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Relação amorosa: vazio emocional e aplicativos de relacionamento

Neste conteúdo institucional do IMPI eu gostaria de brevemente refletir sobre o tema mais central de nossas experiências e que constitui, o chão, o solo firme e estável de nossa saúde mental e emocional – O AMOR.

Foto: Freepik

Somos dependentes dos cuidados amorosos dos nossos pais desde o nosso nascimento, e nossa personalidade só pode se desenvolver e se tornar integrada, coesa e saudável se receber atenção amorosa em seu processo de desenvolvimento. 

O próprio senso de identidade de cada um ganha unidade e consistência apenas, através do amor. Ao longo do nosso processo de amadurecimento humano levamos nossa necessidade de sermos amados para todos os nossos relacionamentos. Precisamos de aceitação, de validação para nos sentirmos estáveis em nossa autoestima. Assim como o ser humano necessita do olhar amoroso do outro para se equilibrar e extrair sentido de suas experiências emocionais, vivemos instintivamente ligados no curso de nossas vidas a essa necessidade central. Se nos sentimos amados em nossas experiências, nossa autoestima estará equilibrada, caso contrário, experimentamos angústia.

E aqui é importante destacar o que eu chamo de “tripé da angústia”, que se baseia em três temas ou motivos fundamentais: o motivo do desamparo e abandono; o motivo da rejeição e finalmente, o motivo do fracasso. Todos esses temas se interpenetram uns nos outros, pois em nossa vida emocional relacionamos a angústia do abandono e da rejeição ao tema do fracasso. Sentimos medo significativo de fracassarmos porque, caso isso ocorra, podemos ser rejeitados e abandonados, o que leva a um profundo desequilíbrio em nossa autoestima. Podemos dizer que todos os quadros psicopatológicos nascem ou se desenvolvem desse “tripé da angústia”.

Entretanto, em nossa atual cultura, não podemos deixar de observar a presença da angústia se manifestando e se proliferando em escalas cada vez mais amplas e gerais. Um dos mais importantes e influentes autores da Saúde Mental do último século, Viktor Frankl, fundador da Logoterapia e falecido em 1997, salientou ao longo de sua rica obra, que a neurose contemporânea pode ser designada pelo termo “noogênica” que significa uma neurose não mais de repressão, como era mais comum no início do século 20 e bem explorada pela Psicanálise. A neurose do nosso tempo atual é uma neurose de “vazio existencial/emocional” que leva às pessoas a todo tipo de desajuste, compulsões e sofrimento. Esta neurose está diretamente relacionada ao fatídico sinal de que falta dois elementos importantíssimos na experiência do amor: o compromisso e a responsabilidade para com o ser que intencionamos amar.

Zygmund Baumam, grande filósofo falecido recentemente, cunhou o termo próprio de nossa época caracterizada por “amores líquidos”, ou seja, relacionamentos pautados pelo desvalor desde o início, exclusivamente utilitaristas e descartando o contato com o outro com uma facilidade líquida, que realmente liquida toda a possibilidade de se desenvolver uma história ou experiência do amor, levando os indivíduos a se sentirem cada vez mais descartados, fragilizados, machucados, abusados e negligenciados,fomentando assim profundas rachaduras na autoestima pessoal.

E é neste contexto em que o amor vem sendo desvalorizado que as pessoas adoecem desenvolvendo todo tipo de transtorno de humor. Há certamente nessa cultura, gatilhos que reforçam esse sofrimento. E aqui cito apenas um, que venho observando na clínica cotidiana –  osreforços para os desajustes e frustrações emocionais advindos dos aplicativos de relacionamento em que as pessoas se buscam, mas partindo sempre de uma lógica de descompromisso.

