas acabam se casando para corresponder a ex- pectativas. As mulheres sofrem mais com essa situação do que os homens, porque muitas vezes pensam que não se casaram porque ninguém as desejou. Então, deve haver algo de errado com elas. Não per- cebem que a maioria das pessoas casadas são infelizes no casamento. Enquanto não atingimos a dimensão de nos sentirmos “solteiros”, não devemos pensar em casamento, sob pena de vivermos uma união infeliz ou chegarmos a uma separação.

4° MITO – O CÔNJUGE PODE DESCARREGAR TUDO NO OUTRO

Outra crença devastadora para o casamento: o cônjuge pode descarregar tudo no outro. Infelizmente, acredita-se que o lar é o lugar onde podemos descarregar nossos sentimentos mais ferozes sem a preocupação de ferir o outro, pois, em outros ambientes, como o trabalho, com os amigos ou estranhos, prefere-se mostrar as melhores condutas, o melhor tato e a melhor diplomacia. O lar se torna o local para se liberar as emoções, o paraíso da espontaneidade. Os ataques geram contra-ataques.

Os que apelam para expressões agressivas, geralmente recebem o mesmo que ofereceram. A retaliação mais comum é o comportamento passivo-agressivo, no qual o agredido evita a guerra aberta e torna-se subversivo e sabotador.

Não estou querendo defender um relacionamento familiar inibido ou exageradamente cortês. É importante, numa relação familiar, se compartilhar sentimentos fundamentais, como a franqueza e a informalidade, pois são elementos importantes numa boa relação. Mas não podemos esquecer que a cortesia, o bom gosto e o decoro são essenciais em qualquer tipo de relacionamento principalmente no familiar, no qual seus membros estarão liga dos por toda a vida. É no lar que não se deve atacar a dignidade do outro, sob pena de gerar rancor, ressentimentos, raiva.

5° MITO – O CASAMENTO DEVE SER UMA SOCIEDADE 50% – 50%

Esse é mais um mito que tem levado casais a desgastes e separações. A ideia de direitos iguais, oportunidades iguais, pagamentos iguais tornou-se uma bandeira para muitos casais, que acreditam que, se as coisas não forem divididas meio a meio, pode caracterizar-se uma situação de exploração.

Na atualidade, felizmente, estamos vivenciando uma maior flexibilização dos papéis de homem e mulher, deixando para trás estereótipos rígidos das funções masculinas e femininas. O homem urbano já é capaz de ficar na cozinha preparando o jantar enquanto sua esposa descansa na sala, lendo jornal e verificando os índices da Bolsa de Valores. Mas ainda existem muitos casais que levam esse mito ao pé da letra, achando que a participação conjunta é justa e desejável, não percebendo que, numa vida a dois, dependendo das circunstâncias, uma combinação 60% – 40%, 80% – 20%, 90% – 10% ou qualquer outra pode ser mais adequada do que 50% – 50%.

Alguns insistem numa única forma de ver o mundo, achando ser a sua melhor. Os casais fazem controle através de anotações. “Eu coloquei o lixo para fora vezes essa semana e você apenas 2. Eu levei as crianças para a escola 4 vezes e você apenas 1”. “Eu lhe fiz 5 elogios esse mês e você nenhum”, “Não lhe mando mais cartões porque você também não me tem mandado”. “Não tenho lhe telefonado mais porque você também não telefona”.

6° MITO – UMA RELAÇÃO EXTRACONJUGAL DESTRÓI O RELACIONAMENTO

Um outro mito muito comum: uma relação extraconjugal destrói o casamento.

Muita gente acredita que ter uma aventura significa que algo está errado com o casal. Mentira! Podemos afirmar que, das pessoas que costumam se envolver nessas aventuras, apenas uma pequena parcela o faz devido a conflitos na relação. A maioria age assim por causa de conflitos internos. Muitos indivíduos buscam uma aventura por estarem inseguros com relação aos seus atrativos físicos ou ao seu de sempenho sexual e, constantemente, estão procurando autoafirmação. Outros são tão sexualmente ativos que poucos conseguem acompanhar seu ritmo. Há ainda aqueles que estão sempre insatisfeitos e isso também inclui os relacionamentos. Em muitos casos, agem dessa forma apenas por curiosidade, procurando emoções fortes ou ainda a superação do tédio.

É importante ressaltar que existem razões saudáveis e doentias na busca ou não dessas aventuras. Pode ocorrer num casamento de 30 anos, no qual o homem ou a mulher jamais tenham desejado ou ido atrás de aventura e que ambos sejam perfeita mente normais.

Já, em outros momentos, podem ficar evidenciados graves problemas biológicos ou psicológicos. Existem pessoas que relatam que, após uma aventura, o casamento melhorou consideravelmente. Para outras, as relações extraconjugais são inteiramente desaconselháveis, porque vão resultar em culpa, vergonha e sofrimento em virtude de temperamento, religião ou condicionamentos sociais.

