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Basquete

Rio de Janeiro sediará Jogo das Estrelas após restrições em São Paulo

Paralisação de esportes coletivos no estado altera cronograma do NBB

Foto: Washington Alves/COB

A Liga Nacional de Basquete (LNB) alterou o cronograma de 13 partidas do Novo Basquete Brasil (NBB) que estavam agendadas para a cidade de São Paulo entre as próximas segunda-feira (15) e quinta-feira (18). A entidade também transferiu a sede da edição 2021 do Jogo das Estrelas, que seria no ginásio Henrique Villaboim, na capital paulista, para o ginásio do Maracanãzinho, na cidade do Rio de Janeiro. O evento está marcado para sexta-feira (19) e sábado (20) da próxima semana.

As decisões foram divulgadas nesta sexta-feira (12) após reunião do Conselho de Administração da LNB. Ontem (11), o Governo de São Paulo anunciou a suspensão completa de atividades esportivas coletivas no território paulista por 15 dias, a partir de segunda, para conter a disseminação do novo coronavírus (covid-19), em meio à alta de casos e de internações. Segundo dados do Centro de Contingência do Coronavírus, a taxa de ocupação das unidades de terapia intensiva (UTIs) no estado está em 87,6%, com uma média de 150 novas admissões por dia.

Conforme a liga, que se manifestou por nota, o jogo entre Brasília e Sesi Franca, que seria disputado na segunda, foi antecipado para domingo (14), no ginásio do Morumbi, em São Paulo. Outras cinco partidas, que envolvem times que terão compromissos daqui a duas semanas pela Champions League das Américas (equivalente à Libertadores no basquete), tiveram as datas mantidas, mas foram transferidas do Morumbi para o Rio (confira abaixo). Os horários e locais ainda serão confirmados. Os demais sete duelos foram adiados e serão realocados entre o fim de março e o início de abril.

“As mudanças não alteram o final da fase regular da temporada 2020/2021, que se encerra no dia 6 de abril”, afirma a nota da LNB.

O Jogo das Estrelas, por sua vez, está de volta ao Maracanãzinho após 12 anos. O evento será realizado em parceria com a Associação dos Atletas Profissionais de Basquete (AAPB), com uma ação social, envolvendo jogadores e clubes, em prol de vítimas da covid-19. A edição 2021 terá os torneios individuais de habilidades, cestas de três pontos e enterradas, e quatro “mini-jogos”, com dez minutos cada, em formato mata-mata (semifinais, disputa de terceiro lugar e final), envolvendo quatro equipes: Time Shamell (estrangeiros do NBB), Time Georginho (revelações da temporada), Time Brabo e Time Marquinhos (ambos com outros destaques brasileiros da competição).

Jogos transferidos para o Rio de Janeiro

15/03 (segunda-feira): Unifacisa x São Paulo

16/03 (terça-feira): Mogi das Cruzes x Flamengo

16/03 (terça-feira): Minas Tênis Clube x Corinthians

17/03 (quarta-feira): Sesi Franca x Unifacisa

18/03 (quinta-feira): Flamengo x Corinthians

Por: Agência Brasil

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Basquete

Marquinhos: “Não estou velho. Mas Brasil precisa de renovação”

Ala do Flamengo, de 36 anos, busca última Olimpíada pela seleção

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Foto: Divulgação/FIBA

O ginásio do Tijuca Tênis Clube, no Rio de Janeiro, recebe nesta sexta (19) e sábado (20) o Fim de Semana das Estrelas do NBB, evento que reúne os principais nomes da liga. Um deles é Marquinhos, ala do Flamengo, três vezes vencedor do prêmio de jogador mais valioso (MVP) do campeonato mais importante do basquete nacional, que ele venceu em cinco oportunidades. Nesta semana, Marquinhos conversou com o programa Stadium, da TV Brasil. Na entrevista, o jogador falou sobre diversos temas, inclusive o futuro da seleção brasileira. Para ele, a necessidade de renovação bate à porta.

