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O panorama da Psicologia: Doutor Aguimar fala sobre saúde mental de crianças e adolescentes

Psiquiatra discorre como o assunto tem se tornado mais recorrente em tempos de Covid-19

Em tempos de pandemia, muito se fala sobre o aumento dos casos de ansiedade e depressão em crianças e adolescentes, tanto que o assunto tem sido pauta de estudos nacionais e internacionais.

A gigante Google divulgou no ano passado dados que apontam uma alta de 98% nas buscas sobre ansiedade, depressão e angustia.

Foto: Rayra Paiva Franco/O PANORAMA

Para falar mais sobre o tema O Panorama entrevista o Doutor Aguimar Faria, médico com especialização em saúde mental da infância e adolescência.

“Os pais precisam estar atentos nos sinais de alerta, que pode ser diferente em cada individuo”

Doutor Aguimar ressalta que na fase da infância os sinais mais notórios são: medo excessivo, sintomas físicos (dor de cabeça, no corpo ou estômago) e dificuldades de interação. Já na adolescência, esses sinais são diferentes, como exemplo: queda do desempenho escolar e adolescentes que apresentam ansiedade na hora da performance (como falta de ar).

O doutor ainda destaca a importância do suporte familiar e escolar, e como os pais ou responsáveis podem ajudar seus filhos que apresentam quadro de depressão e ansiedade.

“Primeiramente os pais precisam validar os sofrimentos dos filhos, e não ficar questionado. Estimular as práticas parentais positivas, por exemplo, é muito importante”.

Foto: Rayra Paiva Franco/O PANORAMA

Além de estimular as práticas parentais positivas, como ter mais clareza na hora de passar as regras, evitando ambiguidade, Aguimar ainda afirma a importância de ter um tempo de qualidade com o filho e ter um grau de monitoramento adequado, dando uma autonomia supervisionada ao jovem.

Outra questão muito recorrente é sobre a busca de terapia para crianças, e qual o momento dos pais procurarem ajuda profissional. O especialista pontua que antes de mais nada é preciso vencer estigmas e preconceitos sobre o assunto.

“Os transtornos mentais na adolescência são mais comuns do que a gente imagina. Acredita-se que 10 a 15% do população infanto-juvenil tem algum transtorno mental”.

Foto: Rayra Paiva Franco/O PANORAMA

Assista a entrevista completa no nosso canal no YouTube. Continue atualizado sobre saúde, política, cultura pop e outros assuntos no nosso perfil do Instagram (@OPanoramaOficial).

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O Panorama da Saúde Mental: Especialistas falam sobre medicamentos e concursos públicos

Estudar para concurso pode ser bastante desafiador. Por isso, muitos concurseiros apelam para o uso de medicação. Mas, ela só deve ser usada quando indicada por médicos.

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Foto: Rayra Paiva/ O Panorama

Ser concurseiro demanda muito foco e determinação, e começar a estudar para uma prova é uma tomada de decisão difícil que envolve muitas questões. Quantas horas se dedicar aos estudos, quais técnicas adotar, quais erros não cometer e conciliar a rotina do dia a dia com os estudos, dentre outras questões. Isso não é uma tarefa fácil, o que leva muitos estudantes a fazerem o uso de medicações.

Em conversa sobre o tema, conduzida pela psicóloga Camila Virgínio, no Instituto de Medicina e Psicologia Integradas (IMPI), o defensor público Dr. Vinicius Reis e a médica psiquiatra Dra. Angelica Cappellesso falaram sobre estudo para concursos e os momentos em que uma medicação é ou não indicada para auxiliar em questões de concentração.

A Dra. Angelica explicou que essas medicações funcionam como um estimulante no sistema nervoso central, promovendo o aumento dos neurotransmissores. Os medicamentos são indicados para quem tem Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), que é uma doença de neurodesenvolvimento identificada, na maioria dos casos, na infância ou na adolescência.