Há uma coisa a se destacar relativa a esse contexto: em primeiro lugar, um encontro afetivo entre duas pessoas jamais poderá ser programado. Ele é um acontecimento vivo e mágico que transcende nossas idealizações e expectativas. Conhecer e se encantar por uma pessoa, e decidir amá-la em um relacionamento significativo leva o ser humano à experiência da saúde. E há etapas nesse processo: conhece-se no namoro, planeja-se no noivado e consuma-se no casamento, sendo o compromisso o valor que costura e dá coesão a toda essa experiência. São duas pessoas se encontrando, levando em conta, acima de tudo sua dimensão pessoal. Qualquer pessoa não é uma coisa ou objeto que possa ser consumido e logo depois descartado. A experiência da intimidade sexual nasce do conhecimento que aos poucos se desenvolve e se pronuncia. Mas o que ocorre é o contrário, sendo o sexo o início e o termo de qualquer encontro. Há consumo sexual sem experiência de conhecimento íntimo e pessoal levando as pessoas a se sentirem cada vez mais degradadas nesse processo.

A experiência do amor não está reduzida ao prazer, mas o prazer no amor é apenas um dos seus aspectos colaterais e jamais central. Nos sites de relacionamento, vemos verdadeiros cardápios humanos, em que as pessoas reduzem sua humanidade à experiência do prazer. Marcam encontros, mas o que via de regra vem depois é sempre o desencontro e a frustração atingindo profundamente a autoestima das pessoas. É nos sites de relacionamento que se fabrica em grande escala os “amores líquidos”, a liquidez e o descarte do valor humano, em que o consumo sexual suplanta qualquer possibilidade de construção de um compromisso saudável com o outro.

Com o tempo observamos certo cinismo no comportamento dos indivíduos uns com os outros, contribuindo assim para o sofrimento psicológico e os transtornos de humor. Ao meu ver são as mulheres que mais sofrem nessa forma de experiência. Vivemos um tempo paradoxal, caracterizado por muita gente no mundo e muito solidão! O ser humano não se relaciona muito bem com a solidão, na verdade a teme profundamente, porque sua natureza psicológica é RELACIONAL. Entretanto, a solidão só será extinguida de nosso contexto, se o valor da responsabilidade e compromisso voltar a ser o solo seguro dos nossos relacionamentos. 

Falsos valores fomentam falsas identidades! É possível o ser humano se manter saudável e equilibrado em uma sociedade caracterizada porprazer sem compromisso? Por prazer apenas pelo prazer, sem se construir algo, uma narrativa que se desenvolve no e pelo amor?

AMOR – base fundamental da saúde mental e que constitui a substância da própria vida e de toda existência. É justamente quando ele falta e no lugar dele apenas o prazer vazio se pronuncia, que observamos uma cultura decadente e patológica pautando os comportamentos.

Precisamos ser mais profiláticos e assertivos nesse processo. Não se permita se “liquefazer” em sua condição emocional em contatos humanos que apenas reforçam a baixa autoestima, fomentando a experiência da angústia e do vazio. Selecionar bem as pessoas com as quais abrimos nossas necessidades emocionais e vitais é fundamental para a nossa Saúde Mental. Pense nisso!

Por: Dr. Vitor Santiago Borges

IMPIInstituto de Medicina e Psicologia Integradas

RT: Dalmo Garcia Leão CRM 4453

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Comunicação emocional mais eficaz

Já parou pra pensar o quanto uma relacionamento sem comunicação faz mal? Nesse texto será debatido a importância da comunicação em relacionamentos e como usá-la da maneira correta para o valor de uma relação social/amorosa.

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A COMUNICAÇÃO EMOCIONAL não violenta e o gerenciamento de conflitos têm sido temas de numerosos estudos por parte de vários cientistas da área. O Dr. Gottman chegou a duas conclusões básicas:

1- Não existem relacionamentos emocionais duradouros sem conflitos crônicos.
2- O que mais nos afeta emocionalmente é o distanciamento emocional das pessoas que amamos.

Diante de situações conflituosas, quando perdemos o controle de nossas emoções, o resultado pode ser desastroso. O Dr. Gottman define esse tipo de relação negativa como característico dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse, uma metáfora que se traduz como quatro atitudes que destroem qualquer tipo de relação (a crítica, o desprezo, o contra-ataque e o apedrejamento).

O primeiro cavaleiro, a CRÍTICA, é representado pela atitude com a qual a pessoa do outro é desqualificada. Atinge-se a pessoa e não o fato, que não é esclarecido. Por exemplo, “Você só pensa em você!”

