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Mundo

ONU denuncia dez anos de crimes de guerra na Síria

Relatório é da Missão de Investigação das Nações Unidas para o país

Foto: Ali Hashisho

A Missão de Investigação das Nações Unidas (ONU) para a Síria apresentou hoje (18) relatório “sobre dez anos de crimes de guerra” no país, praticados por todas as facções, com a ajuda da “negligência internacional”. 

O relatório é o 33º documento da missão de investigação e vai ser apresentado formalmente ao Conselho de Direitos Humanos da ONU no dia 11 de março, pouco antes da data que marca os dez anos do conflito sírio.

O documento diz que a guerra obrigou metade da população do país a abandonar o local de residência e condena a extrema pobreza que atinge seis em cada dez cidadãos do país. 

“As crianças, mulheres e homens da Sírias pagaram o preço imposto por um regime autoritário que atuou violentamente para neutralizar a dissidência, enquanto o oportunismo de alguns atores estrangeiros, por meio do financiamento, de armas e outras `influências` avivou um fogo que o mundo se limitou a ver”, afirmou o presidente da missão, o brasileiro Paulo Pinheiro. 

O documento, de 31 páginas, mostra que desde março de 2011 a população civil sofreu abusos que em alguns casos constituem “crimes de guerra, contra a humanidade e outros delitos internacionais, incluindo o genocídio”. 

O relatório destaca que o regime de Bashar al Assad tirou partido da suposta luta contra o terrorismo para bombardear indiscriminadamente alvos civis, incluindo hospitais, instalações médicas, escolas e tendas de refugiados. Os ataques contra jornalistas “são um dos objetivos prioritários do regime de Al Assad”.

Segundo as Nações Unidas, os ataques contra civis também foram praticados por outras intervenções no conflito, como o grupo radical Estado Islâmico, as milícias curdas, a aliança islâmica Hayat Tharir al Sham (a antiga Frente al Nusra) ou a coligação apoiada pelos Estados Unidos.

Outros crimes que se encontram documentados pela ONU incluem saques, ataques contra o patrimônio cultural (especialmente por parte do Estado Islâmico, “mas não exclusivamente”), cercos a cidades ou bloqueios à ajuda humanitária.

Dos 22 milhões de pessoas que habitavam a Síria antes da guerra, mais de 11,5 milhões encontram-se deslocados e 5 milhões encontram-se refugiados em outros países, principalmente na Turquia, Jordânia, Líbano e Egito. 

 O relatório termina com um novo pedido de cessar-fogo permanente, sob a supervisão do Conselho de Segurança das Nações Unidas, assim como defende processos judiciais sobre crimes cometidos no país em guerra.

*Com informações da RTP – Rádio e Televisão de Portugal 

Por: Agência Brasil

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Mundo

Helicóptero Ingenuity, da Nasa, faz voo teste com êxito em Marte

Manobra era esperada com grande expectativa

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Foto: NASA/JPL-Caltech

O pequeno helicóptero espacial Ingenuity, da agência espacial norte-americana, a Nasa, subiu aos céus de Marte às 11h50 (horário de Lisboa). A manobra era esperada com grande expectativa pelos controladores da missão, devido à fina atmosfera marciana.

Os primeiros dados recebidos informavam que tudo ocorreu como previsto e pouco depois chegou a confirmação de que o teste foi executado com perfeição.

As imagens transmitidas pela Nasa mostram a equipe comemorando, depois de terem recebido as primeiras informações e um pequeno vídeo, registrado pelo rover Preserverance, revelando o pequeno voo do Ingenuity.

De acordo como a equipe da Nasa, o helicóptero fez um curto voo vertical e subiu a uma velocidade de 28 metros.

Uma entrevista coletiva dos controladores da missão está prevista para as 15h, quando eles darão mais detalhes sobre o voo teste.

* Com informações da RTP – Rádio e Televisão de Portugal

Por: Agência Brasil

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Mundo

OMS: taxa de infeção por covid-19 está próxima do valor mais alto

Situação na Índia é uma das mais preocupantes

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Foto: Denis Balibouse/Direitos Reservados

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, disse hoje (16) que o número de novos casos de covid-19 por semana, em nível mundial, quase duplicou nos últimos dois meses e está próximo do valor mais elevado registrado até agora. A situação na Índia é uma das mais preocupantes atualmente, pois o país registrou, no último mês, o maior número de casos da doença no mundo. 