Foto: Rayra Paiva Franco/O PANORAMA

“Quando falamos em psicoestimulantes, estamos falando do metilfenidato, que é o composto da ritalina e da Lisdexanfetamina, que é o composto do venvanse. Essas são medicações utilizadas para o tratamento do TDAH, também para a narcolepsia, que é um distúrbio do sono e, também, para algumas depressões. Mas, o principal uso da medicação é para o TDAH. Para alguns adultos, o diagnóstico passa batido e são descobertos quando a pessoa começa a reparar em questões como a falta de atenção e a imperatividade”, explica a Dra. Angelica Cappellesso.

De acordo com a médica, quem tem TDAH, tem uma alteração neuroquímica na região do lobo frontal, com a diminuição de neurotransmissores, o que deixa a pessoa mais desatenta e a torna mais hiperativa e impulsiva. O medicamento, por sua vez, causa o aumento desses neurotransmissores, trazendo-os para um nível normal, gerando uma melhoria na concentração e fazendo com que o indivíduo se sinta mais focado ao usá-lo. Mas, o uso deve sempre ser indicado por um médico especialista.

Se por um lado os medicamentos ajudam aqueles que têm TDAH diagnosticado, por outro, o remédio pode acarretar uma série de problemas. Além disso, em um primeiro momento, o medicamento pode trazer sensação de maior disposição, concentração, menos sono e um rendimento melhor, mas, de acordo com os especialistas, são efeitos subjetivos e sem capacidade de mudar o desenvolvimento cognitivo do estudante.

“Para uma pessoa que tem TDAH, a medicação faz um nivelamento e essa pessoa passa a ter uma vida normal, conseguindo resolver todos os déficits. O concurseiro que não tem TDAH, já tem um funcionamento normal, então ao usar medicamento, ele está usando um neurotransmissor em excesso. A pessoa fica em estado de alerta, fica mais acordada, tem aumento de dopamina, sensação de não estar cansado, mas ela não aumenta a capacidade cognitiva, nem o desempenho”, pontua a médica.

Foto: Rayra Paiva Franco/O PANORAMA

Após a conversa sobre questões importantes do uso de medicamentos para foco e concentração, o Dr. Vinicius Reis falou um pouco sobre a execução de uma rotina de estudos e contou sobre as questões que observa em relação ao uso de medicamentos, por uma perspectiva prático. O ex-concurseiro e eterno estudante, proprietário do Espaço Mege, um ambiente destinado a estudo, acompanha a trajetória de muitos estudantes há anos e vivencia de perto os resultados de quem faz o uso de medicamentos e dos estudantes que não fazem.

Tendo como referência sua trajetória, o Dr. Vinicius acredita que houve uma época em que as pessoas igualmente se preparavam para concursos públicos, com os mesmos objetos e com as mesmas ansiedades. Era uma época em que não se falava sobre o uso de medicamentos que aumentassem a capacidade cognitiva de aprendizados.

“Eram outros tempos e tudo acontecia de forma natural, a pessoa se enfiava nos livros, tinha muita dedicação na disciplina dela e se disponibilizava a estudar. Hoje, tem sido muito comum essa difusão do uso de medicamentos para auxiliar a capacidade cognitiva. Na minha visão, as pessoas querem aprender mais e em menos tempo e acham que o medicamento pode auxiliar. O que posso dizer é que tenho visto pessoas com um desempenho brilhante sem precisar usar qualquer tipo de medicamento e outras que, embora recorrendo a medicamentos, não tem alcançado os seus resultados”, opina Dr. Vinicius.

Ainda, de acordo com o Defensor Público, para aqueles que não tem TDAH, existem formas naturais de organizar uma rotina de estudo, sem precisar recorrer ao uso de medicamento. Entre os pontos citados durante a entrevista, destaca-se: dormir bem, manter uma alimentação saudável e um ambiente adequado para os estudos.

O Dr. Vinicius usou como exemplo o fato de que muitas pessoas têm dificuldade de estudar em casa, devido a questões como barulho e ambiente conturbado. Há, ainda, pessoas que, mesmo sozinhas em casa, não conseguem se concentrar, por causa de distrações como televisão e celular. Nesses casos, as salas de estudo podem ser uma boa saída, onde outras pessoas estão focadas no mesmo objetivo.

Para entender mais sobre preparação para concurso público e o uso de medicamentos, confira a entrevista completa com o defensor público Dr. Vinicius Reis e a médica psiquiatra Dra. Angelica Cappellesso no canal de Youtube do O Panorama.