Por: Dra Francisca Leão

IMPIInstituto de Medicina e Psicologia Integradas

RT: Dalton Garcia Leão CRM 4453

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Brasil

Efeitos cognitivos da depressão

A depressão é uma doença crônica e degenerativa que atinge milhões de pessoas, destarte, a mesma chega a ser uma patologia complexa para ser diagnósticada, por mais que seja feito por um profissional. Mas e você ? Sabe os efeitos cognitivos da depressão?

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Se você é familiarizado com as histórias de Harry Potter, personagem de J.K. Rowling, deve se lembrar de um tipo de criatura sombria e amedrontadora, cuja própria presença retira a alegria do ambiente e cujo principal feito é o de sugar as memórias mais felizes de uma pessoa deixando-a apática, lenta e triste. Lembrou? Essas criaturas mágicas são chamadas de dementadores. A editora-chefe da revista mente e cérebro, Gláucia Leal, numa edição exclusiva sobre a depressão, utiliza a figura dos dementadores para ilustrar esse distúrbio mental. De fato, os dementadores apresentam muitas características em comum com a depressão, como a extrema angústia, o desespero e a infelicidade que ambos trazem. No entanto, neste artigo iremos tratar de outros efeitos da depressão, os impactos cognitivos do distúrbio, ou seja, a ação da depressão sobre nossa memória, atenção e sobre nossa tomada de decisões.

Em “Harry Potter e a ordem da Fênix”, o quinto livro da saga, Duda Dursley, primo e irmão adotivo de Harry, é atacado por um dementador, porém há um detalhe, Duda é um trouxa (ou seja, ele não é um bruxo) e os efeitos do “beijo” do dementador são devastadores para o pobre colega não bruxo. Duda, além de extremamente triste e desolado, encontra-se temporariamente incapaz de falar, letárgico, com problemas de memória, inapto para tomar suas próprias decisões e impossibilitado de ter um foco de atenção duradouro chegando ao ponto de ser levado ao hospital por seus pais.

Foto:FREEPIK/stories

A depressão tem efeitos, além daqueles mais conhecidos, como a angústia profunda. Esse distúrbio do humor atinge também nossas funções cognitivas e motoras. A doutora Marcia Rozenthal, da UFRJ, relata “Várias são as queixas neurocognitivas presentes durante o estado depressivo, incluindo redução das habilidades atentiva, mnêmica e lentidão do pensamento”. Desde a atenção, a memória e até a rapidez com que se pensa podem ser prejudicadas num quadro de depressão e essas disfunções cognitivas podem se manter mesmo durante as fases assintomáticas.

No que tange às funções cognitivas, uma das mais facilmente observadas por um profissional da saúde é a atenção. Um efeito observado em todos os tipos de depressão é a alteração da atenção sustentada, ou seja, da capacidade de manter o foco de atenção. A intensidade dessas alterações varia conforme a gravidade do quadro depressivo, mas podem persistir mesmo após a diminuição dos sintomas.

Nossa memória também pode ser afetada em distúrbios do humor como a depressão. A psicóloga Patrícia Porto afirma em seu artigo “Alterações neuropsicológicas associadas à depressão” que a aquisição e a evocação de memórias estão entre os domínios cognitivos mais comumente afetados pelo quadro depressivo. A Dra. Porto também relata que os déficits de memória estão diretamente relacionados à depressão em idosos e principalmente em pacientes com histórico de depressão crônica ou recorrente.

Pessoas deprimidas geralmente têm dificuldades para tomar decisões, provavelmente pelo fato de que nossas emoções têm um papel importante nesse processo, e num indivíduo deprimido seu emocional encontra-se abalado. A tomada de decisões é mais um domínio cognitivo desequilibrado por esse distúrbio e pacientes com depressão apresentam-se mais lentos no processo de deliberação, além de ser comum a falta de confiança no seu próprio posicionamento, como é demonstrado pelo pesquisador FC Miller em seu estudo Decision making cognition in mania and depression (Cognição da tomada de decisão em mania e depressão), de 2001.

Mesmo com tamanha severidade, existem algu mas luzes no fim do túnel. Existem várias formas de tratar os déficits cognitivos advindos da depressão, desde medicamentos e exercícios cognitivos até a psicoterapia e a meditação.

Estilos de vida saudáveis, com a prática de exercícios físicos, a socialização e as dietas balanceadas podem parecer figurinhas repetidas, mas são, sim, métodos que mantêm cérebro e mente sãos. Então, não deixe de bater aquela bola com seus amigos nas tardes de domingo, sair para dançar ou de frequentar aquele clube do livro.

