conecte-se conosco

Segurança

PF deflagra Operação Pneu de Ferro para combater tráfico internacional de armas

Na ação de hoje, policiais federais cumprem sete mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão temporária, expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro/RJ, nas cidades de São Paulo/SP e Rio de Janeiro.

Rio de Janeiro/RJ – A Polícia Federal deflagrou, nesta manhã (01/06), a Operação Pneu de Ferro* para desarticular organização criminosa responsável pelo tráfico internacional e interestadual de armas de fogo, munições e acessórios, associação para o tráfico de drogas, lavagem de capitais e evasão de divisas. 

Na ação de hoje, policiais federais cumprem sete mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão temporária, expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro/RJ, nas cidades de São Paulo/SP e Rio de Janeiro. 

As investigações tiveram início em 2019, a partir de apreensões de carregadores de fuzis e acessórios de arma de fogo realizadas no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão). 

Os policiais identificaram que os materiais apreendidos eram enviados pela organização criminosa investigada, via postal, das cidades de Kissimmee, Orlando e Tucson, nos Estados Unidos (EUA), e tinham como destino abastecer facções criminosas de atuação nacional. 

A PF contou com o apoio da Receita Federal e com a Agência de Investigações de Segurança Interna dos EUA (ICE Homeland Security Investigations), através de seus adidos na Embaixada dos EUA, em Brasília, e nas cidades de Tucson e Miami, nos EUA. 

A cooperação policial internacional entre o Brasil e os EUA foi fundamental para a obtenção de informações das atividades ilícitas perpetradas pela organização criminosa. 

A partir de informações repassadas pela PF às autoridades norte-americanas, deu-se início à investigação também naquele país, o que resultou em diversas apreensões ilícitas e na deflagração naquele país da Operação Iron Tire (Pneu de Ferro), também na data de hoje. 

* A Operação foi batizada como Pneu de Ferro em razão de uma apreensão de 21 carregadores de fuzis AK 47, calibre 7.62, e um de pistola, escondidos dentro de um pneu no Aeroporto do Galeão em março de 2019.  

Por: Comunicação Social da PF no Rio de Janeiro

Clique para comentar

Faça seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

PF faz extradição de argentinos acusados de feminicídio

Acusados foram presos no Brasil por ordem de captura da Interpol

Publicado

on

Foto: Divulgação/Tânia Rêgo

Dois argentinos acusados de violência doméstica e feminicídio no país vizinho foram entregues hoje (8) pela Polícia Federal (PF) às autoridades argentinas na Ponte Tancredo Neves, fronteira com a cidade de Puerto Iguazú. Os dois custodiados foram levados do Aeroporto Internacional Tom Jobim-RioGaleão até a cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, no complemento da Operação Castellano, deflagrada ontem pela PF, na cidade do Rio de Janeiro, para realizar a extradição dos argentinos.

Os presos passaram a noite na delegacia de Polícia Federal em Foz do Iguaçu e permaneceram lá até serem entregues nesta terça-feira às autoridades argentinas. De acordo com a PF, os extraditados foram presos no Brasil, em 2019 e em 2021, em cumprimento “de ordem de captura internacional da Interpol (Difusão Vermelha), e tiveram suas extradições para a Argentina deferidas pelo Supremo Tribunal Federal, no mês de maio deste ano”.

A PF informou que, por causa da pandemia da covid-19, a logística da extradição passiva dos estrangeiros está sendo atípica, uma vez que o Brasil, em cooperação policial direta, está executando a escolta internacional dos foragidos até a fronteira com o país vizinho.

“Todo o procedimento foi acompanhado pelo Consulado Geral da Argentina no Rio de Janeiro, representado pelo cônsul geral, Claudio Gutierrez, que, desde a prisão dos extraditados, prestou assistência consular aos seus nacionais”, completou a PF, em nota.

Por: Agência Brasil

Continue lendo

Brasil

MPF denuncia ex-agente do Deops/SP que torturou e matou opositor da ditadura em 1971

“Carlinhos Metralha” integrava equipe que assassinou Devanir José de Carvalho, do Movimento Revolucionário Tiradentes

Publicado

on

Deops/SP foi um dos principais centros de tortura na ditadura (Foto: Arquivo Público do Estado de São Paulo)

O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu uma nova denúncia contra o delegado Carlos Alberto Augusto, o “Carlinhos Metralha”, por crimes cometidos na ditadura. Então integrante da equipe do delegado Sérgio Paranhos Fleury no Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (Deops/SP), Augusto participou das intensas sessões de tortura que levaram à morte o militante de esquerda Devanir José de Carvalho em abril de 1971. Segundo a versão oficial dos órgãos de repressão, Devanir foi morto após confronto com policiais, mas documentos e testemunhas atestam que ele foi levado com vida ao Deops, onde passou por agressões durante três dias.

Um dos fundadores do Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT), o militante havia participado do sequestro do cônsul japonês Nobuo Okushi em março do ano anterior e, desde então, era um dos alvos prioritários da equipe de Fleury. Devanir foi vítima de uma emboscada no dia 5 de abril de 1971, quando recebeu uma rajada de metralhadora nas pernas ao chegar a uma casa que integrantes do MRT utilizavam para se encontrar clandestinamente na Barra Funda, zona oeste de São Paulo. Policiais tinham informações sobre a reunião e já o aguardavam no imóvel para capturá-lo.