Marquinhos teve o novo coronavírus (covid-19) no fim de 2020, mas defendeu os protocolos adotados pela LNB, liga que administra o NBB, que tem concentrado as partidas em um número restrito de sedes. Também falou sobre as expectativas com o Flamengo, atual líder da competição, além de estar invicto na Champions League Américas, o torneio continental da América do Sul. O jogador ainda tem planos de defender a seleção brasileira, pelo menos até a possível disputa dos Jogos de Tóquio. Para isso, o Brasil precisa vencer o Pré-Olímpico que acontece entre o fim de junho e o começo de julho em Split (Croácia).

No presente, ele pretende sair vencedor no Jogo das Estrelas, no próximo sábado (20). O evento terá um formato diferente: serão quatro equipes, cada uma com um capitão. Marquinhos é o líder de uma delas, formada apenas por atletas brasileiros. Alex, do Bauru, é o capitão de outro time, também apenas com jogadores conterrâneos. O americano Shamell, do São Paulo, é o capitão do Time Mundo, enquanto seu companheiro de equipe Georginho lidera a equipe Novas Estrelas, apenas com jovens de menos de 25 anos de idade. Os dois primeiros combinados se enfrentam no primeiro quarto da partida. No segundo quarto, se enfrentam os dois seguintes. Os perdedores disputam o terceiro lugar no terceiro quarto e os vencedores entram em quadra para o quarto final, valendo a vitória e a chance de destinar 70% dos valores arrecadados para uma instituição escolhida pelo capitão do time campeão. As instituições são: Creche Maria Ribeiro, em Bauru (SP), do Time Brabo (Alex), Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, no Rio de Janeiro (RJ), do Time Marquinhos, Hospital Infantil Darcy Vargas, em São Paulo (SP), do Time Shamell, e Hospital Santa Marcelina, em São Paulo (SP), do Time Georginho.

Marquinhos, flamengo, basquete

Marquinhos participará do Fim de Semana das Estrelas do NBB – João Pires/LNB/Direitos Reservados.

Stadium: Qual a importância de haver essa contribuição humanitária no Jogo das Estrelas?
Marquinhos: Estou feliz de participar do evento e, através dele, poder ajudar outras pessoas necessitadas, que é o nosso objetivo. É um jogo com caráter bem legal de poder contribuir para ajudar essas pessoas que estão hospitalizadas e não têm recursos. Durante o jogo, vamos tentar fazer uma grande partida para quem estiver assistindo e assim poder levar um pouco de felicidade nesse momento tão difícil.

Stadium: Você acredita que o novo formato dará mais emoção à partida principal?
Marquinhos: Assim ficou mais competitivo do que nos anos anteriores. Claro que, antes, podíamos dar mais show, com muitas bolas de três. Por outro lado, agora teremos a possibilidade de, mesmo jogando no máximo dois quartos, termos um objetivo. Pensamos em vencer a partida para poder ter a chance de disputar o último quarto e, assim, levar a vitória para a instituição que estamos representando. Assim, dá para manter a competitividade que estamos acostumados a ver no basquete.

Stadium: Como tem visto a temporada 2020/2021, tanto do clube quanto na sua performance individual?
Marquinhos: Acredito que estamos conseguindo administrar bem no NBB. Faltaram alguns jogadores em algumas partidas, ou por lesão, ou por covid, como foi meu caso. Tive uma primeira parte do campeonato muito abaixo do que podia render, mas, a partir do momento que começou o segundo turno e ganhamos o Super 8, cresci de produção. Desde então, venho fazendo uma segunda parte muito boa, liderando o time, colocando os companheiros em condições de converter arremessos. Defensivamente, melhorei bastante também. Vejo o Flamengo num momento muito bom.

Stadium: Aos 36 anos, vencedor de vários títulos e também premiações individuais na carreira, como você trabalha para se motivar?
Marquinhos: Quando isso não estiver mais motivando e não houver mais aquela vontade de levantar todo dia querendo treinar e melhorar, o atleta tem que buscar outro caminho. Parar, fazer outra coisa na vida. No meu caso, a motivação é diária. Temos um time competitivo e isso me motiva. Ainda não tenho um dos troféus que estamos disputando, o da Champions League, então venho treinando forte para levantar esse caneco. Sei a sensação que dá quando conseguimos ganhar um campeonato como esse e assim disputar o Mundial Interclubes.