O segundo Cavaleiro se traduz pelo DESPREZO. É o mais violento e perigoso, porque o sarcasmo magoa muito. Podemos comunicá-lo com gestos, trejeitos, causando profunda irritação no parceiro. Essa forma de comunicação inviabiliza uma solução pacífica.

Mas o que podemos fazer para resolver conflitos sem violência? O primeiro princípio da Comunicação não Violenta é substituir a CRÍTICA por uma afirmação objetiva dos fatos. Se você diz para um subordinado “Você não aprende mesmo, hein!”, “Esse relatório não está nada bom!”, A reação da pessoa é ficar na defensiva. Você pode ser objetivo dizendo: “Nesse relatório precisamos colocar três ideias para comunicar nossa mensagem e você é capaz de colocá-las”. O segundo princípio é numa conversa colocar o referencial em nós, expressando como nos sentimos naquela situação. Devemos iniciar a frase com “EU” em vez de “VOCÊ”. Ao falar apenas de mim, nem critico nem ataco o outro. Quando eliminamos a CRÍTICA e o DESPREZO, certamente a nossa comunicação se torna mais harmoniosa.

O CONTRA-ATAQUE E O APEDREJAMENTO são os 2 últimos Cavaleiros do Apocalipse (atitudes negativas no relacionamento). Se em uma situação de conflito costumamos utilizar essas atitudes, ou seja, esses cavaleiros, com certeza a nossa comunicação emocional está prejudicada. Infelizmente, nas nossas batalhas emocionais, invocamos esses guerreiros.

Quando nos sentimos atacados, geralmente CONTRA-ATACAMOS e em consequência a outra
pessoa sente-se ofendida, CONTRA-ATACANDO com mais violência. Se essa escalada prossegue, o nosso relacionamento poderá ser bastante abalado pela rejeição, pelo divórcio ou até mesmo pela agressão física violenta. Quando um CONTRA-ATAQUE é “bem-sucedido”, a ferida da parte derrotada, muitas vezes com um tapa dado pelo mais forte, aumenta e o convívio fica cada vez mais difícil.

O APEDREJAMENTO é o quarto Cavaleiro, é a quarta atitude negativa típica de homens e que tanto desagrada as mulheres. Nessa fase já caracteriza um relacionamento em desintegração, seja o casamento ou uma sociedade que, após um período de críticas, indiferenças, Ataques, Contraataques, uma das partes escolherá a fuga, abandonando o campo de batalha, pelo menos emocionalmente. Por sua vez, a outra parte, em busca de contato, busca a conversa, enquanto o outro ignora. Sem êxito, as abordagens vão ficando cada vez mais violentas, numa tentativa desesperada de volta. A retratação emocional não é eficaz para a resolução de conflitos. O APEDREJAMENTO com frequência leva a um triste final.

Avalie os seus relacionamentos emocionais! Diante de um conflito, qual desses guerreiros você costuma chamar? Ou, em qual desses estágios você se encontra na sua relação amorosa? Se as situações citadas forem uma realidade em sua vida, procure dar outro rumo a sua comunicação emocional.

Por: Dra Francisca Leão

IMPIInstituto de Medicina e Psicologia Integradas

RT: Dalmo Garcia Leão CRM 4453

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Fiocruz: síndrome respiratória aguda grave mostra tendência de queda

Boletim InfoGripe monitora casos com indicativo de covid-19

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Foto: Reuters/Direitos Reservados

O Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado hoje (24), confirma a tendência de queda dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país verificada nas últimas semanas. De acordo com a Fiocruz, desde o início da pandemia de covid-19, cerca de 99% dos casos da síndrome com identificação laboratorial de vírus respiratório dão positivo para o novo coronavírus.

A análise é feita com base nos dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe). No boletim são considerados os dados de até 20 de setembro.

O relatório aponta que apenas Espírito Santo, Piauí e Rondônia apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo, que considera as últimas seis semanas, até a Semana Epidemiológica 37, que compreende o período de 12 a 18 de setembro.