“Os casos de infeção e as mortes continuam a aumentar a uma velocidade preocupante”, alertou Tedros Adhanom Ghebreyesus, em entrevista coletiva nesta sexta-feira.

No último relatório, divulgado no dia 13 de abril, a OMS informou que o número de casos de covid-19 no mundo aumentou pela sétima semana consecutiva, com mais de 4,5 milhões de novos registros na última semana. O número de óbitos também aumentou pela quarta semana consecutiva, alta de 7% em relação à semana anterior, com mais de 76 mil mortes notificadas.

Os maiores aumentos de novos casos ocorreram na Índia (873.296 novos casos, alta de 70%), Estados Unidos (468.395, aumento de 5%), no Brasil (com 463.092 novos casos, redução de 8%), na Turquia (353.281, avanço de 33%) e na França (265.444, alta de 9%).

Toda semana surgem, em território europeu, mais de 1,6 milhão de novos infectados, apesar das restrições impostas pelos vários países e da campanha de vacinação em curso.

Índia 

A situação na Índia é uma das mais preocupantes atualmente, já que o país teve o maior número de casos de covid-19 no mundo no último mês. A Índia voltou a registrar, nesta sexta-feira, um recorde de novas infecções por covid-19, impulsionado pelas aglomerações em eventos religiosos e comícios eleitorais.

O país notificou 217.353 novos casos hoje, o que marca o oitavo dia consecutivo de aumento diário recorde. A Índia é o segundo país, em nível mundial, com o maior número de casos, cerca de 14,3 milhões. Registra ainda um total de 174.308 mortes desde o início da pandemia.

Enquanto luta contra uma segunda onda da pandemia de covid-19, com novas restrições impostas em Mumbai, Nova Delhi e outras cidades, aumentam os apelos para que as autoridades acelerem o programa de vacinação, já que os hospitais estão superlotados

Até agora, a Índia já administrou 115 milhões de doses de vacinas, o terceiro maior número no mundo, depois dos Estados Unidos e da China. No entanto, esse número de doses administradas cobre apenas uma pequena fração dos seus 1,35 bilhão de habitantes. A desaceleração na vacinação justifica-se pela falta de vacinas no país, que até agora foi um grande exportador.

Por: Agência Brasil

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Especialista da defesa diz que George Floyd morreu de doença cardíaca

Legista aposentado afirma que inalação de fumaça pode ter contribuído

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Foto: Reprodução/Internet

Um especialista médico que depôs para a defesa do ex-policial Derek Chauvin, da cidade norte-americana de Mineápolis, disse ao júri nesta quarta-feira (14) que acredita que a morte de George Floyd durante uma prisão foi resultado de uma doença cardíaca que fez seu coração bater de forma errática, o que se conhece como arritmia cardíaca súbita.

O doutor David Fowler, que foi o principal legista de Maryland até se aposentar em 2019, disse que a fumaça do escapamento do carro de polícia perto do qual Chauvin pressionou Floyd no chão também pode ter influenciado a morte de Floyd em maio de 2020.

Fowler pareceu contestar ao menos parte das conclusões do doutor Andrew Baker, o principal legista do condado de Hennepin, que declarou a morte de Floyd um homicídio causado por Chauvin e outros policiais que contiveram Floyd de uma maneira que privou seu corpo de oxigênio.

Fowler disse crer que a forma da morte poderia ser considerada um homicídio sob certa ótica e um acidente sob outras, e que por isso a teria declarado “imprecisa.”

Chauvin, que é branco, declarou-se inocente das acusações de assassinato e homicídio culposo. Ele foi visto ajoelhado sobre o pescoço de Floyd – um homem negro que estava algemado – durante nove minutos em um vídeo gravado por um observador, o que causou protestos globais contra a brutalidade policial.

Fowler disse que a arritmia cardíaca de Floyd foi resultado de uma “doença cardíaca aterosclerótica e hipertensa”, termos médicos que descrevem o estreitamento dos vasos sanguíneos e problemas cardíacos causados pela pressão alta.

Por: Agência Brasil

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