IMPI–Instituto de Medicina e Psicologia Integradas

RT: Dalton Garcia Leão CRM 4453

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O Panorama dos Influenciadores: Conheça a trajetória emocionante de Gabriel Henrique

Professor de dança há mais de 10 anos, hoje, o influencer utiliza das plataformas digitais para promover arte e entretenimento.

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Foto: Rayra Paiva/ O Panorama

A história do influenciador digital, Gabriel Henrique, é daquelas cheias de reviravoltas e desafios, que só com muita força de vontade puderam ser superados. Ainda cedo, rejeitado pelo pai por ser homossexual, o jovem aprendeu a lidar com as adversidades da vida, que por um bom período de tempo, não foram dos mais fáceis. Fã de carteirinha da cantora Joelma, o jovem que já sofreu bullying e precisou viver um tempo afastado da mãe e da irmã, leva a vida hoje com muita alegria e fazendo a diferença na vida de quem o conhece.

Em um bate-papo com Ray Milhomem, para o quadro “O Panorama dos Influenciadores”, gravado na varanda do Eliá Spa, no Shopping Pier 21, Gabriel Henrique contou sobre sua trajetória, seu trabalho na internet, seus projetos e também falou sobre sua história com a cantora e dançarina Joelma. 

Professor de dança há mais de 10 anos e indo contra o caminho que a maioria dos influenciadores percorrem, a carreira Gabriel começou de uma forma bem pensada e tem toda uma equipe por trás do projeto que desenvolve. O jovem sempre teve vontade de trabalhar no meio artístico, e até já se arriscava em produzir vídeos de dança para a internet, no entanto, tinha dificuldades para reconhecer o seu potencial. 

Foto: Rayra Paiva/ O Panorama

A oportunidade veio quando o jovem realizou uma live e o filho de uma ex-aluna, o atual empresário do influencer, ao enxergar muito potencial no rapaz, resolveu fazer uma proposta de agenciamento para que Gabriel se tornasse um influenciador digital. Apesar de ser um projeto recente, em apenas 6 meses só a página do jovem no Instagram já alcançou 34 mil seguidores. 

“É tudo bem recente, comecei de uma forma muito profissional com toda uma equipe por trás me auxiliando. Sempre sonhei em ser apresentador de TV, a dança entrou na minha vida como um hobby mas acabei gostando muito. Vi que a proposta era a oportunidade de realizar meu sonho, marcamos algumas reuniões para definir tudo em relação ao projeto e de cara ele já me pediu 5 coreografias para o canal no YouTube”, conta Gabriel sobre como tudo começou. 

Em paralelo a vida de influenciador, Gabriel segue atuando como professor de dança. Atualmente, o jovem atua com trabalho social de aulas online, no qual é cobrado apenas uma mensalidade simbólica de R$35. Tamanho sucesso do projeto, hoje o jovem conta com 20 instrutores, sendo uma dando aula diretamente dos Estados Unidos e 150 alunos já foram diretamente alcançados com as aulas. 

Foto: Rayra Paiva/ O Panorama

Entre os novos projetos para 2021, o jovem foi convidado para iniciar um novo projeto social em Santa Maria. Gabriel vai dar aulas de dança para alunos especiais, as atividades se iniciam no próximo dia 04 de agosto. Dentre outras novidades, o jovem adiantou que em breve vai estrear um programa na internet, um talk show. 

Em relação às dificuldades, o influenciador lembra que o processo não é rápido e muito menos fácil, por isso, a importância em persistir. Para lidar com haters e comentários negativos, Gabriel conta com o apoio de sua equipe, que sempre o motiva a escutar somente aquilo que realmente importa e a não desistir. 

“Minha equipe sempre me fala que vai ter todo tipo de comentário, bons e ruins, as pessoas vão criticar mas você vai se levantar, vai fazer outro trabalho melhor ainda e os invejosos que lutem. E é muito o que eu falo pra galera que me assiste, hoje em dia mais tem gente pra te destruir do que te levantar, então a gente não pode ligar”, conta o influenciador.  