A tendência de queda foi verificada em 12 estados: Amazonas, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

Do total, seis unidades federativas – Amapá, Amazonas, Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro e Tocantins – apresentam sinal de crescimento apenas na tendência de curto prazo, que considera as últimas três semanas. Apenas o Rio de Janeiro ainda não atingiu valores inferiores aos observados em 2020.

Segundo o coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, ao contrário do que ocorreu em outros países, a disseminação da variante Delta no Brasil não levou a um aumento exponencial dos indicadores da epidemia. “Mesmo o Rio de Janeiro, principal fonte de preocupação nos últimos meses, já interrompeu essa tendência e registrou queda em semanas recentes”, disse.

O pesquisador destaca que a variante Delta pode não ter avançado no país por causa da proximidade em relação aos picos extremamente altos em março e maio, o que pode ter elevado o número de pessoas ainda com algum nível de imunidade, além do avanço gradual da vacinação. Porém, apesar do cenário positivo, para Gomes não é possível garantir ainda que “o pior já passou”.

Idades

Na análise por faixas etárias, o boletim indica queda sustentada desde a segunda quinzena de agosto nos casos de SRAG entre crianças e adolescentes, de zero a 19 anos, após um período de estabilização. Apesar da boa perspectiva, a Fiocruz ressalta que as estimativas estão em valores próximos ao registrado no pico de julho de 2020, com 1.000 a 1.200 casos por semana.

Nas faixas de 20 a 59 anos, o número de internações por síndrome retornou ao patamar de baixa verificado em outubro de 2020. Porém, a Fiocruz destaca que o nível para aqueles com mais de 60 anos continua alto.

“Enquanto a redução expressiva no número de casos de SRAG na população adulta é reflexo do impacto da campanha de vacinação escalonada, que permitiu proteger essa população durante o aumento na transmissão nos meses de abril e maio, a estabilização em valores relativamente mais altos na população mais jovem é reflexo da manutenção de transmissão elevada na população em geral”, diz o boletim.

Os indicadores da Fiocruz para a transmissão comunitária do novo coronavírus apontam que a maioria das capitais estão em macrorregiões de saúde com nível alto ou superior, “embora diminuindo gradativamente”.

Das 27 capitais, São Luís está com classificação de saúde em nível epidêmico. Aracaju, Belém, Boa Vista, Cuiabá, Fortaleza, João Pessoa, Macapá, Maceió, Manaus, Natal, Palmas, Porto Alegre, Porto Velho, Recife, Rio Branco, Salvador, Teresina e Vitória estão em nível alto. Já Campo Grande, Curitiba, Florianópolis, Rio de Janeiro e São Paulo estão em nível muito alto; e Belo Horizonte, Brasília e Goiânia estão em nível extremamente alto.

Por: Agência Brasil

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Ministro da AGU é diagnosticado com a covid-19

Ministro cancelou a agenda e está em quarentena

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Foto: Marcos Corrêa/PR

O ministro da Advocacia-Geral da União, Bruno Bianco, confirmou, hoje (24), que foi contaminado pela covid-19. Agora, já são três o número de ministros contaminados pela doença. Além de Bianco, foram diagnosticados a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina; e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Diante da constatação da doença, tanto Tereza Cristina como Bianco cancelaram a agenda e encontram-se isolados. No caso de Queiroga, a doença foi diagnosticada em meio à viagem com a comitiva do presidente Jair Bolsonaro a Nova York, nos Estados Unidos, onde participaram da 76ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). Ele permanece nos EUA, onde faz quarentena.

Outro integrante da comitiva presidencial diagnosticado positivo para a covid-19 foi o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Ele confirmou a doença via redes sociais. No post, o deputado reiterou críticas ao passaporte sanitário, documento que prova que seu titular encontra-se imunizado contra a covid-19, podendo viajar sem risco de transmitir o vírus entre fronteiras.

“Tomei a 1ª dose de Pfizer e contraí COVID. Isso significa que a vacina é inútil? Não creio. Mas é mais um argumento conta [contra] o passaporte sanitário. Estudos sobre efeitos colaterais e eficácia estão ocorrendo agora”, disse o deputado.

Por: Agência Brasil

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