Encaminhado ao Deops, Devanir não passou nenhuma informação que pudesse colocar em risco outros integrantes do MRT, apesar da tortura contínua a que foi submetido. Diante da resistência, os agentes decidiram matá-lo após três dias de intenso suplício, em 7 de abril, para que o militante não se tornasse um “novo Bacuri”. Eles se referiam ao codinome de Eduardo Collen Leite, guerrilheiro que também participara do sequestro do diplomata japonês e suportara 109 dias de tortura na unidade sem passar nenhum dado sobre outros opositores à ditadura. As agressões levaram Bacuri à morte em dezembro de 1970.

O laudo necroscópico de Devanir procurou sustentar a versão oficial de que ele havia morrido em virtude de um suposto confronto com os policiais no momento de sua captura, no dia 5. O documento, porém, não apresenta a trajetória das balas que teriam causado o óbito e omite marcas evidentes da tortura. Uma foto anexada ao inquérito policial sobre o caso revela diversos hematomas no corpo da vítima, mas a imagem não foi incluída no relatório do Instituto Médico Legal. O laudo só foi concluído em 15 de abril, mais de uma semana após a morte de Devanir.

Registros dos próprios órgãos de repressão desmentem a versão oficial. Documentos do Centro de Informações do Exército (CIE), por exemplo, apontam que Devanir morreu no dia 7. Testemunhas, entre elas ex-presos políticos e carcereiros do Deops à época, também indicam que o militante foi mantido sob tortura na unidade durante os dias em que lá esteve. O corpo de Devanir foi enterrado em uma vala comum no cemitério da Vila Formosa, zona leste de São Paulo. A família nunca recuperou os restos mortais.

O MPF quer que Carlos Alberto Augusto seja condenado por homicídio qualificado, com agravantes como o motivo torpe do assassinato (perseguição política), o emprego de tortura, o abuso de autoridade e a adoção de métodos que impossibilitaram a defesa da vítima. Ao final do processo, o Ministério Público pede também o cancelamento de aposentadoria e outros eventuais proventos do ex-agente, bem como de condecorações que ele tenha recebido pelos serviços prestados durante a ditadura.

Augusto figura em outras denúncias do MPF por crimes cometidos no regime militar. Em uma delas, o delegado é acusado de participar do sequestro do ex-fuzileiro naval Edgar de Aquino Duarte, também em 1971. O caso levou à instauração de uma ação penal que, após o cumprimento de todas as fases processuais em primeira instância, está conclusa para julgamento. Caso a Justiça Federal conceda sentença favorável aos pedidos do MPF, esta será a primeira condenação de um ex-agente da repressão por crimes políticos da ditadura.

Além de Fleury, outras pessoas já falecidas também participaram da morte de Devanir em conjunto com Augusto. Entre elas, o ex-delegado do Deops Alcides Cintra Bueno e os médicos legistas João Pagenotto e Abeylard de Queiroz Orsini, autores do laudo necroscópico da vítima. Orsini foi um assíduo colaborador dos órgãos de repressão, forjando pelo menos 17 relatórios para endossar versões oficiais a respeito da morte de militantes políticos. Os documentos eram elaborados a partir das requisições policiais, que chegavam ao IML com a insígnia “T” para identificar que as vítimas seriam “terroristas”, com sinais de tortura que deveriam ser omitidos na perícia.

O MPF destaca que a morte de Devanir ocorreu em um contexto de ataque sistemático e generalizado do Estado brasileiro contra a população civil e, por isso, constitui um crime contra a humanidade, para o qual não cabe anistia nem prescrição. O autor da nova denúncia contra Carlos Alberto Augusto é o procurador da República Andrey Borges de Mendonça. O número processual é 5003562-56.2021.4.03.6181. A tramitação pode ser consultada aqui.

Por: Ministério Público Federal/MPF

Continue lendo

Brasil

PF combate grupo criminoso envolvido com o tráfico de drogas no Aeroporto de São Paulo

Operação Área Restrita II: PF desarticula grupo criminoso composto por funcionários de empresas atuantes no Aeroporto de São Paulo.

Publicado

on

Foto:Divulgação/Polícia Federal

São Paulo/SP – Nesta manhã (18/5), a Polícia Federal deflagrou a Operação Área Restrita II, visando o combate ao tráfico internacional de drogas. Foram cumpridos 90 mandados judiciais, sendo 53 buscas e apreensões, 22 mandados de prisão temporária e 12 mandados de prisão preventiva, e 3 de restrição de acesso ao aeroporto, contra uma organização criminosa composta por funcionários de empresas  que atuavam no Aeroporto Internacional de Guarulhos, SP, desde, pelo menos, novembro de 2019.

Ao longo das investigações foram apreendidas mais de 1,5 toneladas de cocaína, cujos destinos eram cidades como Lisboa, Porto, Amsterdã, Johanesburgo.

Embora essa investigação apure fatos que datam de novembro de 2019, tal modalidade de tráfico vem ocorrendo há muito mais tempo no Aeroporto de Guarulhos, sendo essa a 5ª e maior operação da espécie realizada pela Polícia Federal. 

Os investigados responderão pelos crimes de tráfico internacional de drogas e associação ao tráfico internacional de drogas.

Por: Polícia Federal

Continue lendo

Popular