Entre outros assuntos, o influenciador contou sobre sua história sendo fã da cantora Joelma, a qual já acompanha há mais de 18 anos. Tudo começou quando o jovem ainda estava na escola e sofria bullying por ser obeso e por ter uma voz muito fina para a sua idade. Gabriel conta que escutava muitas ofensas e ao invés de  chegar em casa e chorar ou ficar triste, colocava as músicas da cantora que na época, estava muito na moda.   

Foto: Rayra Paiva/ O Panorama

“Meu primo que me apresentou, ele escutava todos os dias, a gente era criança, eu ficava imaginando que mágica ela fazia quando trocava de roupa. A batida de bate cabelo num salto daquele tamanho eu falava “gente é surreal, meu deus” então começou a ser uma inspiração pra mim quando entrei pra dançar, tenho muita mania de bater cabelo em qualquer música, virou uma marca pra minha também”, compartilhou o jovem. 

Confira a entrevista completa de Gabriel Henrique no canal de Youtube do O Panorama para desvendar mais detalhes da vida e carreira da médica e influenciadora, clicando aqui.


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Beleza

O Panorama dos influenciadores: Elisa Andrade fala sobre carreira de criadora de conteúdo

Com conteúdos de beleza e lifestyle, a ruiva já conquistou 13 mil seguidores no Instagram.

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Foto: Rayra Paiva/ O Panorama

Com as muitas possibilidades que o Instagram oferece, atualmente muitos criadores de conteúdo concentram o seu trabalho exclusivamente na plataforma. É o caso da influenciadora Elisa Andrade, conhecida como “Ruivinha”. Em bate-papo com Kelson Miranda, no Alameda Shopping, a jovem contou sobre como começou e como faz para conciliar o mundo digital com os trabalhos offline. 

Tudo começou quando Elisa tinha entre 15/16 anos e gostava muito de acompanhar canais no YouTube com conteúdos de beleza e maquiagem. Não demorou muito para que a jovem pegasse gosto pela coisa, testando na prática o que aprendia nos vídeos que assistia. 

“Comecei a me maquiar e produzir conteúdo de beleza no YouTube. Um tempo depois acabei perdendo a minha conta e decidi recomeçar no Instagram que era uma plataforma nova e que estava mais em alta”, conta a influenciadora sobre como começou. 

Foto: Rayra Paiva/ O Panorama

Na nova plataforma, a jovem começou dando dicas de maquiagem e beleza, o que conquistou o público. Hoje, além dos conteúdos iniciais, no perfil “@ruivinh” é possível encontrar posts sobre fotografia, marketing digital e lifestyle no geral. Sobre como conciliar a rotina, a influencer conta que é muito organizada, afinal, são muitas tarefas e para dar conta de tudo, só com muita dedicação e organização mesmo. 

Já em relação aos obstáculos encontrados no caminho, a jovem contou que a principal dificuldade está relacionada a conseguir entregar um conteúdo de qualidade, tanto em termos de criatividade quanto em questões técnicas, afinal, a concorrência é muito grande. 

“Ser criador de conteúdo está na moda, então tem que ter um diferencial e saber se destacar na qualidade e na criatividade. Hoje já tenho alguns equipamentos, geralmente faço meus trabalhos com câmera, tem uma iluminação, tem uma luz diferente que dá um brilho diferente e a questão da criatividade sempre inovar”, conta Elisa. 

Foto: Rayra Paiva/ O Panorama

Entre outros assuntos, a jovem que também é fotógrafa, contou que sempre teve o apoio da família e do namorado, que sempre auxilia na captação dos conteúdos para que a entrega final seja sempre com a melhor qualidade possível. Por fim, a influenciadora  deixou uma dica para quem deseja seguir na mesma profissão. 

“Para se tornar um produtor de conteúdo a primeira coisa é persistência, pois você não vai crescer de uma hora para a outra. É uma construção e vão ter várias pessoas que vão te  influenciar a desistir. Tem que focar no que quer realmente quer e trazer para perto de você pessoas que vão te incentivar”, aconselha.

Para saber mais sobre a carreira de Elisa, confira  a entrevista completa no canal de Youtube do O Panorama clicando aqui.

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