Stadium: Essa motivação também inclui planos com a seleção?
Marquinhos: Sim, inclusive essa semana tive um bate-papo legal com o [Aleksandar] Petrovic [técnico croata da seleção brasileira masculina de basquete]. Ele perguntou qual seria meu interesse. Disse que sempre vou deixar as portas da seleção abertas. É claro que, como já estou numa idade um pouco avançada para a seleção brasileira, acho que tem que ter uma renovação. Petrovic me disse que conta comigo ainda, e que posso ajudar bastante. Não sei qual seria a minha função. Titular, vindo do banco, capitão, mas minha ideia é ajudar o time. O Brasil precisa vencer esse Pré-Olímpico para poder se classificar para a Olimpíada de Tóquio. Se conseguirmos, terei a oportunidade de jogar, talvez, a minha última Olimpíada.

Stadium: Você falou em idade avançada. Consegue se ver fazendo isso por quanto tempo ainda?
Marquinhos: Acho que o nível mundial é muito forte. Há grandes jogadores. Nesse sentido, precisa haver uma renovação. Por isso que falo que pode ser minha última Olimpíada, porque o Brasil precisa de novos jogadores. Georginho, Lucas Mariano, Lucas Dias. Precisa disso para estar sempre crescendo. Não me sinto muito velho, mas acho que, quando o assunto é essa lacuna seleção, cada um tem seu limite. Desejo passar mais tempo com minha família. Muita gente não sabe, mas o período de servir à seleção costuma bater com as férias do clube. Então, se você vai defender o Brasil você não tem férias do clube. Venho de inúmeras temporadas deixando de viajar com as minhas filhas, ter um tempo com a minha esposa, sabe? Está na hora de chegar e pensar um pouco menos nesse lado seleção e mais no lado Marquinhos, e essa renovação vai ser natural. Se falarem, ah, ele está velho. Não, não estou velho. Só me sinto na posição de deixar esse espaço aberto para outros jogadores.

Stadium: Após contrair covid-19, como você avalia as medidas tomadas para a realização da temporada do NBB, com jogos nas chamadas bolhas?
Marquinhos: Essa é uma questão muito particular e que envolve muito debate. Debato aqui em casa com minha esposa, no clube com meus amigos. No basquete nacional, muitos jogadores sustentam famílias inteiras. Acho que, dentro dessa realidade, o NBB fez um sistema o mais seguro possível. Alguns contraíram o vírus, como foi meu caso e de outros. Mas me sinto seguro sim. Na maioria das vezes, vamos para um hotel, ficamos lá e não saímos para nada. É do hotel para o jogo e do jogo para o hotel. No máximo, tem o retorno para casa. Voltamos muitas vezes em viagens de ônibus, e poucas vezes de avião. Então, considerando tudo que pode ser feito, podemos nos sentir seguros para continuar na nossa profissão.

Por: Agência Brasil

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Basquete

Blackstar/Unisociesc vence Vila Nova/AEGB pelo Brasileiro de basquete

No Ginásio Oscar Zelaya, no RJ, duelo foi decidido na prorrogação

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Foto: Washington Alves/COB

Nesta segunda-feira (8), o Blackstar/Unisociesc, de Joinville (SC), venceu o Vila Nova AEGB, de Goiânia, por 76 a 70, pelo returno do Campeonato Brasileiro de basquete adulto masculino, em partida válida pela Conferência Gerson Victalino. O duelo aconteceu no Ginásio Oscar Zelaya, no Rio de Janeiro, sede do Botafogo, e só foi decidido na prorrogação.

O destaque da partida foi Mauro Junior com 18 pontos, 11 rebotes e três assistências. Do lado do Vila Nova AEGB, o destaque foi Pezão com 21 pontos, 11 rebotes e duas assistências. A partida foi transmitida ao vivo pela TV Brasil.