Por: Dr. Tiago Pereira Damaceno

MPIInstituto de Medicina e Psicologia Integradas

RT: Dalton Garcia Leão CRM 4453

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Brasil

Anvisa alerta sobre casos raros de Guillain-Barré após vacinação

Até o momento, foram efetuados 34 registros, diz agência

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Foto: Rayra Paiva Franco/O Panorama

Casos raros de síndrome de Guillain-Barré (SGB) após a vacinação contra covid-19 têm sido relatados em diversos países, inclusive no Brasil, alertou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em um comunicado divulgado nessa quarta-feira (28), a Anvisa informa que, até o momento, recebeu 27 notificações de casos suspeitos de SGB após a imunização com a vacina da AstraZeneca, além de três casos com a vacina da Janssen e outros quatro com a CoronaVac, totalizando 34 registros.

A Anvisa explica que a Guillain-Barré é um distúrbio neurológico autoimune raro, no qual o sistema imunológico danifica as células nervosas. Os episódios pós-vacinação (eventos adversos) também são raros, mas já conhecidos e relacionados a outras vacinas, como a da influenza (gripe).

De acordo com a agência, a maioria das pessoas se recupera totalmente do distúrbio. “O principal risco provocado pela síndrome é quando ocorre o acometimento dos músculos respiratórios. Nesse último caso, a SGB pode levar à morte, caso não sejam adotadas as medidas adequadas”, alertou a agência.

“É importante destacar que a Anvisa mantém a recomendação pela continuidade da vacinação com todas as vacinas contra covid-19 aprovadas pela Agência, dentro das indicações descritas em bula, uma vez que, até o momento, os benefícios das vacinas superam os riscos”, ressaltou a agência.

Diante dos relatos de eventos adversos raros pós-vacinação, a agência solicitou que as empresas responsáveis pela regularização das vacinas AstraZeneca, Janssen e CoronaVac incluam nas bulas dos respectivos produtos informações sobre o possível risco de SGB.

Sinais e sintomas

Segundo a Anvisa, a maior parte dos pacientes percebe inicialmente a Guillain-Barré pela sensação de dormência ou queimação nas extremidades dos membros inferiores (pés e pernas) e, em seguida, superiores (mãos e braços).

Outra característica, acrescenta a agência, percebida em pelo menos 50% dos casos, é a presença de dor neuropática (provocada por lesão no sistema nervoso) lombar ou nas pernas. Fraqueza progressiva é o sinal mais perceptível, ocorrendo geralmente nesta ordem: membros inferiores, braços, tronco, cabeça e pescoço.

A Anvisa destaca que pessoas vacinadas devem procurar atendimento médico imediato se desenvolverem sinais e sintomas sugestivos de SGB, que incluem, ainda, visão dupla ou dificuldade em mover os olhos, dificuldade de engolir, falar ou mastigar. “Também devem ficar atentas a problemas de coordenação e instabilidade, dificuldade em caminhar, sensações de formigamento nas mãos e pés, fraqueza nos membros, tórax ou rosto, além de problemas com o controle da bexiga e função intestinal”, acrescentou a agência.

Notificação

A ocorrência de SGB pós-vacinação contra covid-19 deverá ser relatada à Anvisa. “É imprescindível o cuidado na identificação do tipo de vacina suspeita de provocar o evento adverso, como número de lote e fabricante”, ressaltou a agência.

Profissionais de saúde e cidadãos podem notificar eventos adversos pelo e-SUS Notifica e pelo formulário web do VigiMed.

A Anvisa lembra que se o caso for de queixa técnica ou de desvios de qualidade observados em vacinas, seringas, agulhas e outros produtos para saúde utilizados no processo de vacinação, as notificações devem ser feitas pelo Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária.

Por: Agência Brasil

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Brasil

Covid-19: Adolescentes entre 12 a 17 anos serão incluídos na vacinação

Adolescentes com comorbidades serão os primeiros a serem imunizados

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Foto: Rayra Paiva Franco/O Panorama

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou hoje (27) que adolescentes de 12 a 17 anos serão incluídos no Plano Nacional de Imunização (PNI) contra a covid-19. A inclusão será iniciada após envio da primeira dose para a vacinação de adultos com mais de 18 anos. Adolescentes com comorbidades serão os primeiros a serem imunizados. 

A medida foi acertada durante reunião entre o ministério e representantes de estados e municípios. 

Também foi definido que, após a distribuição da primeira dose dos imunizantes para todo o país, o ministério deve decidir sobre a antecipação do intervalo entre as duas doses da Pfizer, que, atualmente, é de 90 dias. Na bula do fabricante, o intervalo é de 21 dias. 

A redução é estudada para acelerar a imunização diante do crescimento dos casos de pessoas infectadas com a variante delta do vírus da covid-19. 

“Nossa expectativa é atingir a população acima de 18 anos vacinada até o começo de setembro. A partir daí, vamos discutir a redução no intervalo da dose da Pfizer, assim a gente avançaria com a segunda dose em um número maior de pessoas e também os abaixo de 18 anos”, explicou o ministro. 

Os estados e municípios ainda deverão seguir as orientações do Ministério da Saúde sobre os intervalos entre as doses de vacinas e outras recomendações do PNI. 

Por: Agência Brasil

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