“Estávamos muito ansiosos. Fazia bastante tempo que não jogávamos, mas dentro do padrão que o nosso coach pediu a gente conseguiu desenvolver bem o jogo. Agora que passou a ansiedade do primeiro jogo é só melhorar daqui pra frente”, disse o atleta Mauro Junior à assessoria da Confederação Brasileira de Basquete.

Nesta terça-feira (9), o Blackstar/Unisociesc encara o Basket Osasco às 14h e a TV Brasil transmite ao vivo, às 16h30, a partida entre Vila Nova AEGB e Anápolis Vultures. Ambos os jogos no Rio de Janeiro, no Ginásio Oscar Zelaya.

Por: Agência Brasil

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Basquete

Blackstar e Vila Nova miram reabilitação no Brasileiro de Basquete

Duelo no Rio de Janeiro, às 16h30, será transmitido pela TV Brasil

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Foto: Washington Alves/COB

Após um primeiro turno discreto no Campeonato Brasileiro Masculino de Basquete, Blackstar/Unisociesc e Vila Nova/AEGB se enfrentam nesta segunda-feira (8), às 16h30 (horário de Brasília), na primeira rodada do segundo turno. A partida será no ginásio Oscar Zelaya, do Botafogo, na sede General Severiano, zona sul do Rio de Janeiro, e terá transmissão ao vivo da TV Brasil.

As duas equipes fazem parte da Conferência Gerson Victalino, que também reúne Botafogo, Osasco, Flamengo/Blumenau e Anápolis/Vultures. O Blackstar, de Joinville (SC), terminou a primeira metade do Brasileiro em quinto lugar, com uma vitória (sobre o próprio Vila Nova, por 101 a 52) e quatro derrotas. O Tigre de Goiânia perdeu os cinco duelos que disputou.

Na primeira fase, são duas conferências (Gerson Victalino e Hélio Rubens), com cinco times em cada. Os dois primeiros dos grupos seguem direto às quartas de final do Brasileiro. Os demais disputam um playoff para definir mais quatro classificados. Para conseguirem encerrar a chave nas duas primeiras colocações, Blackstar e Vila Nova precisam de um aproveitamento perfeito nos cinco jogos do returno e contarem com tropeços dos líderes Botafogo e Osasco.

No Blackstar, o destaque é Mauro Júnior, um dos dez jogadores com maior média de rebotes por jogo (9,2). O ala/pivô, inclusive, foi o destaque na vitória sobre o próprio Vila no primeiro turno, com 17 pontos, nove rebotes e duas assistências. Além dele, o ala-armador Eduardo Crespo aparece no top-10 de média de assistências (quatro por partida) e o ala Michel Lourencini encabeça a estatística de roubos de bola (3,4 por duelo, em média).

No lado goiano, o ala Guilherme Bento (ex-Bauru, Corinthians, Pinheiros e Brasília) é o protagonista, aparecendo entre os dez principais assistentes (média de 3,8 por partida) e ladrões de bola (2,6 por jogo) do campeonato. O armador Guilherme Santos, por sua vez, é top-10 entre os maiores cestinhas do Brasileiro, com 63 pontos anotados ao longo do primeiro turno.

Os jogos do segundo turno da Conferência Gerson Victalino serão disputados até sábado (13) no ginásio Oscar Zelaya. Para evitar a disseminação do novo coronavírus (covid-19), a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) realiza a competição com sedes fixas, sem público nas arquibancadas e exigi que os atletas e as comissões técnicas façam o teste PCR e apresentem resultado negativo para a covid-19.

Antes de Blackstar e Vila Nova irem para quadra, Flamengo/Blumenau e Osasco abrem o segundo turno do grupo às 13h30. Às 19h30, por sua vez, o Botafogo pega o Anápolis Vultures.

Na Conferência Hélio Rubens, estão os paranaenses ADRM/Maringá, APVE/Londrina e Ponta Grossa; os catarinenses Brusque e Joinville e o gaúcho União Corinthians.

Por: Agência Brasil

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